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sexta-feira, 29 de junho de 2012

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A Era do Gelo 4

Ola gente! Já decidiram o que vão fazer nas férias? Tem gente que vai viajar, tem gente que vai ficar em casa... Então eu recomendo ver um filme. Todo mundo gosta de filmes, especialmente no cinema!

http://www.cinepop.com.br/cartazes/eradogelo4_6.jpg

Um novo filme que já está passando nas telonas é A ERA DO GELO 4

É um filme para toda a família assistir junto!

Veja a sinopse:

"Scrat desencadeia um evento cataclísmico. Sid, Manny e Diego são empurrados para alto mar e terão de lidar com perigos que jamais puderam imaginar que existiam, como um bando de piratas de quinta categoria. Sob muita adrenalina, nossos heróis terão de passar por cima deles e achar o caminho de volta para casa".

Veja o trailer do filme:


Bom gente, por hoje é só...
Espero que tenhan se interessado em ver esse filme tão divertido!
O que vocês acham do filme? Comentem!!!
Beijos... ^^

sábado, 23 de junho de 2012

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Resenha: O Milagre

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Agir
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:

Quem sabe - talvez ela tivesse expectativas irreais - , mas Lexie também queria se sentir apaixonada por ele. Não importava a bondade ou o senso de responsabilidade, se ela não se sentisse apaixonada por esse homem, não conseguiria evitar a sensação de que estaria se acomodando a alguém, e ela não queria se acomodar. Isso não seria justo com ela e não seria justo com ele. Ela queria um homem que fosse sensível e bom, mas que conseguisse arrebatá-la completamente. Queria alguém que lhe oferecesse uma massagem nos pés depois de um longo dia na biblioteca, mas que também a desafiasse intelectualmente. Um homem romântico, é claro, alguém capaz de lhe comprar flores, sem que houvesse qualquer razão para isso.

O Milagre, cujo título original é True Believer, nos conta a história de Jeremy Marsh, que é jornalista investigativo, divorciado de Maria, única mulher a quem amou na vida, vive em Nova Iorque e leva a vida pulando de relacionamento em relacionamento, conquistando mulheres, a quem não consegue se apegar. Ele fica famoso quando consegue provar o charlatanismo de um homem, que dizia se comunicar com os mortos, trazendo às pessoas notícias e recados de seus entes queridos. E Jeremy, num programa de televisão de grande reconhecimento na região, consegue desmascarar esse homem, fato que lhe rende, inclusive, a possibilidade de trabalhar na televisão, o que lhe proporcionaria a tão sonhada estabilidade financeira, além de fama.

Após o caso bem-sucedido do falso médium, Jeremy recebe uma carta falando de um fenômeno aparentemente sobrenatural, envolvendo luzes que apareciam misteriosamente num cemitério abandonado na pequena e pacata cidade de Boone Creek, na Carolina do Norte. Então, o jornalista resolve viajar até lá para desvendar esse mistério, já que em hipótese alguma ele acreditaria em fenômenos sobrenaturais, em mistérios que não fossem desvendados ou em milagres. E, quem sabe, ele poderia usar isso como passaporte para fixar-se na TV.

Ele chega a Boone Creek e vai imediatamente ao cemitério, depois procura Doris, a autora da carta. Esta lhe indica a biblioteca da cidade, que deveria ser sua fonte de pesquisa para saber detalhes da cidade e do fenômeno das luzes, termina também por conhecer o prefeito, Tom Gherkin, que o trata como uma verdadeira celebridade e, por fim, conhece Lexie Darnell, bibliotecária da cidade. Esta última lhe chama a atenção por ser muito bonita e por não parecer impressionada com ele tanto quanto o restante da cidade estava se mostrando.

A partir desse encontro com Lexie, as suas idas à biblioteca bem como seu contato com Lex se tornaram frequentes. Além disso, é ela quem o leva para conhecer pontos estratégicos da cidade, sem os quais sua investigação poderia ficar comprometida. Nesses momentos, eles tiveram a oportunidade de, pouco a pouco, conversar e se conhecer melhor. A partir de então, ambos começam a se dar conta de que estavam lentamente se apaixonando, porém Lex já havia sido abandonado por outra pessoa de Nova Iorque em quem ela havia acreditado cegamente, e Jeremy havia saído de um casamento (por motivos que todas as pessoas próximas a ele desconheciam) e perdido as esperanças de que encontraria novamente alguém com quem queria passar a sua vida. Então, os dois, um sem ter consciência do que acontecia com o outro, começam a travar uma guerra interior contra seus próprios sentimentos. Jeremy não resistindo à ideia de um novo amor e lembrando de seu antigo casamento:

Mas se aquilo não podia ser amor e não era desejo, o que seria? Gostar? Ele gostava dela? É claro que gostava, mas essa palavra também não abarcava todos os seus sentimentos. Era muito...vaga e mal definida. As pessoas gostavam de sorvete. As pessoas gostavam de assistir à televisão. Não queria dizer nada, e nem chegava perto de uma explicação para o fato de, pela primeira vez, ele sentir necessidade de contar a alguém a verdade a respeito de seu divórcio. Seus irmãos não sabiam a verdade, nem seus pais. Mas, qualquer que fosse o motivo, ele não conseguia ignorar a percepção de que queria que Lexie soubesse.

E Lex se apegando a uma traição de um outro homem, condenando todas as suas possibilidades de ser feliz:

Ela já havia se machucado antes, e agora percebia que havia reagido à dor recolhendo-se na segurança da solidão. Mas uma vida sem riscos não era uma vida pra valer.

Como será resolvido esse impasse? Jeremy e Lex vão se entregar a esse amor que surge em poucas semanas? E mais: se eles se entregarem, como viverão esse amor, uma vez que eles moram muito distante um do outro? Qual foi o real motivo do divórcio de Jeremy? E como Lex vai encarar essa explicação? E quanto ao sucesso de Jeremy em desvendar o mistério das luzes no cemitério, ele conseguirá? Em caso afirmativo, como se dará sua carreira na televisão? Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo da leitura do excelente livro que é O Milagre.
O livro é muito bom, porém, em comparação com outros títulos de Sparks, ele deixa um pouco a desejar, pois os poucos conflitos que existem são resolvidos muito rapidamente e são bem superficiais, além de que também faltou a habitual carga emotiva com a qual Sparks nos acostumou. Apesar disso, a leitura do livro é muito recomendada. Nicholas Sparks nos presenteia sempre com leituras magníficas e frases espetaculares.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

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Resenha: Diário de uma paixão

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:
Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome, em breve, será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.



As férias foram fantásticas, mas nós já estávamos com muita saudade de todos vocês, que acompanham o Giro Letra!!! E, para recomeçar com chave de ouro, nada melhor que falar sobre um dos nossos autores favoritos: Nicholas Sparks, que, como bem sabemos, tem o dom de escrever, encantar, emocionar e, por fim, se tornar inesquecível com suas magníficas estórias. 
Em Diário de uma paixão, ou originalmente The Notebook, não é diferente. O livro data de 1996 e é baseado na história dos pais da esposa de Sparks. A obra já havia sido lançada no Brasil com o título O caderno de Noah, mas com uma tiragem tão pequena que os raros exemplares disponíveis para a compra eram caríssimos. Porém, para alegria dos fãs do autor de A última música e Querido John, o livro foi lançado novamente, com o título de Diário de uma Paixão, pela excelente Editora Novo Conceito ( \o/ ). 
Nesse livro, Sparks brinda o leitor com uma história simplesmente linda e recheada de frases maravilhosas, que nos fazem refletir sobre o grande valor do amor na vida de todos nós. Diário de uma paixão conta a história de Noah Calhoun e Allison Nelson, que se conhecem em 1932, em Nova Berna, Carolina do Norte, e se apaixonam perdidamente. Depois que se conhecem, eles passam a se ver todos os dias, passeando, descobrindo coisas e ensinando outras coisas um ao outro. Tornam-se inseparáveis, até que, um dia, se entregam perdidamente à paixão que havia crescido em ambos.

Pouco tempo depois, os pais de Allison descobrem o seu envolvimento com um rapaz pobre da cidade, percebem que o relacionamento dos dois estava ficando realmente sério e resolvem, então, ir embora, impedindo que os dois continuassem com aquilo, pois,segundo a mãe de Allie, "às vezes, nosso futuro é definido por aquilo que somos, e não por aquilo que queremos", ou seja, Noah não merecia Allie por ser socialmente inferior a ela.

Allie, assim, vai embora com sua família, mas seu coração fica em Nova Berna, fica com Noah, o qual nunca a esqueceria, por mais mulheres que viesse a ter (e ele teve muitas). Apesar da promessa de que o que havia acabado tinha sido o verão, mas que eles nunca acabariam, não foi isso que aconteceu. Noah escreveu a Allie muitas cartas para as quais nunca houve resposta. Ele, então, foi embora de Nova Berna. A partir disso, sua vida passa por algumas reviravoltas e uma surpresa do destino permite a ele voltar à cidade que abandonara e comprar a casa com a qual sempre sonhara, embora ela precisasse de uma grande reforma. E essa reforma deu o que falar na cidade, pois a casa ficara realmente magnífica, fato que lhe rendeu uma reportagem e uma foto no jornal.




Foi exatamente essa reportagem com essa foto de Noah em frente a sua nova casa que foi parar nas mãos de Allie, que, naquele momento, era noiva de um rapaz muito bem-sucedido, como sempre desejaram seus pais. Allie, então, teve uma série de lembranças e a eterna dúvida sobre o sumiço de Noah, o porquê de ele nunca tê-la procurado, apesar do que foi combinado entre eles. Eis o panorama dos personagens principais dessa história:

Allison Nelson, 29 anos e noiva, uma pessoa da alta sociedade, à procura de respostas que ela precisava saber, e Noah Calhoun, o sonhador, 31 anos, visitado pelo fantasma que acabara dominando a sua vida.

Allie fica altamente inquieta com esse turbilhão de recordações, então resolve que teria que ver Noah antes que ela se casasse, afinal ela precisava de respostas. Ela dá uma desculpa a Lon, seu noivo, e vai em busca de reencontrar Noah. Como será esse encontro? Valerá a pena se aventurar desse jeito? O que eles irão descobrir? Conseguirá Allie voltar depois desse encontro para se casar e ser feliz ao lado de outro homem que nunca a fez sentir como Noah havia feito? O noivo descobrirá o verdadeiro objetivo da noiva ao viajar? O que teria havido entre Allie e Noah não seria fruto apenas de uma paixão juvenil? Quanto tempo, quantos anos de distância e de silêncio o amor suporta? Por que o título do livro faz referência a um diário? Todas essas e muitas outras perguntas serão facilmente respondidas com a leitura desse magnífico romance, que emociona até os menos sensíveis.

Ah, e fiquem atentos: em breve, teremos sorteio de um Kit Diário de uma Paixão! Enquanto esperamos, podemos nos deliciar com o trailer do filme:

sábado, 16 de junho de 2012

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Resenha: Diário de Uma Garota Nada Popular

Autora: Rachel Renée Russell
Ano: 2010
Páginas: 282
Editora: Verus
Sinopse: Nova escola. Nova garota malvada. Nova paixão. Novo diário para que Nikki possa contar TUDINHO...
Nota: 


Sim, a sinopse é desse tamanhão! rs

Este livro é um encanto só: a capa é em hard cover (capa dura), é em formato de diário e cheio de desenhos feitos pela  Nikki... Ela é uma menina de 14 anos que acaba de se mudar para uma nova escola: ela recebeu bolsa por seu pai ter dedetizado a mesma, e ela MORRE de vergonha disso. 

Na escola ela conhece o gatinho Brandon, por quem alimenta uma paixão secretíssima. Também conhece Mackenzie, uma menina mimada e patricinha que faz de tudo para o seu mal. E por fim, conhece Chloe e Zoey, duas meninas apaixonadas por livros que se tornam suas melhores amigas.

Ao longo do livro, conhecemos um pouco mais sobre as amizades, medos, dúvidas e opiniões de  Nikki. Por ser um livro em primeira pessoa, podemos saber claramente o que ela pensa e também, o que sente.

O livro é super leve e gostoso de ler. Li ele em dois dias e quando terminei perguntei: "-Já acabou?!"

Ele é um livro infanto-juvenil tendo como cenário de fundo um colégio americano, o que o tornou BEM clichê e o fez perder pontos comigo e também, o fato de Nikki ser uma garota de 14 anos com atitudes e pensamentos de uma menina de 10. Ou eu que sou muito adiantada? hahaha

Fora isso, ele é uma gracinha e eu adorei a oportunidade de ter o lido.

Um beijo!

sábado, 9 de junho de 2012

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Encontros e Desencontros!



“Um belo retrato de Sofia Coppola sobre a solidão.”
Por Bruno Albuquerque de Almeida!

Bill Murray é um ator fenomenal. Scarlett Johansson, além de doce, é linda. Um filme protagonizado por esses dois tem tudo para ser, no mínimo, interessante. E Encontros e Desencontros vai muito além de ser “interessante”.

Dirigido e escrito por Sofia Copolla( sim, filha do mestre sensacional, diretor de Apocalypse Now e O Poderoso Chefão, Francis Ford Coppola, que produz esse), o filme é um belo e divertido retrato de duas pessoas extremamente solitárias. Bob Harris, ex-astro de cinema que agora ganha a vida fazendo comerciais para a televisão, e Charlotte, noiva de um fotógrafo que pouco lhe dá atenção.

Bill Murray constroe um divertido personagem, que nos faz se identificar com ele ao passar por situações constrangedoras do dia-a-dia, o que é um recurso interessante que Sofia Coppola utiliza para ganhar o espectador – assim como também faz com Charlotte, ao mostrá-la ouvindo música e fazendo coisas rotineiras. A fotografia, sempre azulada ou esbranquiçada, passando uma sensação de frio, ajuda e muito na composição da melancolia contida dentro dos personagens, sempre tentando impressionar alguém para se sentirem importantes, devido a sua grande solidão – Bob diversas vezes tenta agradar, mesmo por telefone, sua mulher, que é sempre ríspida e direta; enquanto Charlotte tenta dialogar com o seu marido, que em diversos momentos parece fingir que ela não existe( principalmente na cena do jantar, em que ele a ignora completamente para dar atenção a uma velha amiga).

Para acentuar mais a solidão dos personagens, Coppola utiliza várias cenas mostrando-os fazendo coisas qualquer, como andar por um parque, observar pessoas na rua, trabalhando no hotel, ou simplesmente sentar-se a cama e pensar sobre alguma coisa. O desenvolvimento do relacionamento entre Bob e Charlotte é sensacional, pois você não sabe o que há entre eles: é amizade? É um amor estilo “pai e filha”? Ou é amor “pra namorar”? E o filme acerta ao mostrar que nem os personagens sabem direito o que aquela relação representa. E que eles apenas querem estar um com o outro, vendo filmes, conversando, fazendo companhia.

 E o resultado disso tudo, por mais que seja clichê, é aceitável devido as circunstâncias pelas quais os personagens estão passando.

Divertido e melancólico, Encontros e Desencontros é um grande filme de uma promissora diretora

Nota: 9,0
Ps: a seguir, um vídeo sensacional com trechos do filme( CONTÉM SPOILERS).
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Resenha: Um homem de sorte


Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:
Victor pigarreou. - Sabe de uma coisa? Você se lembra do tiroteio em que Jackson e os outros morreram depois da explosão do Humvee?
Thibault pegou uma pedrinha e jogou-a longe. - Sim.
- Você salvou minha vida.
- Não. Não salvei. Só tirei você de lá.
- Thibault, eu fui atrás de você. Quando você saiu do Humvee, eu ia ficar, mas quando vi você sair, sabia que não tinha escolha.
- Do que você está falando?
- Da fotografia. Sei que ela está com você. Peguei carona na sua sorte e me salvei.
No começo, Thibault não entendeu, mas, quando finalmente se deu conta do que Victor estava dizendo, balançou a cabeça, sem conseguir acreditar. - Victor, é só uma fotografia.
- Ela dá sorte - insistiu Victor, aproximando-se de Thibault. - Você é um homem de sorte. E quando terminar sua missão por aqui, deveria ir procurar a mulher da fotografia.

Um homem de sorte é mais um livro de Nicholas Sparks que vai mexer com as emoções do leitor e nos levar a questionar de quantas maneiras o amor pode nos encontrar. O romance nos conta a história de Logan Thibault, um ex-fuzileiro que esteve por três vezes no Iraque e viu de perto os estragos físicos e emocionais que a guerra pode causar. Porém, após o seu primeiro mês lá, ao sair pela manhã para fazer suas corridas e relaxar um pouco, ele encontra uma fotografia perdida no chão, com uma mulher loira, acompanhada de um cachorro pastor alemão e vestida com jeans e com uma blusa em que se encontravam as palavras "garota de sorte". Ao fundo, o local onde a foto teria sido tirada: a feira de Hampton. Atrás, apenas uma frase: "Se cuida! E." Logan a leva consigo e a coloca no quadro de avisos, contudo, passados vários dias, ninguém a havia retirado de lá, então, sem entender o porquê, ele simplesmente recolheu a foto e guardou-a no bolso.
A partir de então, inexplicavelmente, a sorte de Logan mudou completamente, em todos os sentidos, e para melhor. Logan começou com coisas simples, como ganhar todos os jogos de pôquer, os quais outrora sempre perdia, e chegou a sobreviver incrível e intuitivamente a todos os combates de que participou em todas as idas ao Iraque. Seu amigo Victor, que sabia da fotografia, começou a atribuir as incríveis façanhas de Logan à foto no seu bolso, a qual supostamente lhe trazia sorte, e Logan começou a ficar conhecido no Pelotão por esse motivo, chegando até a ser evitado por alguns companheiros os quais diziam que, quando ele estava presente, apenas ele se salvava (por conta da sorte que a foto lhe proporcionava) e os outros morriam.
Depois de vários anos de combate, quando Thibault e seu amigo Victor planejavam o que fazer quando voltassem para casa, seu amigo sugeriu-lhe que procurasse a moça da foto, alegando que Logan tinha uma dívida com ela, afinal ele estava vivo graças à foto. Crendice vã ou não, o ex-fuzileiro resolve seguir o conselho do amigo e sai em uma jornada junto com seu mais novo companheiro, o cachorro Zeus. Objetivo dessa longa caminhada: encontrar a moça da foto.
Não é novidade dizer que ele vai encontrá-la. A própria capa do livro, que foi escolhida por votação em que a Editora Novo Conceito colocou algumas opções e os leitores fizeram sua escolha, nos mostra isso. Mas, a partir daí como ficarão as coisas? Como se comportará Logan Thibault diante de Elizabeth Green? Conseguirá se aproximar dela? Como? Contará a ela sobre a fotografia? E esta fotografia a quem pertencia? No final das contas, nada acontece por acaso. Então, a pergunta é: por que o destino fez com que Logan Thibault encontrasse aquela foto? Todas essas questões só poderão ser respondidas com a leitura desse, só para variar, encantador livro de Nicholas Sparks.
O livro, que já conta com bem mais de três milhões de cópias vendidas, nos traz uma história contada com uma linguagem simples, clara, fácil e, claro, encantadora. Porém, como se percebe, o livro é recheado de conflitos e alguns deles, que mereciam uma maior atenção, são resolvidos subitamente, ao passo que outros, mais simples, são bem mais explorados. Apesar desse detalhe, o livro é belíssimo e, como todos os livros de Nicholas Sparks, deve ser lido.


P.S. Para felicidade dos fãs, teremos agora, em abril de 2012, a estreia mundial da adaptação cinematográfica de Um homem de sorte, com o ator Zac Efron (High School Musical) no papel do encantador e lindo Logan Thibault. Como sempre, haverá algumas mudanças em relação ao livro, mas, mesmo assim, vale a pena conferir.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

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Resenha: Branca de Neve e o Caçador



A segunda e última adaptação do conto da Branca de Neve de 2012 chega às telonas. Diferente do divertido Espelho, Espelho Meu, esse longa traz uma versão mais sombria para a história da princesa. Com sua atmosfera dark e fantasiosa, um elenco admirável, cenários, figurinos e efeitos especiais belíssimos, a super produção tinha tudo para ser épica. Porém, permaneceu só no “legal”. Vale seu ingresso. Mas podia valer uma dúzia deles – e com certeza custou ao estúdio tanto quanto.

A mais bela, como também a mais cruel e mortal…
A história vocês já devem conhecer bem. A princesa, perseguida pela rainha ( que nesta versão deseja seu coração para alcançar a imortalidade! ), é encurralada pelo caçador mercenário, o qual cai pelos encantos da bela jovem. Esta é a única do reino que poderá, além de matar a rainha má, subir ao trono para instalar a paz novamente. Fugindo dos exércitos de sua madrasta, nossa doce heroína deve rumar até o castelo e destruir a fonte de todas aquelas trevas que devastam sua terra. Os anões, eternos amigos da princesa, aparecem já para a metade do longa, com o caçador ao lado da moça, como seu fiel escudeiro. O príncipe, que tem um papel bem maior, escapa de seu reino em nome do grande amor de sua infância e, ao encontrá-la, torna-se uma ponta da tensão/triângulo amoroso, do qual o caçador faz parte.

Vai servir à rainha ou servir à rainha? Olha a democracia no castelo das trevas aí gente!
O filme mescla ação e suspense com um pouquinho de drama e romance. A aventura é bem legal e os efeitos e cenários estão fantásticos, como já disse anteriormente. Com uma proposta super interessante, o roteiro tinha tudo na mão, sem nem contar com a produção toda que ganhou, para ser um arraso. Porém, faltou emoção. A relação de todos os personagens é muito mal conduzida. As intenções do roteirista de instaurar uma rivalidade entre a madrasta e a enteada – ou um melhor desenvolvimento de ambas, que são curiosas personagens, sendo uma cruel e poderosa e a outra gentil e frágil, com passados marcantes e trágicos -, uma tensão amorosa entre o caçador e a princesa e mais tarde entre esta e o príncipe, uma amizade entre a mais bela de todas e os anões, além de uma posição mais firme da heroína ao final são muito boas, de fato. Mas para por aí. Não há profundidade, não há um desenvolvimento. O bom trabalho dos atores – com exceção de, claro, Kristen  Stewart, sobre a qual já falo um pouco – não foi suficiente para conseguirmos  personagens cativantes ou com presença. Faltou emoção na colocação de diálogos, cenas etc. Flashbacks tiveram alguns. Mas não foram suficientes para construir, realmente, um bom personagem. Figuras vazias não produzem emoção. E sem emoção não há uma produção empolgante de fazer o público vibrar, o que era bem capaz de esse filme se tornar.


Durante a fuga na Floresta Negra, Kristen continua com sua expressão sofrida-confusa digna de Oscar…

Agora, sobre a Kristen. Eu tentei olhá-la sem preconceitos, afinal, não é melhor apagar as marcar do passado e dar uma segunda chance? Segunda chance dada. Ela não aproveitou. Seu olhares e vazios e quase sempre sofridos – tudo no padrão sofrido: sofrido assutado, sofrido apaixonado, sofrido sofrido, sofrido empolgada, sofrido orgulho… – não dão alma ou figuram o papel que a amável princesa tanto exige. Sei que foi tudo marketing, até porque tem que ser um pouco louco pra gostar do trabalho dela, mas podiam economizar o tanto – e põe tanto nisso – que devem ter gastado pagando a Bella e escalar uma atriz até popular, mas descente. E acreditem, há muitas com esse perfil por aí que honrariam a personagem. Quanto ao resto do elenco, estão todos muito bons, com destaque para Charlize Theron, que está linda, mortal e cruel na medida certa.

Adorei essa cena!

A decepção é que não foi o ótimo filme que podia ter sido. Mas, mesmo assim, é diversão garantida e uma recontagem interessante do conto de fadas.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

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Resenha: Feios

 

Essa onda de distopias, pela qual Jogos Vorazes ( livro e filme ) é um dos grandes responsáveis, me fez correr atrás de alguns títulos que falam sobre o tema.  Feios está na lista de leituras há tempos e ganhou um lugar mais concreto após de uma das maravilhosas promoções do Submarino. Acabou que descobri uma saga super legal e um autor ótimo, do qual espero ler mais em breve – Os Vampiros de Nova Iorque – Os Primeiro Dias é o próximo da lista!. O livro tem o fator distopia bem latente, provavelmente tudo que esperava de Destino e mais um pouco. Os personagens são interessantes, principalmente com todo seu pano de fundo, e suas relações são bem desenvolvidas. Mesmo com alguns equívocos, está aí uma obra que vale a pena, principalmente se você mergulhou nessa de sociedades controladoras.

Capa americana de “Feios”
Tally é uma feia. E isso não significa que ela é horrenda. Seu corpo tem imperfeições, como todos menores de 16 anos, o qual ficará ótimo após a operação que a transformará em perfeita. Enquanto os feios estudam e se divertem limitadamente em subúrbio afastado da grande cidade, os perfeitos gozam da boa vida, com festas dia e noite, sem barreiras. Cabe aos moradores dessa vila do outro lado do rio, sonharem com o dia quando poderão ser exuberantes e estarem no meio daquelas luzes brilhantes e pessoas sorridentes. E Tally não é diferente. Só Shay.

Shay é uma menina magrela e aventureira de olhos bem separados. Ela fala coisas estranhas sobre a cirurgia, parecendo às vezes que não quer completar seus 16 anos, o que deixa Tally, que logo vira sua amiga, bem confusa. As duas se divertem quebrando regras dos feios até o momento que Shay vai longe de mais e foge dos limites da cidade e do subúrbio. Ela se dirige para a Fumaça, uma comunidade de rebeldes que não querem ser operados, que viverão feios para o resto de suas vidas – o que apavora Tally.

Mas quando a operação da jovem é colocada em cheque, pois os Especiais ( policiais secretos que cuidam desses assuntos de rebelião ) querem sua ajuda para encontrar Shay, ou melhor, a Fumaça. Deverá ela abandonar seus sonhos de uma vida inteira a favor de uma garota que conheceu a pouco tempo? Pensando nisso é que Tally embarca numa expedição até à Fumaça, a serviço dos Especiais, onde conhecerá o outro lado de toda essa história de perfeição. Dividida entre novos e velhos conceitos, muitas decisões deverão ser tomadas, e nenhuma delas tão perfeita assim…



Capa britânica de “Feios” pegando carona no sucesso de “Jogos Vorazes”
Como comentei logo no início, a distopia criada por Scott Westerfeld é fantástica. Os conceitos que ele inventou e desenvolveu, o modo com a sociedade vive e como as pessoas são separadas e pensam são muito interessantes. Ele também dá um toque de ecologia à história, comentando não só da desigualdade da beleza que prejudicava os Enferrujados – nós! -, mas também da nossa burrice em gastar todos os recursos disponíveis. Tally fica apavorada quando vê os Esfumaçados – rebeldes da Fumaça – cortando árvores, pois sua sociedade é completamente sustentável, para se ter uma ideia.

Os personagens me convenceram, gostei de muitos deles, até mesmo os vilões. O que pegou foram algumas coisas que os YA sempre repetem: as forçações. Tally viveu todos seus 16 anos quase sem contato com a natureza. Para chegar na Fumaça, ela embarca numa expedição no meio da vida selvagem, na qual se sai muito bem, considerada uma heroína quando enfim entra na comunidade rebelde. As instruções de Shay que a levam até lá também são muito vagas, mas ela não parece ter problemas com isso, resolvendo tudo bem rápido. Outras coisas também passam pelo leitor com uma pulga atrás da orelha, como quando os Especiais entram em ação. Se vocês são cruéis e querem proteger a sociedade alienada que preservaram por tanto tempo, por que não apelar para agressão e talvez morte de rebeldes? Quando tanto está em em jogo, não acredito que possa haver diplomacia. A narrativa de Scott Westerfeld é bem escrita, gostei bastante.

Um dos motivos que me inspira a buscar por mais se seus trabalhos.



Capas americanas da série “Feios”
Feios é primeiro volume de uma série de 4 livros, dos quais todos foram publicados tanto lá fora como aqui no Brasil. Perfeitos tem uma proposta bem bacana, já entrou na lista. Mas os equívocos atrasaram a leitura a ponto de colocar a outra série – sobre vampiros – do autor na frente dessa sequência. Se não fossem eles, seria tudo perfeito.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

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@mor por Daniel Glattauer

Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Leo Leike, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por Emmi Rothner, casada. Inicialmente, ela só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. 

Autor: Daniel Gattauer
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581050669
Páginas: 184
Nota: 

Você pode até ter "não" como primeiro resposta, mas láááá no fundo, sabe que as capas dos livros lhe influenciam - nem que seja por um primeiro momento. Perdi as contas de quantas pessoas me perguntaram se @mor, do austríaco Daniel Glattauer, era um livro de auto ajuda. A capa não dá informações, o título não é revelador. Sem saber muito sobre a história, você abre o livro e: boom! Entrou numa caixa de entrada cheia de romance e surpresas. Quem achou que era mais um livro de auto-ajuda sem graça, se enganou completamente.

Emmi queria cancelar a assinatura da revista Like, mas por pressa escreveu Leike, e o email foi parar na caixa de entrada de Leo. Engano resolvido, meses depois ela envia um email coletivo de felicitações. Num momento decisivo para Leo, aquele "Feliz Natal e Próspero Ano Novo" é como se o mandasse desistir de sua vida. A partir daí, começa um relacionamento baseado somente em palavras na tela do computador. Um relacionamento que vai crescendo, que tem falhas, que não tem rostos, mas tem almas. 

Já dizia Pitágoras que "As palavras são os suspiros da alma", e isso se encaixa como uma luva em @mor. O romance é em emails, apenas um conjunto de letras que transcrevem tudo que os personagens estão sentindo - ou, ao menos, o que querem dividir. A liberdade na internet é (quase) ilimitada, existe espaço para quem quiser ser perfeito, para contar sua vida e manter seus segredos. Você escolhe confiar - mas no final, tudo vai se basear no @mor!

A característica mais marcante, tanto de Emmi como de Leo, é sua humanidade: errar e acertar, sonhar e se deixar levar por um mundo novo composto por pixels. Ao mesmo tempo, eles tem uma vida off line. Trabalham, saem, Emmi é casada e tem dois filhos. Eles se irritam, são espirituosos e fazem piadas infelizes. Tem ideias precipitadas, respostas agressivas e impaciência. Eles se apaixonam.

Como o livro é inteiro em emails, a leitura é mais rápida e dinâmica. Junto dos personagens, o leitor pode acompanhar o desenrolar e o inicio da "intimidade": a substituição de assinaturas cordiais pelo nome, assuntos em branco, emails sem nenhuma razão - apenas a vontade de ler o que o outro vai escrever. Eu li o livro em dois dias (lembre-se que estou de prova e meu tempo é limitado) e fiquei extremamente frustrada. A continuação? Com sorte, a editora trará ainda esse ano. 

Em momento algum, eu esperei gostar e me envolver com Emmi e Leo do jeito que foi. @mor é uma história tão real que você se pergunta quantas pessoas à sua volta já vivenciaram algo semelhante. Um email pode mudar uma pessoa quase tanto como um livro. Em era digital, seu melhor amigo pode conhecer você mais pelas palavras digitadas do que pelo seu rosto. Um livro lindo e frustrante, recomendo.
Bjs,
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Resenha: Um amor para recordar

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:
"Não poderia descrever adequadamente a intensidade do que estava sentindo naquele momento. Amor, raiva, tristeza, esperança e medo, juntos em um redemoinho, intensificados pelo nervosismo que tomava conta de mim. Jamie me olhava com curiosidade, e a minha respiração acelerou também. De repente, eu sabia que nunca havia sentido algo tão forte por outra pessoa como acontecia naquele momento."

Logo no prólogo de Um amor para recordar, Landon Carter, o narrador, adverte o leitor: "no início você vai sorrir, e depois vai chorar - não diga que não avisei", o que, provavelmente, acontecerá mesmo!
Landon é um homem de 57 anos que se lembra de que, há 40 anos, algo mudou irremediavelmente sua vida. No final da década de 50, quando tinha 17 anos e vivia numa pequena cidade ao sul dos Estados Unidos, ele era um adolescente como muitos outros: gostava de sair com os amigos, apaixonado por uma garota bonita, popular na escola... 
Mas, no seu íntimo, alguns sentimentos o entristeciam e levaram-no a se transformar em um jovem com fama de "rebelde". Landon tinha um senso crítico aguçado e isso lhe permitia analisar, com insatisfação, a forma como seu avô paterno conquistou a fortuna da família. Além disso, seu pai era um político de destaque, o que fazia com que passasse mais tempo em um apartamento em Washington do que com a família, que se encontrava a 500 km de distância.
Essa situação se refletiu na relação entre o jovem e seu pai, gerando conflitos entre eles. Um desses conflitos estava relacionado ao fato de que o sr. Carter queria que o filho fizesse o ensino superior em uma das muitas universidades conceituadas dos Estados Unidos, porém Landon estava correndo o risco de sequer ser aprovado na faculdade local. Desinteressado pelos estudos, ele seguia a "lei do menor esforço". Numa de suas tentativas de fugir dos livros, em seu último ano de Ensino Médio, o rapaz se matricula nas aulas de Arte Dramática, a fim de fugir da classe de Química II.
Nessas aulas de teatro, ele observa Jamie Sullivan, uma garota que praticamente cresceu com ele, na mesma escola, assistindo às mesmas aulas, mas sem que fossem amigos. Na verdade, Jamie não era muito aceita pelas pessoas da sua idade. Seu comportamento, que muito agradava os adultos da cidade, despertava o deboche dos adolescentes. Ninguém de sua idade compreendia como Jamie podia estar sempre alegre, ajudando os outros, lendo a Bíblia, auxiliando órfãos e animais indefesos, entre outras coisas. E, como se fosse para confirmar que Jamie realmente era muito diferente dos demais adolescentes, ela se vestia de uma maneira bastante conservadora e não soltava os cabelos, que estavam sempre presos em um coque.
Landon é um dos garotos que ridicularizam Jamie, embora não fosse um rapaz maldoso. Por ironia do destino, um dia, Landon precisa de um favor de Jamie, e isso os aproxima. No entanto, essa aproximação gera conflitos em Landon, uma vez que, ao mesmo tempo em que se sente envolvido por Jamie, preocupa-se com o que seus amigos irão pensar. Porém esses conflitos, mais à frente, tornar-se-ão irrelevantes, em comparação com o desafio que o destino impõe aos dois jovens.

Um amor para recordar é um livro doce e delicado, que valoriza o amor nas suas mais diversas manifestações: o amor a Deus, o amor entre pai e filha, o amor de mãe, o amor entre amigos, o amor entre namorados etc. Uma obra deliciosamente encantadora!

P.S.: esse livro já foi adaptado para o cinema. Abaixo, segue o trailer do filme, que foi lançado em 2002 e traz os atores Mandy Moore e Shane West nos papéis principais.

terça-feira, 22 de maio de 2012

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Amigos Inimigos por Vanessa Martinelli

Amigos Inimigos

Maria e Jack eram amigos quando criança. Daqueles que se dorme na casa e brinca das mesmas coisas. Mas eles cresceram e a idade esmoreceu a amizade. Tomaram direções opostas. Demais até. E você? Já teve um amigo-inimigo?

Autora: Vanessa Martinelli
Editora: Novos Talentos da Literatura Brasileira/Novo Século
ISBN: 9788576796596
Páginas: 101
Nota: 

Livros nacionais tem aquele poder a mais de se aproximar de você, de fazer o leitor se identificar com as situações, com a realidade, até mesmo com o clima (quem nunca se irritou com um personagem que reclamava do calor de 30ºC enquanto a gente vive nos 40ºC?). Talvez seja esse fator - a semelhança com a sua vida - que distancia um pouco os leitores de YA dos livros verde-amarelos. Ler é se dar o direito de fugir da realidade, conhecer novos lugares e não ter perigo de cair em alto mar. Ler algo que você conhece não traz a mesma emoção, mas é muita generalização dizer que são todos sem graça.

Amigos Inimigos, da catarinense Vanessa Martinelli, conta a história de dois amigos - Maria e Jack - que, ao crescerem, se afastaram, cada um seguiu seu caminho, fez novos amigos e acabaram perdendo o contato diário que tinham. Por meio do "destino", eles entram no mesmo grupo da gincana da escola, e precisam voltar a conviver em harmonia.

O livro tem pouco mais de 100 páginas, e como eu já previa, não me envolveu. A autora desenvolveu bem a narrativa, as passagens não eram rápidas demais nem lentas demais - claro, podia ter mais capítulos, um enredo maior, algumas histórias paralelas, algo que avançasse um pouco mais. Eu li em pouco mais de uma hora, não criei afeição pelos personagens, e comecei a leitura já sabendo do final (garanto que depois de ler a sinopse, você também já faz uma boa ideia). 

Maria e Jack são personagens óbvios, e podem muito bem ser seus amigos, vizinhos, colegas, ou até mesmo você - why not? Ela é mais madura que ele, mais séria e mais resistente quanto a mudar de opinião. Jack é "da turma do fundão", sempre com uma piadinha pronta para entrar no dialogo. Basicamente: Opostos.

Gostei - mas não mexeu comigo, não mudou minha vida, não me fez refletir sobre nada. É um livro bom, com uma história que todo mundo já conhece e elementos clichês. Amigos Inimigos é fraco, mas me fez rir em alguns momentos e dar uns sorrisos aqui e ali. Quem tá procurando um livro leve - e que não seja muito distante da sua realidade, recomendo.
Bjs,

domingo, 20 de maio de 2012

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Filhas da Escuridão por L. J. Smith

Há algo estranho sobre as novas garotas da cidade. Briar Creek, Oregon, nunca viu nada como a graça sobrenatural de Rowan, Kestrel, e Jade, três irmãs que se mudam para a antiga casa em ruínas próximo a Mark e Mary-Lynnette Carter. Mark é obcecado com Jade, mas ela e suas irmãs tem um segredo. E quando mark e Mary-Lynnette as seguem em uma noite na floresta, eles estão mergulhados em um pesadelo para além de suas imaginações. Porque as irmãs são fugitivas do Mundo da Noite, e seu irmão Ash está quente na trilha atrás delas. Ele é implacavel, lindo e ele tem ordens para levar as garotas de volta a todo custo. E quando ele vê Mary-Lynnette, ele decide levá-la também...

Autora: L.J. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501089137
Páginas: 238
Nota: 
Livros anteriores: Vampiro Secreto

A série Mundo das Sombras, de L. J. Smith - a mesma autora de Diários do Vampiro e Círculo Secreto - é composta por companion books. Cada livro, uma história diferente sobre membros de uma sociedade secreta de seres da noite. Eu gosto da ideia de livros sobrenaturais que comecem e terminem em menos de 250 páginas, são menos frustrantes. Filhas da escuridão, segundo volume, não larga muitas informações em sua sinopse, e por mais que seja carregada de clichês - L.J. normalmente é - o livro foi bastante surpreendente. E surpresas são, em grande maioria, bem vindas - principalmente se estamos falando de literatura. 

Rowan, Kestrel e a doce Jade são sobrinhas da senhora maluca da cidade, a mesma que sumiu nos últimos dias e ninguém reparou. Também ninguém percebe que tem algo de errado com essas garotas, exceto a vizinha Mary-Lynnette e seu irmão Mark. Obcecada com as novas vizinhas, ela acaba se envolvendo em um mundo que nem sonhava que existia, e era preferível que continuasse sem saber. Mas como fugir disso quando uma paixão arrebatadora aparece? Jade e Mark são almas gêmeas, e pelo bem do irmão, Mary-Lynnette precisa entrar no jogo - e não surtar.

Como a série Mundo das Sombras não trata sobre uma especie sobrenatural em especifico, tem aquela surpresa em saber qual a mitologia que a autora vai colocar. Como o primeiro livro já tinha sido sobre vampiros, eu estava torcendo que Filhas da Escuridão fosse sobre bruxas. Não posso negar que fiquei decepcionada quando me deparei com mais vampiras, criaturas que ando cansada ultimamente. Mas Filhas da Escuridão não me incomodou nesse sentido - por mais que a fórmula seja teoricamente um clichê, L.J. deixou tão cativante e surpreendente, que nem me importei por passar mais de duzentas páginas ao lado de sanguessugas.

Pela sinopse oficial, minhas apostas de quem seriam os protagonistas eram Jade e Mark, vampira e humanao que se apaixonam perdidamente e desafiam às leis do Mundo das Sombras. Só que, felizmente, não é bem assim. Mary-Lynnette é a personagem principal: humana, determinada, esperta e corajosa - ao mesmo tempo que erra e se contradiz: tem medo e vacila. Ela é bem mais interessante que qualquer uma das irmãs vampiras. E Mark (um grande sem graça, se me permite) não é o mocinho da vez. Já Ash, irmão de Jade, Rowan e Kestrel, é vampiro bad boy, assassino, sarcástico e muito amor! (#DamonFeelings)

Mesmo que o ponto de vista principal seja por Mary-Lynnette, a narração passa por vários olhos no decorrer do livro, e quando isso acontece num mesmo capitulo, fica confuso estar na cabeça de Mark e no outro paragrafo já conhecer os pensamentos de Rowan - mesmo que seja tudo em terceira pessoa. Poderiam ser mais capítulos, menores, e cada um narrado por um personagem.

Adorei! Filhas da Escuridão é misterioso, fofo, com uma ótima protagonista e casal principal que conquista o leitor. Os clichês da autora são mascarados pela história interessante, e esse livro serviu para me convencer que Mundo das Sombras é a melhor série escrita por ela. Recomendo!
Bjs,

sexta-feira, 18 de maio de 2012

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A Garota de Papel por Guillaume Musso

A garota de papel conta a história de Tom Boyd, o escritor do momento. Os dois primeiros volumes de sua Trilogia dos anjos já venderam milhões de exemplares e colecionam fãs no mundo inteiro. Mas, ao perder seu grande amor, Tom cai em uma profunda crise criativa e se sente incapaz de escrever uma única linha do esperado último livro da trilogia, recorrendo à bebida e às drogas para aliviar sua dor. Certa noite, uma misteriosa mulher aparece em sua casa e afirma ser Billie, personagem de seus romances, caída da página do livro para o mundo real por causa de um erro de impressão no segundo volume da trilogia. Se Tom não voltar a escrever, ela morrerá. Juntos, eles saem em uma fabulosa jornada ao longo das costas californiana e mexicana para tentar recuperar o amor perdido de Tom e, assim, sua inspiração. O que ele nem desconfia, porém, é que o destino é caprichoso e talvez as coisas não sejam como ele imagina...

Autor: Guillaume Musso
Editora: Verus
ISBN: 9788576861584
Páginas: 348
Nota: 

Quantas vezes você já ouviu o ditado "A vida imita a arte" (ou é A arte imita a vida?)? Quantas vezes você, bookaholic, não ficou se perguntando se aquilo que aconteceu no livro que leu, não foi real? As vezes, ler parece como estar em um sonho - aqueles bem reais, que você não sabe se realmente aconteceu ou não. É quando a literatura se mistura a vida, que nasce A garota de papel, do francês Guillaume Musso. Um romance surpreendente que segue o ditado à risca.

Tom é o escritor do momento. Seus livros são best seller, considerados os novos Harry Potter e Crepúsculo, com filme por vir e uma das pré-vendas mais vendidas na Amazon. Ótimo, não? Não. Depois de levar um fora da namorada, Aurore, Tom entrou em depressão - se entregou aos remédios anti depressivos, foi a falência e ainda não escreveu uma linha do romance final de sua famosa trilogia. Pior ainda: Tom nem quer mais escrever. Até que aparece uma garota, Billie, no meio de sua sala e que diz ser a mesma Billie personagem da trilogia. 

Mesmo tendo lido vários comentários positivos, e conhecer a fama de Guillaume na França, minhas expectativas não eram as mais altas. Não imaginei ser conquistada pelo livro nas primeiras 20 páginas. Só na apresentação da história, o sucesso do autor, seu namoro com Aurore, o final do relacionamento e o fundo do poço, já foram cativantes. O que acontece depois é mais uma história surpreendente.

Tom é um personagem muito complicado. Não costumam dizer que autores e artistas em geral são mais sentimentais, se entregam às sensações com mais facilidade? Esse foi o problema do protagonista, afetado demais pela paixão não correspondida, que chegou ao fundo do poço rápido demais e perdeu toda a vontade de viver. Surge então o clichê do amadurecimento, só que de uma forma que não parece aquele mesmo enredo que a gente já leu um milhão de vezes. Por mais que o personagem principal seja um tanto melancólico, os outros personagens são mais divertidos, como Milo - melhor amigo - e a própria Billie.

O ponto de vista principal é por Tom, em primeira pessoa, mas outros vários personagens também servem de olhos para a a narrativa, só que em terceira. Não é meu estilo preferido de narração, mas é boa de ler, além de Guillaume ser ótimo em poetizar. Algumas passagens são bem profundas, enquanto outras dá para sentir o sarcasmo mascarado.

A garota de papel é um livro ótimo, mas falta aquela coisa difícil de nomear, sabe? Falta um quê a mais. A história é surpreendente, o autor por vezes confunde a  sua cabeça e o faz acreditar no que ele quer você  acredite. O romance é muito bom, os personagens são bem formados, e eu adorei cada página do livro. Recomendo!
Bjs,
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