Essa onda de distopias, pela qual Jogos Vorazes ( livro e filme ) é um dos grandes responsáveis, me fez correr atrás de alguns títulos que falam sobre o tema. Feios está na lista de leituras há tempos e ganhou um lugar mais concreto após de uma das maravilhosas promoções do Submarino. Acabou que descobri uma saga super legal e um autor ótimo, do qual espero ler mais em breve – Os Vampiros de Nova Iorque – Os Primeiro Dias é o próximo da lista!. O livro tem o fator distopia bem latente, provavelmente tudo que esperava de Destino e mais um pouco. Os personagens são interessantes, principalmente com todo seu pano de fundo, e suas relações são bem desenvolvidas. Mesmo com alguns equívocos, está aí uma obra que vale a pena, principalmente se você mergulhou nessa de sociedades controladoras.
Capa americana de “Feios”
Shay é uma menina magrela e aventureira de olhos bem separados. Ela fala coisas estranhas sobre a cirurgia, parecendo às vezes que não quer completar seus 16 anos, o que deixa Tally, que logo vira sua amiga, bem confusa. As duas se divertem quebrando regras dos feios até o momento que Shay vai longe de mais e foge dos limites da cidade e do subúrbio. Ela se dirige para a Fumaça, uma comunidade de rebeldes que não querem ser operados, que viverão feios para o resto de suas vidas – o que apavora Tally.
Mas quando a operação da jovem é colocada em cheque, pois os Especiais ( policiais secretos que cuidam desses assuntos de rebelião ) querem sua ajuda para encontrar Shay, ou melhor, a Fumaça. Deverá ela abandonar seus sonhos de uma vida inteira a favor de uma garota que conheceu a pouco tempo? Pensando nisso é que Tally embarca numa expedição até à Fumaça, a serviço dos Especiais, onde conhecerá o outro lado de toda essa história de perfeição. Dividida entre novos e velhos conceitos, muitas decisões deverão ser tomadas, e nenhuma delas tão perfeita assim…

Capa britânica de “Feios” pegando carona no sucesso de “Jogos Vorazes”
Os personagens me convenceram, gostei de muitos deles, até mesmo os vilões. O que pegou foram algumas coisas que os YA sempre repetem: as forçações. Tally viveu todos seus 16 anos quase sem contato com a natureza. Para chegar na Fumaça, ela embarca numa expedição no meio da vida selvagem, na qual se sai muito bem, considerada uma heroína quando enfim entra na comunidade rebelde. As instruções de Shay que a levam até lá também são muito vagas, mas ela não parece ter problemas com isso, resolvendo tudo bem rápido. Outras coisas também passam pelo leitor com uma pulga atrás da orelha, como quando os Especiais entram em ação. Se vocês são cruéis e querem proteger a sociedade alienada que preservaram por tanto tempo, por que não apelar para agressão e talvez morte de rebeldes? Quando tanto está em em jogo, não acredito que possa haver diplomacia. A narrativa de Scott Westerfeld é bem escrita, gostei bastante.
Um dos motivos que me inspira a buscar por mais se seus trabalhos.

Capas americanas da série “Feios”








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