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sábado, 23 de junho de 2012

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Resenha: O Milagre

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Agir
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:

Quem sabe - talvez ela tivesse expectativas irreais - , mas Lexie também queria se sentir apaixonada por ele. Não importava a bondade ou o senso de responsabilidade, se ela não se sentisse apaixonada por esse homem, não conseguiria evitar a sensação de que estaria se acomodando a alguém, e ela não queria se acomodar. Isso não seria justo com ela e não seria justo com ele. Ela queria um homem que fosse sensível e bom, mas que conseguisse arrebatá-la completamente. Queria alguém que lhe oferecesse uma massagem nos pés depois de um longo dia na biblioteca, mas que também a desafiasse intelectualmente. Um homem romântico, é claro, alguém capaz de lhe comprar flores, sem que houvesse qualquer razão para isso.

O Milagre, cujo título original é True Believer, nos conta a história de Jeremy Marsh, que é jornalista investigativo, divorciado de Maria, única mulher a quem amou na vida, vive em Nova Iorque e leva a vida pulando de relacionamento em relacionamento, conquistando mulheres, a quem não consegue se apegar. Ele fica famoso quando consegue provar o charlatanismo de um homem, que dizia se comunicar com os mortos, trazendo às pessoas notícias e recados de seus entes queridos. E Jeremy, num programa de televisão de grande reconhecimento na região, consegue desmascarar esse homem, fato que lhe rende, inclusive, a possibilidade de trabalhar na televisão, o que lhe proporcionaria a tão sonhada estabilidade financeira, além de fama.

Após o caso bem-sucedido do falso médium, Jeremy recebe uma carta falando de um fenômeno aparentemente sobrenatural, envolvendo luzes que apareciam misteriosamente num cemitério abandonado na pequena e pacata cidade de Boone Creek, na Carolina do Norte. Então, o jornalista resolve viajar até lá para desvendar esse mistério, já que em hipótese alguma ele acreditaria em fenômenos sobrenaturais, em mistérios que não fossem desvendados ou em milagres. E, quem sabe, ele poderia usar isso como passaporte para fixar-se na TV.

Ele chega a Boone Creek e vai imediatamente ao cemitério, depois procura Doris, a autora da carta. Esta lhe indica a biblioteca da cidade, que deveria ser sua fonte de pesquisa para saber detalhes da cidade e do fenômeno das luzes, termina também por conhecer o prefeito, Tom Gherkin, que o trata como uma verdadeira celebridade e, por fim, conhece Lexie Darnell, bibliotecária da cidade. Esta última lhe chama a atenção por ser muito bonita e por não parecer impressionada com ele tanto quanto o restante da cidade estava se mostrando.

A partir desse encontro com Lexie, as suas idas à biblioteca bem como seu contato com Lex se tornaram frequentes. Além disso, é ela quem o leva para conhecer pontos estratégicos da cidade, sem os quais sua investigação poderia ficar comprometida. Nesses momentos, eles tiveram a oportunidade de, pouco a pouco, conversar e se conhecer melhor. A partir de então, ambos começam a se dar conta de que estavam lentamente se apaixonando, porém Lex já havia sido abandonado por outra pessoa de Nova Iorque em quem ela havia acreditado cegamente, e Jeremy havia saído de um casamento (por motivos que todas as pessoas próximas a ele desconheciam) e perdido as esperanças de que encontraria novamente alguém com quem queria passar a sua vida. Então, os dois, um sem ter consciência do que acontecia com o outro, começam a travar uma guerra interior contra seus próprios sentimentos. Jeremy não resistindo à ideia de um novo amor e lembrando de seu antigo casamento:

Mas se aquilo não podia ser amor e não era desejo, o que seria? Gostar? Ele gostava dela? É claro que gostava, mas essa palavra também não abarcava todos os seus sentimentos. Era muito...vaga e mal definida. As pessoas gostavam de sorvete. As pessoas gostavam de assistir à televisão. Não queria dizer nada, e nem chegava perto de uma explicação para o fato de, pela primeira vez, ele sentir necessidade de contar a alguém a verdade a respeito de seu divórcio. Seus irmãos não sabiam a verdade, nem seus pais. Mas, qualquer que fosse o motivo, ele não conseguia ignorar a percepção de que queria que Lexie soubesse.

E Lex se apegando a uma traição de um outro homem, condenando todas as suas possibilidades de ser feliz:

Ela já havia se machucado antes, e agora percebia que havia reagido à dor recolhendo-se na segurança da solidão. Mas uma vida sem riscos não era uma vida pra valer.

Como será resolvido esse impasse? Jeremy e Lex vão se entregar a esse amor que surge em poucas semanas? E mais: se eles se entregarem, como viverão esse amor, uma vez que eles moram muito distante um do outro? Qual foi o real motivo do divórcio de Jeremy? E como Lex vai encarar essa explicação? E quanto ao sucesso de Jeremy em desvendar o mistério das luzes no cemitério, ele conseguirá? Em caso afirmativo, como se dará sua carreira na televisão? Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo da leitura do excelente livro que é O Milagre.
O livro é muito bom, porém, em comparação com outros títulos de Sparks, ele deixa um pouco a desejar, pois os poucos conflitos que existem são resolvidos muito rapidamente e são bem superficiais, além de que também faltou a habitual carga emotiva com a qual Sparks nos acostumou. Apesar disso, a leitura do livro é muito recomendada. Nicholas Sparks nos presenteia sempre com leituras magníficas e frases espetaculares.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

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Resenha: Diário de uma paixão

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:
Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome, em breve, será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.



As férias foram fantásticas, mas nós já estávamos com muita saudade de todos vocês, que acompanham o Giro Letra!!! E, para recomeçar com chave de ouro, nada melhor que falar sobre um dos nossos autores favoritos: Nicholas Sparks, que, como bem sabemos, tem o dom de escrever, encantar, emocionar e, por fim, se tornar inesquecível com suas magníficas estórias. 
Em Diário de uma paixão, ou originalmente The Notebook, não é diferente. O livro data de 1996 e é baseado na história dos pais da esposa de Sparks. A obra já havia sido lançada no Brasil com o título O caderno de Noah, mas com uma tiragem tão pequena que os raros exemplares disponíveis para a compra eram caríssimos. Porém, para alegria dos fãs do autor de A última música e Querido John, o livro foi lançado novamente, com o título de Diário de uma Paixão, pela excelente Editora Novo Conceito ( \o/ ). 
Nesse livro, Sparks brinda o leitor com uma história simplesmente linda e recheada de frases maravilhosas, que nos fazem refletir sobre o grande valor do amor na vida de todos nós. Diário de uma paixão conta a história de Noah Calhoun e Allison Nelson, que se conhecem em 1932, em Nova Berna, Carolina do Norte, e se apaixonam perdidamente. Depois que se conhecem, eles passam a se ver todos os dias, passeando, descobrindo coisas e ensinando outras coisas um ao outro. Tornam-se inseparáveis, até que, um dia, se entregam perdidamente à paixão que havia crescido em ambos.

Pouco tempo depois, os pais de Allison descobrem o seu envolvimento com um rapaz pobre da cidade, percebem que o relacionamento dos dois estava ficando realmente sério e resolvem, então, ir embora, impedindo que os dois continuassem com aquilo, pois,segundo a mãe de Allie, "às vezes, nosso futuro é definido por aquilo que somos, e não por aquilo que queremos", ou seja, Noah não merecia Allie por ser socialmente inferior a ela.

Allie, assim, vai embora com sua família, mas seu coração fica em Nova Berna, fica com Noah, o qual nunca a esqueceria, por mais mulheres que viesse a ter (e ele teve muitas). Apesar da promessa de que o que havia acabado tinha sido o verão, mas que eles nunca acabariam, não foi isso que aconteceu. Noah escreveu a Allie muitas cartas para as quais nunca houve resposta. Ele, então, foi embora de Nova Berna. A partir disso, sua vida passa por algumas reviravoltas e uma surpresa do destino permite a ele voltar à cidade que abandonara e comprar a casa com a qual sempre sonhara, embora ela precisasse de uma grande reforma. E essa reforma deu o que falar na cidade, pois a casa ficara realmente magnífica, fato que lhe rendeu uma reportagem e uma foto no jornal.




Foi exatamente essa reportagem com essa foto de Noah em frente a sua nova casa que foi parar nas mãos de Allie, que, naquele momento, era noiva de um rapaz muito bem-sucedido, como sempre desejaram seus pais. Allie, então, teve uma série de lembranças e a eterna dúvida sobre o sumiço de Noah, o porquê de ele nunca tê-la procurado, apesar do que foi combinado entre eles. Eis o panorama dos personagens principais dessa história:

Allison Nelson, 29 anos e noiva, uma pessoa da alta sociedade, à procura de respostas que ela precisava saber, e Noah Calhoun, o sonhador, 31 anos, visitado pelo fantasma que acabara dominando a sua vida.

Allie fica altamente inquieta com esse turbilhão de recordações, então resolve que teria que ver Noah antes que ela se casasse, afinal ela precisava de respostas. Ela dá uma desculpa a Lon, seu noivo, e vai em busca de reencontrar Noah. Como será esse encontro? Valerá a pena se aventurar desse jeito? O que eles irão descobrir? Conseguirá Allie voltar depois desse encontro para se casar e ser feliz ao lado de outro homem que nunca a fez sentir como Noah havia feito? O noivo descobrirá o verdadeiro objetivo da noiva ao viajar? O que teria havido entre Allie e Noah não seria fruto apenas de uma paixão juvenil? Quanto tempo, quantos anos de distância e de silêncio o amor suporta? Por que o título do livro faz referência a um diário? Todas essas e muitas outras perguntas serão facilmente respondidas com a leitura desse magnífico romance, que emociona até os menos sensíveis.

Ah, e fiquem atentos: em breve, teremos sorteio de um Kit Diário de uma Paixão! Enquanto esperamos, podemos nos deliciar com o trailer do filme:

sábado, 16 de junho de 2012

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Resenha: Diário de Uma Garota Nada Popular

Autora: Rachel Renée Russell
Ano: 2010
Páginas: 282
Editora: Verus
Sinopse: Nova escola. Nova garota malvada. Nova paixão. Novo diário para que Nikki possa contar TUDINHO...
Nota: 


Sim, a sinopse é desse tamanhão! rs

Este livro é um encanto só: a capa é em hard cover (capa dura), é em formato de diário e cheio de desenhos feitos pela  Nikki... Ela é uma menina de 14 anos que acaba de se mudar para uma nova escola: ela recebeu bolsa por seu pai ter dedetizado a mesma, e ela MORRE de vergonha disso. 

Na escola ela conhece o gatinho Brandon, por quem alimenta uma paixão secretíssima. Também conhece Mackenzie, uma menina mimada e patricinha que faz de tudo para o seu mal. E por fim, conhece Chloe e Zoey, duas meninas apaixonadas por livros que se tornam suas melhores amigas.

Ao longo do livro, conhecemos um pouco mais sobre as amizades, medos, dúvidas e opiniões de  Nikki. Por ser um livro em primeira pessoa, podemos saber claramente o que ela pensa e também, o que sente.

O livro é super leve e gostoso de ler. Li ele em dois dias e quando terminei perguntei: "-Já acabou?!"

Ele é um livro infanto-juvenil tendo como cenário de fundo um colégio americano, o que o tornou BEM clichê e o fez perder pontos comigo e também, o fato de Nikki ser uma garota de 14 anos com atitudes e pensamentos de uma menina de 10. Ou eu que sou muito adiantada? hahaha

Fora isso, ele é uma gracinha e eu adorei a oportunidade de ter o lido.

Um beijo!

sábado, 9 de junho de 2012

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Encontros e Desencontros!



“Um belo retrato de Sofia Coppola sobre a solidão.”
Por Bruno Albuquerque de Almeida!

Bill Murray é um ator fenomenal. Scarlett Johansson, além de doce, é linda. Um filme protagonizado por esses dois tem tudo para ser, no mínimo, interessante. E Encontros e Desencontros vai muito além de ser “interessante”.

Dirigido e escrito por Sofia Copolla( sim, filha do mestre sensacional, diretor de Apocalypse Now e O Poderoso Chefão, Francis Ford Coppola, que produz esse), o filme é um belo e divertido retrato de duas pessoas extremamente solitárias. Bob Harris, ex-astro de cinema que agora ganha a vida fazendo comerciais para a televisão, e Charlotte, noiva de um fotógrafo que pouco lhe dá atenção.

Bill Murray constroe um divertido personagem, que nos faz se identificar com ele ao passar por situações constrangedoras do dia-a-dia, o que é um recurso interessante que Sofia Coppola utiliza para ganhar o espectador – assim como também faz com Charlotte, ao mostrá-la ouvindo música e fazendo coisas rotineiras. A fotografia, sempre azulada ou esbranquiçada, passando uma sensação de frio, ajuda e muito na composição da melancolia contida dentro dos personagens, sempre tentando impressionar alguém para se sentirem importantes, devido a sua grande solidão – Bob diversas vezes tenta agradar, mesmo por telefone, sua mulher, que é sempre ríspida e direta; enquanto Charlotte tenta dialogar com o seu marido, que em diversos momentos parece fingir que ela não existe( principalmente na cena do jantar, em que ele a ignora completamente para dar atenção a uma velha amiga).

Para acentuar mais a solidão dos personagens, Coppola utiliza várias cenas mostrando-os fazendo coisas qualquer, como andar por um parque, observar pessoas na rua, trabalhando no hotel, ou simplesmente sentar-se a cama e pensar sobre alguma coisa. O desenvolvimento do relacionamento entre Bob e Charlotte é sensacional, pois você não sabe o que há entre eles: é amizade? É um amor estilo “pai e filha”? Ou é amor “pra namorar”? E o filme acerta ao mostrar que nem os personagens sabem direito o que aquela relação representa. E que eles apenas querem estar um com o outro, vendo filmes, conversando, fazendo companhia.

 E o resultado disso tudo, por mais que seja clichê, é aceitável devido as circunstâncias pelas quais os personagens estão passando.

Divertido e melancólico, Encontros e Desencontros é um grande filme de uma promissora diretora

Nota: 9,0
Ps: a seguir, um vídeo sensacional com trechos do filme( CONTÉM SPOILERS).
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Resenha: Um homem de sorte


Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:
Victor pigarreou. - Sabe de uma coisa? Você se lembra do tiroteio em que Jackson e os outros morreram depois da explosão do Humvee?
Thibault pegou uma pedrinha e jogou-a longe. - Sim.
- Você salvou minha vida.
- Não. Não salvei. Só tirei você de lá.
- Thibault, eu fui atrás de você. Quando você saiu do Humvee, eu ia ficar, mas quando vi você sair, sabia que não tinha escolha.
- Do que você está falando?
- Da fotografia. Sei que ela está com você. Peguei carona na sua sorte e me salvei.
No começo, Thibault não entendeu, mas, quando finalmente se deu conta do que Victor estava dizendo, balançou a cabeça, sem conseguir acreditar. - Victor, é só uma fotografia.
- Ela dá sorte - insistiu Victor, aproximando-se de Thibault. - Você é um homem de sorte. E quando terminar sua missão por aqui, deveria ir procurar a mulher da fotografia.

Um homem de sorte é mais um livro de Nicholas Sparks que vai mexer com as emoções do leitor e nos levar a questionar de quantas maneiras o amor pode nos encontrar. O romance nos conta a história de Logan Thibault, um ex-fuzileiro que esteve por três vezes no Iraque e viu de perto os estragos físicos e emocionais que a guerra pode causar. Porém, após o seu primeiro mês lá, ao sair pela manhã para fazer suas corridas e relaxar um pouco, ele encontra uma fotografia perdida no chão, com uma mulher loira, acompanhada de um cachorro pastor alemão e vestida com jeans e com uma blusa em que se encontravam as palavras "garota de sorte". Ao fundo, o local onde a foto teria sido tirada: a feira de Hampton. Atrás, apenas uma frase: "Se cuida! E." Logan a leva consigo e a coloca no quadro de avisos, contudo, passados vários dias, ninguém a havia retirado de lá, então, sem entender o porquê, ele simplesmente recolheu a foto e guardou-a no bolso.
A partir de então, inexplicavelmente, a sorte de Logan mudou completamente, em todos os sentidos, e para melhor. Logan começou com coisas simples, como ganhar todos os jogos de pôquer, os quais outrora sempre perdia, e chegou a sobreviver incrível e intuitivamente a todos os combates de que participou em todas as idas ao Iraque. Seu amigo Victor, que sabia da fotografia, começou a atribuir as incríveis façanhas de Logan à foto no seu bolso, a qual supostamente lhe trazia sorte, e Logan começou a ficar conhecido no Pelotão por esse motivo, chegando até a ser evitado por alguns companheiros os quais diziam que, quando ele estava presente, apenas ele se salvava (por conta da sorte que a foto lhe proporcionava) e os outros morriam.
Depois de vários anos de combate, quando Thibault e seu amigo Victor planejavam o que fazer quando voltassem para casa, seu amigo sugeriu-lhe que procurasse a moça da foto, alegando que Logan tinha uma dívida com ela, afinal ele estava vivo graças à foto. Crendice vã ou não, o ex-fuzileiro resolve seguir o conselho do amigo e sai em uma jornada junto com seu mais novo companheiro, o cachorro Zeus. Objetivo dessa longa caminhada: encontrar a moça da foto.
Não é novidade dizer que ele vai encontrá-la. A própria capa do livro, que foi escolhida por votação em que a Editora Novo Conceito colocou algumas opções e os leitores fizeram sua escolha, nos mostra isso. Mas, a partir daí como ficarão as coisas? Como se comportará Logan Thibault diante de Elizabeth Green? Conseguirá se aproximar dela? Como? Contará a ela sobre a fotografia? E esta fotografia a quem pertencia? No final das contas, nada acontece por acaso. Então, a pergunta é: por que o destino fez com que Logan Thibault encontrasse aquela foto? Todas essas questões só poderão ser respondidas com a leitura desse, só para variar, encantador livro de Nicholas Sparks.
O livro, que já conta com bem mais de três milhões de cópias vendidas, nos traz uma história contada com uma linguagem simples, clara, fácil e, claro, encantadora. Porém, como se percebe, o livro é recheado de conflitos e alguns deles, que mereciam uma maior atenção, são resolvidos subitamente, ao passo que outros, mais simples, são bem mais explorados. Apesar desse detalhe, o livro é belíssimo e, como todos os livros de Nicholas Sparks, deve ser lido.


P.S. Para felicidade dos fãs, teremos agora, em abril de 2012, a estreia mundial da adaptação cinematográfica de Um homem de sorte, com o ator Zac Efron (High School Musical) no papel do encantador e lindo Logan Thibault. Como sempre, haverá algumas mudanças em relação ao livro, mas, mesmo assim, vale a pena conferir.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

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Resenha: Branca de Neve e o Caçador



A segunda e última adaptação do conto da Branca de Neve de 2012 chega às telonas. Diferente do divertido Espelho, Espelho Meu, esse longa traz uma versão mais sombria para a história da princesa. Com sua atmosfera dark e fantasiosa, um elenco admirável, cenários, figurinos e efeitos especiais belíssimos, a super produção tinha tudo para ser épica. Porém, permaneceu só no “legal”. Vale seu ingresso. Mas podia valer uma dúzia deles – e com certeza custou ao estúdio tanto quanto.

A mais bela, como também a mais cruel e mortal…
A história vocês já devem conhecer bem. A princesa, perseguida pela rainha ( que nesta versão deseja seu coração para alcançar a imortalidade! ), é encurralada pelo caçador mercenário, o qual cai pelos encantos da bela jovem. Esta é a única do reino que poderá, além de matar a rainha má, subir ao trono para instalar a paz novamente. Fugindo dos exércitos de sua madrasta, nossa doce heroína deve rumar até o castelo e destruir a fonte de todas aquelas trevas que devastam sua terra. Os anões, eternos amigos da princesa, aparecem já para a metade do longa, com o caçador ao lado da moça, como seu fiel escudeiro. O príncipe, que tem um papel bem maior, escapa de seu reino em nome do grande amor de sua infância e, ao encontrá-la, torna-se uma ponta da tensão/triângulo amoroso, do qual o caçador faz parte.

Vai servir à rainha ou servir à rainha? Olha a democracia no castelo das trevas aí gente!
O filme mescla ação e suspense com um pouquinho de drama e romance. A aventura é bem legal e os efeitos e cenários estão fantásticos, como já disse anteriormente. Com uma proposta super interessante, o roteiro tinha tudo na mão, sem nem contar com a produção toda que ganhou, para ser um arraso. Porém, faltou emoção. A relação de todos os personagens é muito mal conduzida. As intenções do roteirista de instaurar uma rivalidade entre a madrasta e a enteada – ou um melhor desenvolvimento de ambas, que são curiosas personagens, sendo uma cruel e poderosa e a outra gentil e frágil, com passados marcantes e trágicos -, uma tensão amorosa entre o caçador e a princesa e mais tarde entre esta e o príncipe, uma amizade entre a mais bela de todas e os anões, além de uma posição mais firme da heroína ao final são muito boas, de fato. Mas para por aí. Não há profundidade, não há um desenvolvimento. O bom trabalho dos atores – com exceção de, claro, Kristen  Stewart, sobre a qual já falo um pouco – não foi suficiente para conseguirmos  personagens cativantes ou com presença. Faltou emoção na colocação de diálogos, cenas etc. Flashbacks tiveram alguns. Mas não foram suficientes para construir, realmente, um bom personagem. Figuras vazias não produzem emoção. E sem emoção não há uma produção empolgante de fazer o público vibrar, o que era bem capaz de esse filme se tornar.


Durante a fuga na Floresta Negra, Kristen continua com sua expressão sofrida-confusa digna de Oscar…

Agora, sobre a Kristen. Eu tentei olhá-la sem preconceitos, afinal, não é melhor apagar as marcar do passado e dar uma segunda chance? Segunda chance dada. Ela não aproveitou. Seu olhares e vazios e quase sempre sofridos – tudo no padrão sofrido: sofrido assutado, sofrido apaixonado, sofrido sofrido, sofrido empolgada, sofrido orgulho… – não dão alma ou figuram o papel que a amável princesa tanto exige. Sei que foi tudo marketing, até porque tem que ser um pouco louco pra gostar do trabalho dela, mas podiam economizar o tanto – e põe tanto nisso – que devem ter gastado pagando a Bella e escalar uma atriz até popular, mas descente. E acreditem, há muitas com esse perfil por aí que honrariam a personagem. Quanto ao resto do elenco, estão todos muito bons, com destaque para Charlize Theron, que está linda, mortal e cruel na medida certa.

Adorei essa cena!

A decepção é que não foi o ótimo filme que podia ter sido. Mas, mesmo assim, é diversão garantida e uma recontagem interessante do conto de fadas.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

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Resenha: Feios

 

Essa onda de distopias, pela qual Jogos Vorazes ( livro e filme ) é um dos grandes responsáveis, me fez correr atrás de alguns títulos que falam sobre o tema.  Feios está na lista de leituras há tempos e ganhou um lugar mais concreto após de uma das maravilhosas promoções do Submarino. Acabou que descobri uma saga super legal e um autor ótimo, do qual espero ler mais em breve – Os Vampiros de Nova Iorque – Os Primeiro Dias é o próximo da lista!. O livro tem o fator distopia bem latente, provavelmente tudo que esperava de Destino e mais um pouco. Os personagens são interessantes, principalmente com todo seu pano de fundo, e suas relações são bem desenvolvidas. Mesmo com alguns equívocos, está aí uma obra que vale a pena, principalmente se você mergulhou nessa de sociedades controladoras.

Capa americana de “Feios”
Tally é uma feia. E isso não significa que ela é horrenda. Seu corpo tem imperfeições, como todos menores de 16 anos, o qual ficará ótimo após a operação que a transformará em perfeita. Enquanto os feios estudam e se divertem limitadamente em subúrbio afastado da grande cidade, os perfeitos gozam da boa vida, com festas dia e noite, sem barreiras. Cabe aos moradores dessa vila do outro lado do rio, sonharem com o dia quando poderão ser exuberantes e estarem no meio daquelas luzes brilhantes e pessoas sorridentes. E Tally não é diferente. Só Shay.

Shay é uma menina magrela e aventureira de olhos bem separados. Ela fala coisas estranhas sobre a cirurgia, parecendo às vezes que não quer completar seus 16 anos, o que deixa Tally, que logo vira sua amiga, bem confusa. As duas se divertem quebrando regras dos feios até o momento que Shay vai longe de mais e foge dos limites da cidade e do subúrbio. Ela se dirige para a Fumaça, uma comunidade de rebeldes que não querem ser operados, que viverão feios para o resto de suas vidas – o que apavora Tally.

Mas quando a operação da jovem é colocada em cheque, pois os Especiais ( policiais secretos que cuidam desses assuntos de rebelião ) querem sua ajuda para encontrar Shay, ou melhor, a Fumaça. Deverá ela abandonar seus sonhos de uma vida inteira a favor de uma garota que conheceu a pouco tempo? Pensando nisso é que Tally embarca numa expedição até à Fumaça, a serviço dos Especiais, onde conhecerá o outro lado de toda essa história de perfeição. Dividida entre novos e velhos conceitos, muitas decisões deverão ser tomadas, e nenhuma delas tão perfeita assim…



Capa britânica de “Feios” pegando carona no sucesso de “Jogos Vorazes”
Como comentei logo no início, a distopia criada por Scott Westerfeld é fantástica. Os conceitos que ele inventou e desenvolveu, o modo com a sociedade vive e como as pessoas são separadas e pensam são muito interessantes. Ele também dá um toque de ecologia à história, comentando não só da desigualdade da beleza que prejudicava os Enferrujados – nós! -, mas também da nossa burrice em gastar todos os recursos disponíveis. Tally fica apavorada quando vê os Esfumaçados – rebeldes da Fumaça – cortando árvores, pois sua sociedade é completamente sustentável, para se ter uma ideia.

Os personagens me convenceram, gostei de muitos deles, até mesmo os vilões. O que pegou foram algumas coisas que os YA sempre repetem: as forçações. Tally viveu todos seus 16 anos quase sem contato com a natureza. Para chegar na Fumaça, ela embarca numa expedição no meio da vida selvagem, na qual se sai muito bem, considerada uma heroína quando enfim entra na comunidade rebelde. As instruções de Shay que a levam até lá também são muito vagas, mas ela não parece ter problemas com isso, resolvendo tudo bem rápido. Outras coisas também passam pelo leitor com uma pulga atrás da orelha, como quando os Especiais entram em ação. Se vocês são cruéis e querem proteger a sociedade alienada que preservaram por tanto tempo, por que não apelar para agressão e talvez morte de rebeldes? Quando tanto está em em jogo, não acredito que possa haver diplomacia. A narrativa de Scott Westerfeld é bem escrita, gostei bastante.

Um dos motivos que me inspira a buscar por mais se seus trabalhos.



Capas americanas da série “Feios”
Feios é primeiro volume de uma série de 4 livros, dos quais todos foram publicados tanto lá fora como aqui no Brasil. Perfeitos tem uma proposta bem bacana, já entrou na lista. Mas os equívocos atrasaram a leitura a ponto de colocar a outra série – sobre vampiros – do autor na frente dessa sequência. Se não fossem eles, seria tudo perfeito.
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