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segunda-feira, 4 de junho de 2012

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Resenha: Feios

 

Essa onda de distopias, pela qual Jogos Vorazes ( livro e filme ) é um dos grandes responsáveis, me fez correr atrás de alguns títulos que falam sobre o tema.  Feios está na lista de leituras há tempos e ganhou um lugar mais concreto após de uma das maravilhosas promoções do Submarino. Acabou que descobri uma saga super legal e um autor ótimo, do qual espero ler mais em breve – Os Vampiros de Nova Iorque – Os Primeiro Dias é o próximo da lista!. O livro tem o fator distopia bem latente, provavelmente tudo que esperava de Destino e mais um pouco. Os personagens são interessantes, principalmente com todo seu pano de fundo, e suas relações são bem desenvolvidas. Mesmo com alguns equívocos, está aí uma obra que vale a pena, principalmente se você mergulhou nessa de sociedades controladoras.

Capa americana de “Feios”
Tally é uma feia. E isso não significa que ela é horrenda. Seu corpo tem imperfeições, como todos menores de 16 anos, o qual ficará ótimo após a operação que a transformará em perfeita. Enquanto os feios estudam e se divertem limitadamente em subúrbio afastado da grande cidade, os perfeitos gozam da boa vida, com festas dia e noite, sem barreiras. Cabe aos moradores dessa vila do outro lado do rio, sonharem com o dia quando poderão ser exuberantes e estarem no meio daquelas luzes brilhantes e pessoas sorridentes. E Tally não é diferente. Só Shay.

Shay é uma menina magrela e aventureira de olhos bem separados. Ela fala coisas estranhas sobre a cirurgia, parecendo às vezes que não quer completar seus 16 anos, o que deixa Tally, que logo vira sua amiga, bem confusa. As duas se divertem quebrando regras dos feios até o momento que Shay vai longe de mais e foge dos limites da cidade e do subúrbio. Ela se dirige para a Fumaça, uma comunidade de rebeldes que não querem ser operados, que viverão feios para o resto de suas vidas – o que apavora Tally.

Mas quando a operação da jovem é colocada em cheque, pois os Especiais ( policiais secretos que cuidam desses assuntos de rebelião ) querem sua ajuda para encontrar Shay, ou melhor, a Fumaça. Deverá ela abandonar seus sonhos de uma vida inteira a favor de uma garota que conheceu a pouco tempo? Pensando nisso é que Tally embarca numa expedição até à Fumaça, a serviço dos Especiais, onde conhecerá o outro lado de toda essa história de perfeição. Dividida entre novos e velhos conceitos, muitas decisões deverão ser tomadas, e nenhuma delas tão perfeita assim…



Capa britânica de “Feios” pegando carona no sucesso de “Jogos Vorazes”
Como comentei logo no início, a distopia criada por Scott Westerfeld é fantástica. Os conceitos que ele inventou e desenvolveu, o modo com a sociedade vive e como as pessoas são separadas e pensam são muito interessantes. Ele também dá um toque de ecologia à história, comentando não só da desigualdade da beleza que prejudicava os Enferrujados – nós! -, mas também da nossa burrice em gastar todos os recursos disponíveis. Tally fica apavorada quando vê os Esfumaçados – rebeldes da Fumaça – cortando árvores, pois sua sociedade é completamente sustentável, para se ter uma ideia.

Os personagens me convenceram, gostei de muitos deles, até mesmo os vilões. O que pegou foram algumas coisas que os YA sempre repetem: as forçações. Tally viveu todos seus 16 anos quase sem contato com a natureza. Para chegar na Fumaça, ela embarca numa expedição no meio da vida selvagem, na qual se sai muito bem, considerada uma heroína quando enfim entra na comunidade rebelde. As instruções de Shay que a levam até lá também são muito vagas, mas ela não parece ter problemas com isso, resolvendo tudo bem rápido. Outras coisas também passam pelo leitor com uma pulga atrás da orelha, como quando os Especiais entram em ação. Se vocês são cruéis e querem proteger a sociedade alienada que preservaram por tanto tempo, por que não apelar para agressão e talvez morte de rebeldes? Quando tanto está em em jogo, não acredito que possa haver diplomacia. A narrativa de Scott Westerfeld é bem escrita, gostei bastante.

Um dos motivos que me inspira a buscar por mais se seus trabalhos.



Capas americanas da série “Feios”
Feios é primeiro volume de uma série de 4 livros, dos quais todos foram publicados tanto lá fora como aqui no Brasil. Perfeitos tem uma proposta bem bacana, já entrou na lista. Mas os equívocos atrasaram a leitura a ponto de colocar a outra série – sobre vampiros – do autor na frente dessa sequência. Se não fossem eles, seria tudo perfeito.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

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@mor por Daniel Glattauer

Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Leo Leike, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por Emmi Rothner, casada. Inicialmente, ela só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. 

Autor: Daniel Gattauer
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581050669
Páginas: 184
Nota: 

Você pode até ter "não" como primeiro resposta, mas láááá no fundo, sabe que as capas dos livros lhe influenciam - nem que seja por um primeiro momento. Perdi as contas de quantas pessoas me perguntaram se @mor, do austríaco Daniel Glattauer, era um livro de auto ajuda. A capa não dá informações, o título não é revelador. Sem saber muito sobre a história, você abre o livro e: boom! Entrou numa caixa de entrada cheia de romance e surpresas. Quem achou que era mais um livro de auto-ajuda sem graça, se enganou completamente.

Emmi queria cancelar a assinatura da revista Like, mas por pressa escreveu Leike, e o email foi parar na caixa de entrada de Leo. Engano resolvido, meses depois ela envia um email coletivo de felicitações. Num momento decisivo para Leo, aquele "Feliz Natal e Próspero Ano Novo" é como se o mandasse desistir de sua vida. A partir daí, começa um relacionamento baseado somente em palavras na tela do computador. Um relacionamento que vai crescendo, que tem falhas, que não tem rostos, mas tem almas. 

Já dizia Pitágoras que "As palavras são os suspiros da alma", e isso se encaixa como uma luva em @mor. O romance é em emails, apenas um conjunto de letras que transcrevem tudo que os personagens estão sentindo - ou, ao menos, o que querem dividir. A liberdade na internet é (quase) ilimitada, existe espaço para quem quiser ser perfeito, para contar sua vida e manter seus segredos. Você escolhe confiar - mas no final, tudo vai se basear no @mor!

A característica mais marcante, tanto de Emmi como de Leo, é sua humanidade: errar e acertar, sonhar e se deixar levar por um mundo novo composto por pixels. Ao mesmo tempo, eles tem uma vida off line. Trabalham, saem, Emmi é casada e tem dois filhos. Eles se irritam, são espirituosos e fazem piadas infelizes. Tem ideias precipitadas, respostas agressivas e impaciência. Eles se apaixonam.

Como o livro é inteiro em emails, a leitura é mais rápida e dinâmica. Junto dos personagens, o leitor pode acompanhar o desenrolar e o inicio da "intimidade": a substituição de assinaturas cordiais pelo nome, assuntos em branco, emails sem nenhuma razão - apenas a vontade de ler o que o outro vai escrever. Eu li o livro em dois dias (lembre-se que estou de prova e meu tempo é limitado) e fiquei extremamente frustrada. A continuação? Com sorte, a editora trará ainda esse ano. 

Em momento algum, eu esperei gostar e me envolver com Emmi e Leo do jeito que foi. @mor é uma história tão real que você se pergunta quantas pessoas à sua volta já vivenciaram algo semelhante. Um email pode mudar uma pessoa quase tanto como um livro. Em era digital, seu melhor amigo pode conhecer você mais pelas palavras digitadas do que pelo seu rosto. Um livro lindo e frustrante, recomendo.
Bjs,
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Resenha: Um amor para recordar

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:
"Não poderia descrever adequadamente a intensidade do que estava sentindo naquele momento. Amor, raiva, tristeza, esperança e medo, juntos em um redemoinho, intensificados pelo nervosismo que tomava conta de mim. Jamie me olhava com curiosidade, e a minha respiração acelerou também. De repente, eu sabia que nunca havia sentido algo tão forte por outra pessoa como acontecia naquele momento."

Logo no prólogo de Um amor para recordar, Landon Carter, o narrador, adverte o leitor: "no início você vai sorrir, e depois vai chorar - não diga que não avisei", o que, provavelmente, acontecerá mesmo!
Landon é um homem de 57 anos que se lembra de que, há 40 anos, algo mudou irremediavelmente sua vida. No final da década de 50, quando tinha 17 anos e vivia numa pequena cidade ao sul dos Estados Unidos, ele era um adolescente como muitos outros: gostava de sair com os amigos, apaixonado por uma garota bonita, popular na escola... 
Mas, no seu íntimo, alguns sentimentos o entristeciam e levaram-no a se transformar em um jovem com fama de "rebelde". Landon tinha um senso crítico aguçado e isso lhe permitia analisar, com insatisfação, a forma como seu avô paterno conquistou a fortuna da família. Além disso, seu pai era um político de destaque, o que fazia com que passasse mais tempo em um apartamento em Washington do que com a família, que se encontrava a 500 km de distância.
Essa situação se refletiu na relação entre o jovem e seu pai, gerando conflitos entre eles. Um desses conflitos estava relacionado ao fato de que o sr. Carter queria que o filho fizesse o ensino superior em uma das muitas universidades conceituadas dos Estados Unidos, porém Landon estava correndo o risco de sequer ser aprovado na faculdade local. Desinteressado pelos estudos, ele seguia a "lei do menor esforço". Numa de suas tentativas de fugir dos livros, em seu último ano de Ensino Médio, o rapaz se matricula nas aulas de Arte Dramática, a fim de fugir da classe de Química II.
Nessas aulas de teatro, ele observa Jamie Sullivan, uma garota que praticamente cresceu com ele, na mesma escola, assistindo às mesmas aulas, mas sem que fossem amigos. Na verdade, Jamie não era muito aceita pelas pessoas da sua idade. Seu comportamento, que muito agradava os adultos da cidade, despertava o deboche dos adolescentes. Ninguém de sua idade compreendia como Jamie podia estar sempre alegre, ajudando os outros, lendo a Bíblia, auxiliando órfãos e animais indefesos, entre outras coisas. E, como se fosse para confirmar que Jamie realmente era muito diferente dos demais adolescentes, ela se vestia de uma maneira bastante conservadora e não soltava os cabelos, que estavam sempre presos em um coque.
Landon é um dos garotos que ridicularizam Jamie, embora não fosse um rapaz maldoso. Por ironia do destino, um dia, Landon precisa de um favor de Jamie, e isso os aproxima. No entanto, essa aproximação gera conflitos em Landon, uma vez que, ao mesmo tempo em que se sente envolvido por Jamie, preocupa-se com o que seus amigos irão pensar. Porém esses conflitos, mais à frente, tornar-se-ão irrelevantes, em comparação com o desafio que o destino impõe aos dois jovens.

Um amor para recordar é um livro doce e delicado, que valoriza o amor nas suas mais diversas manifestações: o amor a Deus, o amor entre pai e filha, o amor de mãe, o amor entre amigos, o amor entre namorados etc. Uma obra deliciosamente encantadora!

P.S.: esse livro já foi adaptado para o cinema. Abaixo, segue o trailer do filme, que foi lançado em 2002 e traz os atores Mandy Moore e Shane West nos papéis principais.

terça-feira, 22 de maio de 2012

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Amigos Inimigos por Vanessa Martinelli

Amigos Inimigos

Maria e Jack eram amigos quando criança. Daqueles que se dorme na casa e brinca das mesmas coisas. Mas eles cresceram e a idade esmoreceu a amizade. Tomaram direções opostas. Demais até. E você? Já teve um amigo-inimigo?

Autora: Vanessa Martinelli
Editora: Novos Talentos da Literatura Brasileira/Novo Século
ISBN: 9788576796596
Páginas: 101
Nota: 

Livros nacionais tem aquele poder a mais de se aproximar de você, de fazer o leitor se identificar com as situações, com a realidade, até mesmo com o clima (quem nunca se irritou com um personagem que reclamava do calor de 30ºC enquanto a gente vive nos 40ºC?). Talvez seja esse fator - a semelhança com a sua vida - que distancia um pouco os leitores de YA dos livros verde-amarelos. Ler é se dar o direito de fugir da realidade, conhecer novos lugares e não ter perigo de cair em alto mar. Ler algo que você conhece não traz a mesma emoção, mas é muita generalização dizer que são todos sem graça.

Amigos Inimigos, da catarinense Vanessa Martinelli, conta a história de dois amigos - Maria e Jack - que, ao crescerem, se afastaram, cada um seguiu seu caminho, fez novos amigos e acabaram perdendo o contato diário que tinham. Por meio do "destino", eles entram no mesmo grupo da gincana da escola, e precisam voltar a conviver em harmonia.

O livro tem pouco mais de 100 páginas, e como eu já previa, não me envolveu. A autora desenvolveu bem a narrativa, as passagens não eram rápidas demais nem lentas demais - claro, podia ter mais capítulos, um enredo maior, algumas histórias paralelas, algo que avançasse um pouco mais. Eu li em pouco mais de uma hora, não criei afeição pelos personagens, e comecei a leitura já sabendo do final (garanto que depois de ler a sinopse, você também já faz uma boa ideia). 

Maria e Jack são personagens óbvios, e podem muito bem ser seus amigos, vizinhos, colegas, ou até mesmo você - why not? Ela é mais madura que ele, mais séria e mais resistente quanto a mudar de opinião. Jack é "da turma do fundão", sempre com uma piadinha pronta para entrar no dialogo. Basicamente: Opostos.

Gostei - mas não mexeu comigo, não mudou minha vida, não me fez refletir sobre nada. É um livro bom, com uma história que todo mundo já conhece e elementos clichês. Amigos Inimigos é fraco, mas me fez rir em alguns momentos e dar uns sorrisos aqui e ali. Quem tá procurando um livro leve - e que não seja muito distante da sua realidade, recomendo.
Bjs,

domingo, 20 de maio de 2012

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Filhas da Escuridão por L. J. Smith

Há algo estranho sobre as novas garotas da cidade. Briar Creek, Oregon, nunca viu nada como a graça sobrenatural de Rowan, Kestrel, e Jade, três irmãs que se mudam para a antiga casa em ruínas próximo a Mark e Mary-Lynnette Carter. Mark é obcecado com Jade, mas ela e suas irmãs tem um segredo. E quando mark e Mary-Lynnette as seguem em uma noite na floresta, eles estão mergulhados em um pesadelo para além de suas imaginações. Porque as irmãs são fugitivas do Mundo da Noite, e seu irmão Ash está quente na trilha atrás delas. Ele é implacavel, lindo e ele tem ordens para levar as garotas de volta a todo custo. E quando ele vê Mary-Lynnette, ele decide levá-la também...

Autora: L.J. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501089137
Páginas: 238
Nota: 
Livros anteriores: Vampiro Secreto

A série Mundo das Sombras, de L. J. Smith - a mesma autora de Diários do Vampiro e Círculo Secreto - é composta por companion books. Cada livro, uma história diferente sobre membros de uma sociedade secreta de seres da noite. Eu gosto da ideia de livros sobrenaturais que comecem e terminem em menos de 250 páginas, são menos frustrantes. Filhas da escuridão, segundo volume, não larga muitas informações em sua sinopse, e por mais que seja carregada de clichês - L.J. normalmente é - o livro foi bastante surpreendente. E surpresas são, em grande maioria, bem vindas - principalmente se estamos falando de literatura. 

Rowan, Kestrel e a doce Jade são sobrinhas da senhora maluca da cidade, a mesma que sumiu nos últimos dias e ninguém reparou. Também ninguém percebe que tem algo de errado com essas garotas, exceto a vizinha Mary-Lynnette e seu irmão Mark. Obcecada com as novas vizinhas, ela acaba se envolvendo em um mundo que nem sonhava que existia, e era preferível que continuasse sem saber. Mas como fugir disso quando uma paixão arrebatadora aparece? Jade e Mark são almas gêmeas, e pelo bem do irmão, Mary-Lynnette precisa entrar no jogo - e não surtar.

Como a série Mundo das Sombras não trata sobre uma especie sobrenatural em especifico, tem aquela surpresa em saber qual a mitologia que a autora vai colocar. Como o primeiro livro já tinha sido sobre vampiros, eu estava torcendo que Filhas da Escuridão fosse sobre bruxas. Não posso negar que fiquei decepcionada quando me deparei com mais vampiras, criaturas que ando cansada ultimamente. Mas Filhas da Escuridão não me incomodou nesse sentido - por mais que a fórmula seja teoricamente um clichê, L.J. deixou tão cativante e surpreendente, que nem me importei por passar mais de duzentas páginas ao lado de sanguessugas.

Pela sinopse oficial, minhas apostas de quem seriam os protagonistas eram Jade e Mark, vampira e humanao que se apaixonam perdidamente e desafiam às leis do Mundo das Sombras. Só que, felizmente, não é bem assim. Mary-Lynnette é a personagem principal: humana, determinada, esperta e corajosa - ao mesmo tempo que erra e se contradiz: tem medo e vacila. Ela é bem mais interessante que qualquer uma das irmãs vampiras. E Mark (um grande sem graça, se me permite) não é o mocinho da vez. Já Ash, irmão de Jade, Rowan e Kestrel, é vampiro bad boy, assassino, sarcástico e muito amor! (#DamonFeelings)

Mesmo que o ponto de vista principal seja por Mary-Lynnette, a narração passa por vários olhos no decorrer do livro, e quando isso acontece num mesmo capitulo, fica confuso estar na cabeça de Mark e no outro paragrafo já conhecer os pensamentos de Rowan - mesmo que seja tudo em terceira pessoa. Poderiam ser mais capítulos, menores, e cada um narrado por um personagem.

Adorei! Filhas da Escuridão é misterioso, fofo, com uma ótima protagonista e casal principal que conquista o leitor. Os clichês da autora são mascarados pela história interessante, e esse livro serviu para me convencer que Mundo das Sombras é a melhor série escrita por ela. Recomendo!
Bjs,

sexta-feira, 18 de maio de 2012

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A Garota de Papel por Guillaume Musso

A garota de papel conta a história de Tom Boyd, o escritor do momento. Os dois primeiros volumes de sua Trilogia dos anjos já venderam milhões de exemplares e colecionam fãs no mundo inteiro. Mas, ao perder seu grande amor, Tom cai em uma profunda crise criativa e se sente incapaz de escrever uma única linha do esperado último livro da trilogia, recorrendo à bebida e às drogas para aliviar sua dor. Certa noite, uma misteriosa mulher aparece em sua casa e afirma ser Billie, personagem de seus romances, caída da página do livro para o mundo real por causa de um erro de impressão no segundo volume da trilogia. Se Tom não voltar a escrever, ela morrerá. Juntos, eles saem em uma fabulosa jornada ao longo das costas californiana e mexicana para tentar recuperar o amor perdido de Tom e, assim, sua inspiração. O que ele nem desconfia, porém, é que o destino é caprichoso e talvez as coisas não sejam como ele imagina...

Autor: Guillaume Musso
Editora: Verus
ISBN: 9788576861584
Páginas: 348
Nota: 

Quantas vezes você já ouviu o ditado "A vida imita a arte" (ou é A arte imita a vida?)? Quantas vezes você, bookaholic, não ficou se perguntando se aquilo que aconteceu no livro que leu, não foi real? As vezes, ler parece como estar em um sonho - aqueles bem reais, que você não sabe se realmente aconteceu ou não. É quando a literatura se mistura a vida, que nasce A garota de papel, do francês Guillaume Musso. Um romance surpreendente que segue o ditado à risca.

Tom é o escritor do momento. Seus livros são best seller, considerados os novos Harry Potter e Crepúsculo, com filme por vir e uma das pré-vendas mais vendidas na Amazon. Ótimo, não? Não. Depois de levar um fora da namorada, Aurore, Tom entrou em depressão - se entregou aos remédios anti depressivos, foi a falência e ainda não escreveu uma linha do romance final de sua famosa trilogia. Pior ainda: Tom nem quer mais escrever. Até que aparece uma garota, Billie, no meio de sua sala e que diz ser a mesma Billie personagem da trilogia. 

Mesmo tendo lido vários comentários positivos, e conhecer a fama de Guillaume na França, minhas expectativas não eram as mais altas. Não imaginei ser conquistada pelo livro nas primeiras 20 páginas. Só na apresentação da história, o sucesso do autor, seu namoro com Aurore, o final do relacionamento e o fundo do poço, já foram cativantes. O que acontece depois é mais uma história surpreendente.

Tom é um personagem muito complicado. Não costumam dizer que autores e artistas em geral são mais sentimentais, se entregam às sensações com mais facilidade? Esse foi o problema do protagonista, afetado demais pela paixão não correspondida, que chegou ao fundo do poço rápido demais e perdeu toda a vontade de viver. Surge então o clichê do amadurecimento, só que de uma forma que não parece aquele mesmo enredo que a gente já leu um milhão de vezes. Por mais que o personagem principal seja um tanto melancólico, os outros personagens são mais divertidos, como Milo - melhor amigo - e a própria Billie.

O ponto de vista principal é por Tom, em primeira pessoa, mas outros vários personagens também servem de olhos para a a narrativa, só que em terceira. Não é meu estilo preferido de narração, mas é boa de ler, além de Guillaume ser ótimo em poetizar. Algumas passagens são bem profundas, enquanto outras dá para sentir o sarcasmo mascarado.

A garota de papel é um livro ótimo, mas falta aquela coisa difícil de nomear, sabe? Falta um quê a mais. A história é surpreendente, o autor por vezes confunde a  sua cabeça e o faz acreditar no que ele quer você  acredite. O romance é muito bom, os personagens são bem formados, e eu adorei cada página do livro. Recomendo!
Bjs,

quarta-feira, 16 de maio de 2012

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Brilhos por Sophie Bennet

Com spoiller leves do livro anterior
Crow está vivendo o sonho de todo estilista. Nonie fisgou a atenção de um garoto maravilhoso. Jenny ensaia agora sua nova peça. Edie, porém, está com problemas... Em meio à euforia com a chegada da primeira coleção de Crow às lojas que vestem as garotas mais antenadas de Londres, surgem sérios rumores de que as tão cobiçadas roupas vêm sendo produzidas à custa do trabalho escravo de crianças na Índia. Não pode ser, claro... Ou será que pode? Na dúvida, as amigas topam ir conferir. Lá, elas não só descobrem a explosão de cores e brilhos de uma cultura que ainda não conheciam, mas também deparam com uma grande questão: o que vale mais, seus sonhos ou seus ideais? 
Autora: Sophia Bennet
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570670
Páginas: 305
Nota: 
Livros anteriores: Linhas

É da natureza das pessoas criar conceitos antecipados sobre qualquer coisa. A partir de um primeiro contato, você cria uma opinião, e vai de cada um repensar ou não dar o braço a torcer. Jogue o primeiro clássico  de Shakespeare quem nunca julgou um livro pela capa, pelo título, pela pequena sinopse. Em algum momento você já fez isso, admita! A série Linhas, de Sophia Bennet, é constantemente tagueada com "boba", "infantil" ou "vazia". Garanto para você: quem disse isso, nunca leu. Nem todos os infanto-juvenis com capas fofas são perda de tempo.

Depois que a coleção de Crow para a Miss Teen foi um sucesso, a vida das quatro amigas mudou. Jenny, uma estrela em ascensão, está mais confiante. Crow, agora famosa por seus desenhos diferentes, está ainda mais atarefada. Nonie virou uma empresária de moda, e tudo está ótimo em sua vida, assim como o garoto cara do Robert Pattinson novo. Já Eddie, que fica cada vez mais conhecida pelo seu blog ético, se vê em problemas ao ser hackeada. Denúncias feitas por um grupo californiano trazem a suspeita de que as roupas da nova coleção de Crow foram feitas por crianças escravas. Calunia da oposição ou as novas estilistas se envolveram com projetos ilegais?

A maior característica da narrativa de Sophia é seu poder em colocar entre várias histórias comuns sobre a vida de quatro garotas, um grande problema social que atinge o mundo todo. Não se pode pensar que só por estar na TV, não está no seu dia-a-dia. Dessa vez a autora trouxe o caso das crianças escravizadas no Oriente Médio. Por meio de conversas cheias de dados de Eddie com as amigas, vamos conhecendo um pouco mais dessa realidade. Literatura precisa de conscientização - implícita, ou não.

Nesse livro, as protagonistas estão mais maduras, mesmo tendo se passado apenas cerca de um ano entre Linhas e Brilhos. Nonie continua mega divertida, com sua ousadia gritante quando se trata de moda, e o jogo de cintura que conduz bem a trama. Eddie compete com Nonie no lugar de minha favorita. Blogueira, muito inteligente e dá aula de como lidar com provedores, servidores e todas essas coisas irritantes (quem é blogueira sabe bem do que eu to falando =S).  Crow é uma personagem de poucas palavras, que deixa que seus desenhos falem por si - ela é meio alheia a tudo. Já Jenny quase sumiu - pouquíssimas aparições, relevância quase nula.

Brilhos é um livro doce, gostoso de ler e com uma história cativante. O livro traz uma lição de moral para a sociedade que é realmente necessária, mas por se tratar de um titulo pequeno acompanhado de uma capa colorida e com vestido e coraçõezinhos, não é muito levado a sério. Uma pena, mesmo. Não é minha série favorita, mas gosto de acompanhar as aventuras de Nonie e companhia. Recomendo!
Bjs,
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