Páginas

Pesquisar este blog

sábado, 10 de dezembro de 2011

0

Resenha: Alvin & Os Esquilos 3

 http://www.ambrosia.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Alvin-and-the-Chipmunks-Chipwrecked.jpg

Não há como escapar: trânsito de tirar a paciência de qualquer cristão no final das tardes de sexta ou nos domingos de manhã, praias lotadas, filas em tudo quanto é lugar… sim, são as férias de janeiro, e se você tem filhos pequenos, bom, certamente fará parte da jornada pós-festas de fim de ano e pré-corrida para as compras de material escolar  uma passada no cinema para levar os pimpolhos para assistirem algum filme (geralmente de franquia) que entrou em cartaz justamente aproveitando o período de recesso escolar. Foi com essa estratégia que Alvin & Os Esquilos (Alvin and the Chipmunks), que estreou às vésperas do natal de 2007, arrecadou mais de 217 milhões de dólares somente em solo norte americano. As aventuras dos esquilos fofinhos obviamente renderam uma continuação dois anos depois e a franquia agora chega a seu terceiro episódio.

Seguindo a lógica hollywoodiana de que um, se lograr êxito, é pouco, dois, se não der prejuízo, é bom e três é melhor ainda se ainda houver lucro, Alvin & Os Esquilos 3 (Alvin and the Chipmunks: Chipwrecked EUA/2011) não mexe em time vencedor.Para quê arriscar milhões em bilheteria?

O diretor Mike Mitchell que assinou o divertido Super Escola de Heróis e deu um final indigno à série Shrek em Shrek Para Sempre assumiu a cadeira antes ocupada por Tim Hill e Betty Thomas já com a receita de bolo em mãos: fofuras, gracinhas, canções pop do momento e algumas clássicas na vozinha dos esquilos (o que chega a irritar em algus momentos) e o roteiro, bom, isso é o de menos aqui.

Na trama os esquilos Alvin, Simon e Theodore e as esquiletes Brittany, Eleonor e Jeanette embarcam com seu “pai adotivo” Dave em um cruzeiro e, claro, aprontam todas e a pior os leva a uma ilha deserta onde lutarão pela sobrevivência enquanto Dave luta para achá-los. O roteiro inconsistente é nada mais do que mera plataforma para uma série de gracinhas e fofices que certamente agradarão as crianças entre 7 e 10 anos e entediarão os adultos que entre um cochilo e outro poderão até se divertir com algumas piadas referenciais. O elenco humano pouco acrescenta à trama, serve apenas como escada para as estrelas peludas brilharem.

Haverá uma continuação? Certamente sim, a arrecadação do primeiro fim de semana foi satisfatória embora inferior à estréia do primeiro filme, porém, o estúdio terá de torcer para que haja uma renovação dos fãs, pois a garotada que acompanhou até aqui já estará entrando na adolescência daqui a dois anos e dificilmente continuará interessada em acompanhar as aventuras de Alvin e seus companheiros.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

0

Especial - Nada de meio termo com a "Saga Crepúsculo"

Divulgação
Bella e Edward se amam muito e se preservam por isso
Se você está interessado em ler mais um dos milhões de textos que estão publicados internet afora, dedicando parágrafos e parágrafos descascando a “Saga Crepúsculo”, este talvez não seja seu lugar. Claro, não dá para afirmar que o filme seja algum tipo de estado da arte cinematográfica. Muito pelo contrário. Mas há que se parar um pouco para pensar sobre um fenômeno que segue arrastando multidões aos cinemas.

Se você, como eu até algumas semanas atrás, não tem ideia do que se trata a “Saga Crepúsculo”, vamos a um breve histórico:
Divulgação
Eles se encaram e a câmera gira
Em “Crepúsculo”, Bella Swan (Kristen Stewart) vai passar algum tempo na casa de seu pai, em Forks, cidade que fica nas montanhas, onde está quase sempre chovendo. Ela logo começa a se enturmar e acaba chamando atenção do frio e distante Edward Cullen (Robert Pattinson). Em pouco tempo ela descobre que ele é um vampiro e que ele está obcecado nela, ou em seu sangue. Mas ele resolve se controlar, parte por cavalheirismo, parte por “vegetarianismo”, já que ele não bebe mais sangue humano. Boa parte do filme envolve a câmera girando em volta de Bella e Edward, que se olham apaixonados. Por fim, Bella quase morre, Edward se sente culpado e se afasta dela.

No segundo filme, “Lua Nova”, Bella morre de saudades de Edward e começa a ficar meio pancada por conta disso. A câmera gira muito em torno dela por isso. O afastamento de Edward é o motivo que Jacob Black (Taylor Lautner), seu amigo de infância, tinha para se aproximar. Mas ele acaba precisando se afastar dela, parte por cavalherismo, parte porque ele é um lobisomem e teme pela segurança de Bella. Ela quase morre, Jacob quase morre e Edward quase morre. Mas tudo acaba bem, com um pedido de casamento, e muita câmera girando.

Divulgação
Bella e Jacob também se amam, mas é diferente
No terceiro, “Eclipse”, tudo fica acertado para que Edward transforme Bella em vampiro, mas só depois do casamento. Jacob não aceita, já que vampiros e lobisomens são inimigos naturais. Mas, para proteger Bella de uma quase morte horrenda, eles precisarão juntar suas forças. Acontece uma batalha um pouco anti-climática, se você já viu “O Senhor dos Anéis”, todo mundo quase morre e Edward e Bella resolvem que vão se casar mesmo.

O último filme, “Amanhecer”, foi dividido em duas partes. Mas mostrará Bella se casando e engravidando de Edward na lua de mel que se passa no Brasil. Ao que tudo indica o parto deixará Bella beirando a morte, o que faz com que ela necessite ser transformada em vampiro para sobreviver. A segunda parte vai focar na filha dos dois, Renesmee, que é parte humana e parte vampira, por isso tem poderes diferentes.

É incrível como uma história com tão pouco argumento faça tanto sucesso. Claro que há toda uma miríade de detalhes que os parágrafos anteriores não contemplaram. Existem várias informações envolvendo a cultura tanto dos vampiros, quanto dos lobisomens, além de dezenas de cenas de Edward e Bella sozinhos no meio do mato, apenas ficando juntos (com a câmera girando em volta).

Divulgação
É bem importante que eles se beijem no meio do mato, com a câmera girando
A questão é que toda a “Saga Crepúsculo” encontra eco em um conservadorismo que vem ganhando terreno entre os jovens, especialmente do lado de cá do Atlântico. Afinal, e não se engane quanto a isso, “Crepúsculo” é um conto moral. É sobre como uma jovem precisa estar cercada de homens corajosos e respeitadores de sua honra. Ela só poderá ser ‘violada’ ou transformada em vampiro, como queira, depois de já estar devidademente casada.

Isso é sugerido através de metáforas nos dois primeiros filmes e finalmente escancarado no terceiro, quarto e quinto. Seja com Edward que precisa se segurar por conta do sangue viciante e delicioso de Bella (“uma heroína feita exatamente para mim”, chega a dizer), seja com Jacob que, ao virar homem (ou se tornar lobisomem em clara metáfora sobre a puberdade), afasta Bella por medo do que seu lado animal pode fazer com ela. Jacob chega a ser emblemático, com sua defesa da terra e da família acima de tudo. O terceiro filme chega a deixar de lado a, digamos, sutileza da metáfora ao mostrar Edward se recusando a fazer amor com Bella.

Divulgação
Jacob com cara-de-cachorro-que-caiu-do-caminhão-de-mudança
A história está alinhada em um tipo de mentalidade que foi forjada pela própria Hollywood, ou, no caso brasileiro, também pelas novelas. Tanto Edward quanto Jacob são as personificações do cavaleiro de armadura. Eles são mais preocupados com a integridade, tanto física quanto da honra, de Bella do que ela própria. A insistência de Edward pelo casamento chega a ser vexaminosa para o eventual namorado enrolador que tenha sido arrastado para o cinema.

Ao mesmo tempo, Stewart, muito pela tão citada falta de expressividade, acaba sendo perfeita para a transferência das meninas que sonham em ser tratadas como Edward ou Jacob a tratam. Todos os motivos que fazem os dois se interessarem por ela são, no mínimo, metafísicos, como a característica especial de seu sangue ou, como veremos nos próximos filme, uma questão genética aleatória.

Assim fica até fácil acreditar em amor à primeira vista.
0

Resenha - "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1", o começo do fim

Divulgação
Finalmente, Edward e Bella irão consumar seu amor
Mesmo chegando com meia hora adiantado na sala de cinema, foi difícil conseguir um lugar para a exibição de "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1". Centenas de pré-adolescentes e suas mães, ou pós-adolescentes e seus namorados, já tinham ocupado quase todas as cadeiras. Era uma pré-estreia, à meia-noite, o que demonstra todo o engajamento das fãs (não sejamos ingênuos) da saga criada por Stephenie Meyer.

As luzes se apagam, e ouvimos gritos. A vinheta mandando desligar os celulares e apontando para as saídas de emergência roda, e ouvimos gritos. A propaganda de uma promoção ligada aos filmes da série é exibida em seguida, e ouvimos gritos. A logo da Summit, produtora dos filmes, aparece, indicando que a exibição está para começar, e ouvimos gritos. Aparece Jacob (Taylor Lautner), gritos, ele tira a camisa, gritos, entra em cena Edward (Robert Pattinson), gritos, Bella (Kristen Stewart), gritos, e assim por diante durante praticamente toda a projeção.

Divulgação
As irmãs Cullen preparam a noiva
É aqui que acompanhamos Bella e Edward se casando, finalmente. Agora ela poderá perder sua virgindade, já que sua honra será mantida intacta. Ela é mulher de família, afinal. Mas os problemas do casal não acabaram. A força vampiresca de Edward pode ser letal para Bella, à medida em que ele perde o controle durante a excitação do amor. Por isso ele segue em sua abstinência pré-casamento. Mas isso logo será o menor dos problemas, já que Bella descobre estar grávida, de um híbrido humano-vampiro, o que pode custar sua vida. Ao mesmo tempo os lobos descobrem e sentem que a criança será uma ameaça para todos, obrigando Jacob e Edward a juntarem forças para proteger Bella.

Nessa altura, importa muito pouco a qualidade do filme, que será destruída pelos críticos e ignorada pelas fãs. O longa já é sucesso, não importando muito o que estiver passando na tela. Falar mal é chutar cachorro morto. Até entre algumas fãs mais ardorosas há o consenso de que as interpretações são pífias, os personagens são rasos e os diálogos são mal escritos. Até mesmo a batalha é anticlimática, com a câmera do diretor, Bill Condon, passando de um lado para o outro sem mostrar direito o que está acontecendo em cena.

Divulgação
É muito amor
Mas, para as fãs, o que importa é ver Jacob e Edward abrindo mão de seus orgulhos para um ideal comum, proteger a mulher amada. Importa ver a representação visual do que significa amor à primeira vista. Ou ver Edward preferindo a morte a uma existência sem seu amor verdadeiro. Porque toda a “Saga Crepúsculo” é sobre esse tipo de sentimento. Impossível na realidade do cotidiano.
Agora, resta esperar um ano para saber como termina essa história. E não esqueça, depois dos créditos, tem uma cena extra.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

0

[Resenha] O Gato de Botas – Puss in Boots

Desde que Shrek 2 foi lançado, O Gato de Botas está em produção. Inicialmente ele seria somente um spin-off do próprio Shrek 2 a ser lançado em 2008, mas devido às “condições de mercado”(seja lá o que isso signifique), o filme foi repensado e veio como uma nova história totalmente nova, pré-Shrek 2, contanto o início de tudo do bichano.

O Bichano de Botas

A história do Gato de Botas(Antonio Banderas) já começa com ele sendo um fora da lei, na qual ele é um caçador de recompensas. Então, em um saloon qualquer, ele ouve falar sobre uns feijões mágicos que estão com uma dupla de malfeitores, e resolve roubar tais feijões. Esses feijões são os mesmos de João e o pé de feijão, onde o pé de feijão cresce até o céu, revelando o castelo do gigante e o ganso(ou galinha) dos ovos de ouro. O objetivo do gato, obviamente, é o ouro.

Só que os planos do gato serão atrapalhados/modificados pela presença de dois novos personagens: Kitty Pata-Mansa(Salma Hayek), e Humpty Alexandre Dumpty(Zack Galifianakis o Alan Garner do Se Beber Não Case). Humpty Dumpty é um conhecido antigo do gato, e os dois tem uma história juntos, por isso o felino de botas não confia em Dumpty. Aliás, a história dos dois é contada em flashback, e é muito boa, arranca várias gargalhadas. Já Kitty não era conhecida, mas é a presença forte feminina – e sexy, seja o que isso signifique pra uma gata – que faz o gato ficar literalmente de quatro(piada opcional).

O filme começa muito bem, e os primeiros vinte minutos conseguem fazê-lo rir bastante, principalmente pra quem conhece gatos e seu comportamento. Isso é algo que o pessoal da Dreamworks faz muito bem: reproduzir as peculiaridades animais em tela. Depois dos vinte minutos, apesar de não ser mais tão engraçado, o filme tem uma pegada de ação muito boa(e melhor que vários filmes de ação por aí), lembrando um pouco Piratas do Caribe.

Com muitas reviravoltas, animação de primeira, e uma história bastante competente, O Gato de Botas convenceu como série separada, e acredito que um segundo filme é bem possível de ser feito. Só que, apesar de tudo, quem vai gostar mesmo são as crianças e os apreciadores de felinos. Quem não tem muito convívio com gatos pode até gostar, mas vai perder a referência em pelo menos metade das piadas. De qualquer maneira, 90 minutos de filme não é cansativo.

Informações Técnicas:
Título Original: Puss In Boots
Título no Brasil: O Gato de Botas
Direção: Chis Miller
Gênero: Animação / Aventura
Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Origem: EUA
Custo: $130 milhões

sábado, 6 de agosto de 2011

0

Resenha: Piratas do Caribe 4

Pra muitos – e certamente pra mim – só o fato de ter o Capitão Jack Sparrow novamente já valia pagar o ingresso pra assistir o Piratas do Caribe 4. E digo mais, não ter o Orlando Bloom  é também Keira Knightley fez falta.

O fato é que, Piratas do Caribe 4 – Navegando Em Águas Misteriosas não é sequência dos outros, mas também não é reboot da história. É simplesmente outra história do nosso querido Jack. Uma história mais focada no capitão do Pérola Negra.


Sparrow, os ingleses e os espanhóis estão à procura da Fonte da Juventude. Claro que de alguma maneira desconhecida, Jack tem o mapa pra chegar ao local, mas acaba perdendo-o na sua fuga da condenação à forca em Londres.

Nessa fuga, reencontra Angelica(Penélope Cruz), uma mulher do seu passado e as coisas esquentam. Ela engana-o e ele acaba sendo levado para o famoso Barba Negra(Ian McShane) – o pirata que todos os outros piratas temem. E mal sabia Jack que Angelica era filha de Barba Negra.

Ainda temos o excelente Capitão Barbossa(Geoffrey Rush), que agora está trabalhando para a coroa britânica, e todos com o mesmo objetivo: chegar à fonte da Juventude.

Jack continua o mesmo: fanfarrão, beberrão, improvisador, engraçado, piadista e com todos os seus trejeitos. O pseudo-romance com Angelica funciona, mas não achei nada excepcional. O outro pseudo-romance entre um missionário e uma sereia até poderia ter sido melhor explorado, funcionaria bem.

Mas Piratas 4 não é sobre romances. Piratas 4 é sobre Jack Sparrow, é sobre piratas, aventuras, saltos impossíveis, fugas extraordinárias, mentiras, risadas e diversão. Não há cargas filosóficas, não há o que pensar: é sentar e se divertir. É um filme simples pra família assistir, sem maiores pretensões.

Informações Técnicas:
Título Original: Pirates of Caribbean: On Stranger Tides
Título no Brasil: Piratas do Caribe: Navegando Em Águas Misteriosas(ou carinhosamente, Piratas 4)
Direção: Rob Marshall
Gênero: Aventura
Duração: 137 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Origem: EUA
Grude: ★★★½☆

terça-feira, 7 de junho de 2011

0

Resenha: Os Muppets

Os Muppets são tão famosos que até a mais recente geração provavelmente reconhece personagens como Miss Piggy e Caco, o sapo. São apenas dois de vários fantoches que entraram no imaginário popular. Irônico, entretanto, é ver que os Muppets pareciam não ser mais sinônimo de bom faturamento. Em matéria de cinema, temos “Muppets do Espaço” como o último longa-metragem protagonizado pelos fantoches – esta produção de 1999 foi um fracasso no circuito estadunidense. Entra aí Jason Segel, um ator afeito a comédias que aos poucos faz seu nome diante do público americano e que oferece para os Muppets uma nova chance na tela grande através da sua colaboração como protagonista, roteirista e produtor.

 http://cr.i.uol.com.br/album/muppets_filme_f_001.jpg

No novo “Os Muppets”, a história é centrada em Gary (papel de Jason Segel), no seu irmão Walter (voz de Peter Linz) e na sua namorada Mary (Amy Adams). Gary divide as atenções com ambos, pois Walter tem dúvidas existenciais e Mary é daquelas namoradas devotadas loucas por um pedido de casamento. Numa passagem em Hollywood para visitar o estúdio dos Muppets, Walter desvenda que o ambicioso Tex (Chris Cooper, uma das poucas surpresas do filme) pretende destruir o lugar e remover todo o petróleo que há no solo. O trio então procura reunir toda a turma liderada por Caco (ops, Kermit) para fazer um show televisivo com intenção de arrecadar 10 milhões de dólares e preservar o estúdio.

A vontade dos realizadores em trazer os Muppets de volta parece desesperadora. Só assim para justificar esse desejo como principal elemento da narrativa. Assim, apesar dos bons números musicais e algumas sacadas divertidas (como  o que envolve a atriz Emily Blunt reprisando a sua antipática secretária de “O Diabo Veste Prada”), “Os Muppets” nada mais é do que uma investida tão aborrecida quando as aventuras mais fracas da turma em outros títulos, preenchendo a tela apenas com várias participações especiais de astros hollywoodianos (a mais insuportável sem dúvida é a de Jack Black) e com nostalgia com gosto de naftalina. Não à toa, Frank Oz, uma das principais mentes por trás dos Muppets, recusou a oferta de dirigir esta produção alegando pouca simpatia com o roteiro.

Título Original: The Muppets
Ano de Produção: 2011
Direção: James Bobin
Roteiro: Jason Segel e Nicholas Stoller
Elenco: Jason Segel, Amy Adams, Chris Cooper, Rashida Jones, Alan Arkin, Bill Cobbs, Zach Galifianakis, Ken Jeong, Jim Parsons, Eddie Pepitone, Kristen Schaal, Sarah Silverman, Jonathan Palmer, Whoopi Goldberg, Selena Gomez, David Grohl, Neil Patrick Harris, Judd Hirsch, John Krasinski, Rico Rodriguez, Mickey Rooney, Emily Blunt, Jack Black e vozes de Steve Whitmire, Eric Jacobson, Dave Goelz, Bill Barretta, David Rudman, Matt Vogel e Peter Linz
0

Resenha: Beijada por um anjo 2 - A Força do Amor

Autora: Elizabeth Chandler
Editora: Novo Conceito
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:  

"Ivy pegou suas partituras, tentando decidir o que tocar. [...] Suas mãos assumiram o controle e agiam como se ela nunca tivesse parado de tocar. Por um mês ficou se segurando tanto que agora se entregava totalmente à música que ressoava ao seu redor. A melodia parecia querer carregá-la e ela permitia ser levada para onde quer que desejasse.
- Eu amo você, Ivy, e um dia você vai acreditar em mim.
Parou de tocar. A sensação de que ele estava por perto era impressionante. A lembrança era tão forte - ele em pé, atrás dela sob a luz do luar, ouvindo-a tocar - que não conseguia acreditar que ele não estava mais ali. Deixou a cabeça cair sobre o teclado do piano.
- Tristan! Sinto tanto a sua falta, Tristan!"

Se você ainda não leu o primeiro livro da trilogia Beijada por um anjo (leia a resenha aqui), é melhor não ler esta resenha, pois, para quem não leu o livro um, ela pode conter spoilers.
O final do primeiro livro foi intrigante, já que Tristan percebeu que sua morte não foi causada por um mero acidente... Alguém tinha a intenção de matá-lo, ou pior: de matar Ivy. Ou os dois. Mas... por quê? A única coisa que o anjo Tristan sabe, agora, é que sua amada precisa - mais do que nunca - de proteção. Ele deseja se comunicar com ela, porém... Como fazer isso, se Ivy deixou de acreditar em anjos? Como mantê-la segura e ainda ajudá-la a suportar a imensa dor que ela vem sentindo?

Ivy, como não poderia ser diferente, ainda não conseguiu superar a perda de seu grande amor. Todos ao seu redor estão tentando fazê-la reagir, mas ela vive atormentada pela saudade de Tristan e pelos terríveis pesadelos que vem tendo em relação à noite do acidente. E, pouco a pouco, começam a ser estabelecidas relações entre a morte de Tristan e a da mãe de Gregory... Seriam só coincidências? Fruto da imaginação? Ou de fato as duas mortes estariam ligadas? E, se estiverem ligadas, o que as une?
Então, só resta a Tristan contar com a ajuda de amigos. Entre eles, encontra-se outro anjo, Lacey, que, quando humana, foi uma atriz de cinema. Lacey é uma personagem divertidíssima! Ela traz leveza aos dramas de Tristan e, embora seja, em diversos momentos, brincalhona ou simplesmente irritante, ela o ajuda a conhecer e a dominar seus poderes, que serão muito úteis para salvar Ivy dos perigos pelos quais está passando. E não são poucos.
Mas, dessa vez, Ivy não parece estar tão sozinha. Embora ainda ame Tristan, as coisas começam a mudar entre Ivy e Gregory, e os sentimentos da garota começam a ficar um pouco confusos. O irmão de consideração está sempre ao lado de Ivy, ajudando-a nos momentos difíceis, ela, finalmente, começa a abrir novamente seu coração. Haverá futuro para Ivy e Gregory? Será nos braços dele que Ivy, enfim, conseguirá consolo para as feridas em seu coração? E Tristan, como reagirá ao ver a possibilidade de sua amada envolver-se com outro alguém?
À medida que a trama avança, vão surgindo suspeitos e o livro deixa os leitores cada vez mais curiosos. Algumas pistas, muitos suspeitos, grandes perigos. Como resolver esse enigma? A trilogia Beijada por um anjo vicia. A história vai ficando cada vez melhor, à medida que crescem o suspense e o romance. E - preciso avisar - o final do segundo livro é angustiante, deixando intensa a vontade de ler o terceiro.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...