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domingo, 13 de maio de 2012

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Jonas por Eden Maguire

Nem vivos, nem mortos - entre os dois mundos vivem os Beautiful Dead. As mortes de Jonas, Arizona, Summer e Phoenix chocaram os moradores de Ellerton. Darina, namorada de Phoenix, parece estar ainda mais perturbada do que todos — visões e sons aterrorizantes a perseguem. No entanto, ela vai descobrir que a morte não é o fim; para alguns, a ligação com o mundo dos vivos é tão forte que recebem permissão para se despedir e, se necessário, lutar por justiça — eles são os Beautiful Dead. Neste primeiro livro da série Beautiful Dead, a corajosa Darina enfrenta garotos barra-pesada e momentos dolorosos do passado para ajudar o amigo Jonas a descansar em paz. Ganha também mais uma chance de estar ao lado de seu único e grande amor, Phoenix. Seria o amor mais poderoso do que a morte, a ponto de permitir a Darina nunca dizer adeus a seu amado?

Autora: Eden Maguire
Editora: Benvirá
ISBN: 9788502103528
Páginas: 256
Nota: 

Como eu não assisto filmes de terror, me permito conhecer todas as espécies de seres sobrenaturais da literatura - afinal, quem decide o quanto assustadora as imagens são, sou eu. Por exemplo, eu sempre achei zumbis interessantes. Eles morrem, eles vivem, eles se despedaçam e não sentem dor. Tá, isso foi nojento. Mas de qualquer modo, sempre achei uma boa mitologia para ser explorada. Não sei o que eu pensei por achar que "Belos Mortos" seriam o tipo de zumbi que eu estava procurando.

No período de um ano, quatro adolescentes da pacata Ellerton morreram. Jonas, Arizona, Summer e Pheonix tiveram seus acidentes inexplicados tocado da forma mais simples possível pela policia local, arranjando uma desculpa e dando o caso por encerrado. Só que eles voltaram - um ano na Terra e buscando por justiça. Darina, namorada de Pheonix, consegue vê-lo, conhece sua nova forma e vê aí um modo de não abandonar o amor de sua vida - com uma condição: ela precisa ajudar a desvendar os mistérios.

A premissa é boa: mistério com uma mistura de mitologia de zumbi com anjo. O erro da autora: dose errada de romance. Eu esperava sangue (zumbis tem sangue?), assassinatos, pistas falsas, um thriller enlouquecidamente alucinante que fizessem a mitologia ganhar uma face mais sombria e inovadora. Sinceramente, as vezes eu me preocupo comigo... O que o livro se tornou? Páginas e páginas de romance meloso, cheio de clichês por Darina e Pheonix.

Certo, não sou insensível, entendo que ela perdeu o namorado e depois o reencontrou - é um motivo para ficar feliz. Excesso de romantismo? Não. No inicio eu achei que Darina seria mais romântica e tal, mas ao encontrar Pheonix, ele fosse um tanto realista e não correspondesse as mil e uma declarações melosas que ela faz. Mas ele é tão apaixonado quanto ela - e o que era para ser um livro de assassinatos com zumbis angelicais, se torna um romance.

Cada livro é sobre um personagem - um dos mortos. O primeiro é Jonas (eis aí o nome do livro), e Darina precisa descobrir a causa da morte dele. Cá entre nós, achei a solução bem óbvia, deu pra entender bem antes da protagonista e juntar as peças bem rápido. Mas foi uma solução interessante - ponto positivo. Na verdade, o romance no livro que realmente é legal de ler é entre Jonas e Zoey, que era a namorada antes d'ele morrer. Diferente de Darina e Pheonix, esse namoro não ultrapassa as barreiras da morte, mas ainda rola um sentimento - e é tão meigo...

Se eu pudesse ignorar Darina e seu namorado morto, além da falta de lógica de zumbis que se chamam Belos Mortos (meu caro, zumbis de verdade não são bonitos!), esse seria um ótimo livro. Porém, infelizmente, essa habilidade me escapa. Gostei de Jonas, de Zoey e dos outros mortos que vão ser melhor aprofundados no decorrer da história - mas ainda assim, a melosidade cansa. Se eu comprar Arizona, segundo volume, será pela capa, já que é uma das séries com capas mais lindas que já vi!
Bjs,

segunda-feira, 7 de maio de 2012

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Resenha: Julieta Imortal

Autora: Stacey Jay
Editora: Novo Conceito
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:
"O amor não é um incidente isolado, Julieta. O amor está em qualquer lugar. Sempre esteve. Você apenas precisa escolher a luz ao invés da escuridão, o sol ao invés da chuva."

"O amor verdadeiro não pode competir com a queda. É uma escalada pela face rochosa da montanha, um trabalho árduo, e a maioria das pessoas é egoísta ou tem medo de tentar.

 Você é uma das pessoas que acha Romeu e Julieta a maior história de amor de todos os tempos? E se você descobrisse que o trágico romance entre os jovens de Verona não passou de uma farsa? Se você não tem estrutura para "suportar" isso, não leia Julieta Imortal, uma obra que "revela" todo o lado "sombrio" da "verdadeira" história.

Julieta Imortal é narrado pela própria protagonista, que foi enganada pelo seu grande amor, Romeu. Depois de se entregar a ele, na noite de núpcias, Julieta é assassinada pelo seu amado, que, assim, obtém a imortalidade. Mas a alma da jovem é resgatada pelos Embaixadores da Luz, entidade sobrenatural que tenta proteger o amor verdadeiro, salvando almas gêmeas dos Mercenários do Apocalipse, grupo maligno do qual Romeu passou a fazer parte quando resolveu acabar com a vida da mulher que amava para se tornar imortal.

Julieta passa, então, a trabalhar para os Embaixadores. Sua missão é reencarnar temporariamente no corpo de alguma garota e trabalhar para salvar almas gêmeas ameaçadas por Romeu, que reencarna no corpo de garotos que acabaram de falecer e tenta, a todo custo, separar para sempre as almas gêmeas que Julieta tenta salvar, incentivando um dos amantes a matar sua cara metade para conquistar a imortalidade, assim como ele fez no passado. Alimentando um grande desejo de vingança, Julieta atravessa os séculos lutando contra aquele que um dia já amou e que agora se alimenta da destruição de jovens casais que se amam.

Em uma de suas missões, Julieta reencarna no corpo de Ariel, uma garota tímida, cheia de traumas, nada popular, que sofre um acidente de carro com o garoto mais popular da escola, Dylan, que só convidou a garota para sair por causa de uma aposta que fez com os amigos. Dylan morre e Romeu reencarna em seu corpo.

Fugindo de Romeu (no corpo de Dylan), Julieta (no corpo de Ariel) é salva por Ben, por quem ela começa a se apaixonar. Julieta, desde a traição de Romeu, não nutria mais esse tipo de sentimento que passa a ter por Ben, mas, embora esta seja a única vez em séculos que se sente viva, não pode se deixar levar, pois Ben é uma das almas gêmeas que deve proteger. Mesmo amando o jovem, é missão de Julieta encontrar a alma gêmea do rapaz e proteger o casal das artimanhas de Romeu.

O enredo é interessante e não se pode negar que é necessário coragem (até mesmo ousadia) para transformar tão radicalmente aquela que talvez seja a história de amor mais famosa de todos os tempos... Além disso, a própria forma de criar uma atmosfera sobrenatural é diferente das narrativas que têm feito sucesso ultimamente (nada de seres mitológicos como vampiros, lobisomens, anjos etc).

Mas, infelizmente, há momentos em que a indecisão de Julieta atrapalha o ritmo da trama. Ela simplesmente não se decide se pode ou não amar Ben; se deve ou não lutar para que ele fique com outra garota (mesmo acreditando que é o certo a fazer); se, quando demonstra se preocupar com ela, Ben está expressando carinho por ela ou por Ariel... E o pior: ela não consegue superar o que aconteceu entre ela e Romeu. Ela se lamenta demais por ter sido traída e não consegue enxergar que nem tudo é tão tenebroso quanto ela vê... Ainda bem que o Romeu "salva" a trama: mesmo sendo o vilão, ele é tão interessante, intrigante e instigante que faz valer a leitura, apesar de ainda preferir a história original de Shakespeare.

Book Trailer:

terça-feira, 1 de maio de 2012

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Love Story por Jennifer Echols

Para Erin Blackwell, estudar escrita criativa na faculdade dos seus sonhos em Nova Iorque é mais do que uma oportunidade para conquistar suas ambições, é sua passagem para longe das lembranças trágicas que acompanham a fazenda de cavalos de sua família no Kentucky. No entanto, quando ela se recusa a estudar administração e cuidar da fazenda, sua avó decide oferecer o dinheiro da faculdade e a prometida herança de Erin ao seu lindo cavalariço, Hunter Allen. Agora Erin precisa conseguir um estágio e trabalhar até tarde em uma cafeteria para tornar seu próprio sonho realidade. Ela deveria desprezar Hunter… mas por que ele entrou de surpresa em seus pensamentos como o herói de seu último dever de casa? No dia em que ela está compartilhando a história com a turma, Hunter aparece. E entra no grupo. E depois que ele lê sobre si mesmo na história, as fantasias íntimas de Erin são dolorosamente expostas. Ela espera persuadi-lo a não revelar seu segredo para o grupo, mas Hunter prepara sua própria vingança criativa e escreve histórias sensuais que deixam a sala inteira curiosa e enchem o coração de Erin de desejo. Agora ela não está apenas imaginando o que poderia ter acontecido, está escrevendo um fim completamente novo para seu romance com Hunter... Só que essa história pode se tornar realidade.

Autora: Jennifer Echols
Editora: Pandorga
ISBN: 9788561784188
Páginas: 266
Nota: 

Generalizando, todo romance é clichê. Todo autor de romance é clichê. Toda protagonista, herói, vilão, circunstância do tempo e destino é clichê, certo? Talvez. Jennifer Echols é uma escritora que fez desse gênero seu cartão de visita, ganhou vários prêmios, vendeu vários livros e acumulou uma legião de criticas. Ela é uma autora contrastante: muita gente ama, muita gente odeia. Felizmente, estou no grupo que adora seus livros. Seus romances funcionam para mim - e nem parecem tão clichês.

A avó de Erin é uma milionária aristocrata, que desejava que a neta fizesse faculdade de administração e cuidasse da fazenda da família depois de sua morte. Porém, o sonho de Erin sempre foi ser escritora de romances, e quando decide se mudar para Nova York e cursar letras, é deserdada. Em seu lugar, a avó "adota" Hunter, o cavalariço da fazenda, financiando a faculdade na promessa que ele cuidasse da propriedade depois de formado. Erin fora apaixonada por ele, e boa parte de seus romances eram inspirados nele - mas quem se importava? Ninguém saberia. Ele não saberia - até aparecer na sua aula de Escrita Criativa. É... Erin não foi muito sutil.

O livro me encantou nas suas primeiras 50 páginas. O inicio, um pouco lento, só serviu de base para o leitor ir conhecendo e ficando cada vez mais curioso com o rumo das coisas. É impossível não ficar com vergonha por Erin quando ela precisa ler sua história na frente de Hunter, ou frustrada com o romance que vai para frente ao mesmo tempo que regrede. Comecei e terminei o livro no mesmo dia - sempre com aquele gostinho de quero mais.

A protagonista viveu seis anos com a avó, com direito a todas as mordomias de uma garota milionária e mimada. Só que Erin precisou se virar sozinha quando foi para Nova York, sem família, sem grana e sem ajuda. Ela é forte, determinada, esperta e carismática. Certo, as vezes eu ficava realmente irritada com suas decisões ilógicas, mas são compensadas pela história. Aliás, ela escreve muito bem!

Hunter não é um mocinho convencional, o que dá vários pontos a mais. Ele não é como o herói dos livros que Erin lê, muito menos das histórias que a gente tanto conhece. Ele erra e erra muito - ao mesmo tempo que ganha o coração da protagonista e das leitoras. Mas além dos dois, nenhum dos outros personagens são mais aprofundados. Colegas de faculdade, professor de Escrita Criativa ou até mesmo a avó de Erin dariam ótimos capítulos ao livro. Eu, de coração, não importaria com mais algumas páginas de Jennifer Echols.

A capa é linda, a história, a narrativa... Love Story é maravilhoso! Só achei alguns problemas na edição, mas nada que influenciasse a história além de lançar um olhar atravessado ao livro. Quem nunca leu nada da autora, esse é um bom começo. Quem já leu e gostou, divirta-se! Quem leu e não gostou, ainda dá para dar uma chance, não? Recomendo super!
Bjs,

sexta-feira, 27 de abril de 2012

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Resenha: OS VINGADORES

 http://www.caravelavirtual.com.br/wp-content/uploads/2012/04/vingadores-cartaz.jpg



OS VINGADORES (The Avengers, EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 136 min.
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Roteiro: Joss Whedon
Direção: Joss Whedon

E finalmente chega aos cinemas o mais aguardado blockbuster dos últimos anos. Talvez por ser tão aguardado, OS VINGADORES (THE AVENGERS, 2012) pode causar certo desapontamento. Afinal, muitos leitores de quadrinhos na faixa dos 20 e 30 anos sempre sonharam em ver a “materialização” dos Vingadores numa produção caprichada para o cinema. Se pensarmos que, no passado, o que havia daMarvel eram os desenhos animados do Homem-Aranha, os desenhos “desanimados” do Thor, do Homem de Ferro e do Capitão América e o seriado do Hulk, até que houve um crescimento progressivo e qualitativo no número de adaptações de filmes baseados em personagens da Marvel. Nos últimos anos, então, não houve um sequer que não tivesse pelo menos um longa baseado em um herói da “Casa das Ideias”.

Com a criação da Marvel Studios e com o ambicioso projeto de construir no cinema um universo Marvel semelhante ao dos quadrinhos e que teria como culminação o filme dos “heróis mais poderosos da Terra”, a ansiedade era generalizada entre os fãs. A contrataçãode Joss Whedon, querido em mídias diversas como os quadrinhos, com “OsSurpreendentes X-Men”; a televisão, com BUFFY, A CAÇA-VAMPIROS (1997-2003) e FIREFLY (2002-2003); e no cinema com SERENITY – A LUTA PELO AMANHà(2005), foi do agrado de todos. O problema do filme é a preocupação em amarrar todas as pontas dos anteriores e dar espaço mais ou menos igual para todos os Vingadores. Com isso, a história ficou comprometida.

Aliás, nem dá para dizer que o filme tem uma história. A fragilidadedo roteiro é um pouco compensada com os bons diálogos de Whedon, mas ainda assim não se mostra interessante ou inteligente o suficiente para fazer o filme empolgar. Tanto que os momentos mais emocionantes acontecem justamente perto do final, quando todos os Vingadores estão reunidos de fato e começa a batalha para defender a Terra de Loki e dos alienígenas. Antes disso, o público pode se divertir com as brigas entre os próprios integrantes do grupo, que serve um pouco para delimitar o grau de poder de cada um. Algumas cenas parecem forçadas para que diálogos bons aconteçam. Como quando Loki diz que tem um grande exército e Tony Stark diz: “nós temos um Hulk”.

E falando em Hulk, a boa surpresa é que ele acaba sendo não só o grande trunfo dos Vingadores, mas o grande trunfo do filme em si. Afinal, as cenas mais aplaudidas pelo público são as que envolvem o Golias Esmeralda. E é muito bom ver a reação entusiasmada da plateia nesses momentos. Chega aarrepiar, inclusive. Dos três atores que interpretaram Bruce Banner, talvez Mark Ruffalo tenha sido a melhor das escolhas, ainda que eu, particularmente, tenha gostado das duas aventuras do Hulk, inclusive o geralmente odiado filme de Ang Lee. O novo Bruce Banner segue uma tendência atual dos quadrinhos da Marvel, que é ser menos trágico e mais bem humorado. Para o bem e para o mal.

Assim, OS VINGADORES pode ser visto como um bom e barulhento filme de ação com heróis já mitológicos e outros que o novo público deve passar a gostar, caso de Viúva Negra e Gavião Arqueiro. O bom é que há toda uma série de possibilidades para que a franquia só melhore nas continuações, com mudanças que seriam bem-vindas na equipe (uma Feiticeira Escarlate, um Hank Pym, um Visão e uma Vespa fariam a festa de muitos) alargando as chances de os roteiristas ficarem livres para criar histórias mais envolventes e criativas, agora que o núcleo-base está formado.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

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RESENHA: Thor

A lenda diz uma coisa, a ciência outra, mas há pontos em que elas se confundem. A crença, a fé e a realidade dependem de pontos-de-vista onde está em jogo a inocência ou maldade.  Thor ganhou vida para completar o ciclo de produções estreladas pelos fundadores de Os Vingadores, porém a magnitude com que a história foi contada transformou ele não no quarto filme de uma saga, mas num verdadeiro épico do cinema.


DA MITOLOGIA ÀS HQ’S

Nos anos 70, quando Stan Lee vivia a efervecência de sua criatividade, a produção e o desenvolvimento de heróis da editora Marvel sempre movimentava novas alternativas de universos e idéias a serem construídas.
Num ambiente propício para se apostar em novos universos e o amparo de idéias semelhantes da sua tradicional concorrente, a DC Comics, com heróis como a Mulher Maravilha, surgiu o primeiro herói da Marvel baseado em mitologia, nascia Thor.

Como o próprio nome do herói diz, Thor foi baseado no deus nórdico do trovão, filho de Odin e uma das figuras mais carismáticas e populares de tal mitologia nos países ocidentais.

Transmutando o universo mitológico para adaptá-lo as histórias em quadrinhos, Thor virou um misto de deus e humano, onde a medida que suas histórias avançavam elementos clássicos da mitologia nórdica e as maiores tendências dos quadrinhos se fundiam e, como nas diversas HQ’s, arcos contados e recontados se tornaram comuns.

Para levar a origem do herói até os cinemas, o diretor (e de quebra ator renomado também) Kenneth Branagh colheu todos os elementos que o herói reuniu por toda a sua história e, reunindo um elenco de primeira linha, deu origem ao maior filme do Universo Marvel já produzido.

Anthony Hopkins é o Odin do cinema.

UM TROVÃO DE PRODUÇÃO

Sempre que um filme de super-heróis conta com um elenco famoso demais, a tendência é que as personalidades nele envolvidos chamem mais a atenção do que a própria história. Mas com nomes de peso como Anthony Hopkins como Odin, Natalie Portman como a cientista Jane Foster e Rene Russo como Frigg, fica dificil de apostar num roteiro fraco.

Pegando o que cada um dos três filmes anteriores a Thor tinha de melhor e dando um toque de drama e emoção que vemos em todos os filmes de Kenneth Branagh como ator, Thor não foi desenvolvido, foi lapidado.

O drama de Homem de Ferro foi aprimorado, o carisma dos personagens de O Incrível Hulk  foram mais variados e a qualidade dos efeitos especiais de Homem de Ferro 2 foram superados.

Com mais ação, mais efeitos especiais, mais personagens, mais enredo e humor na dose certa, Thor é o filme ideal para agradar fãs quadrinhos, adoradores de ficção e o público casual do cinema.

CONFRONTO ENTRE IRMÃOS

Em duas horas seria dificil com que a história original dos quadrinhos pudesse ser desenvolvida em sua totalidade, mas as adaptações para o cinema foram bem fiéis ao conceito do herói e as mudanças foram essenciais para seu bom desenvolvimento.

Como filho favorito de Odin, Thor está prestes a receber o título seu pai Odin de rei de Asgard, um dos nove mundos previstos na mitologia nórdica (a Terra, ou Midgard, é um deles), quando gigantes de gelo atacam o castelo onde é feita a cerimônia.

http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/04/thor-movie.jpg?w=472
O amadurecimento de um herói é abordada em Thor.
Dissoluto com o que aconteceu, Thor parte com Sif, os grandes três guerreiros e seu irmão Loki para vingar o acordo de paz que o rei dos reino dos gigantes de gelo, Laufey, acabara de quebrar com a invasão de Asgard.

Na verdade Thor age despeitado com situação, age com o orgulho ferido por os gigantes de gelo terem impedido sua coroação como rei. Com um invasão sem a aprovação de Odin, o deus supremo de Asgard não vê outra alternativa senão exilar o filho na Terra, onde deverá ser humilde o suficiente assumir o poder de rei.

Enquanto Thor, sem poderes, é ajudado na Terra pela cientista Jane Foster, Loki descobre que foi adotado por Odin e seu pai biológico é, na verdade, o próprio Laufey. Usurpando o posto de rei de Asgard de Odin, Loki inicia um meticuloso plano para aniquilar o irmão e invadir o reino dos gigantes de gelo, indo contra todos os preceitos que pai adotivo lhe ensinou.

A disputa de poderes, de orgulho e a volátil relação entre pai e filho é um ponto alto do filme, fazendo com que o espectador reflita, na condição humana, que de nada adianta ser deuses quando a disputa envolve a relação afetiva.

ELEMENTOS QUE CATIVAM

O universo da mitologia sempre foi fascinante e a riquesa de seus elementos é a premissa ideal para qualquer história. Em Thor, os elementos foram utilizados de maneira concreta e concisa, além de fazer a combinação ideal com elementos não apenas nórdicos, mas de todo o universo Marvel.
As referências aos outros heróis dos Vingadores são inúmeras, fazendo o fã de quadrinhos se divertir a medida que elas vão aparecendo, tendo como ponto máximo a primeira aparição de Gavião Arqueiro, um membro já recrutado pela S.H.I.E.L.D que comparilhará um lugar com os membros da super equipe da Marvel.

Loki é invejoso irmão de Thor!



Mas a riquesa de elementos não pára por aí. Cada elemento posto no filme tem a sua razão de ser, metaforizando diversas situações de comportamento, relacionamento e questões existenciais.
A medida que o filme avança e a medida que os laços existentes entre o galanteador Thor e apaixonada Jane Foster vão se estreitando o vaidoso, o arrogante e orgulhoso Thor vai amadurecendo, entendo grande parte do exílio que seu pai o obrigou a fazer.

A personalidade ascendente de Thor é confrontada pelas atitudes frias e egosistas de Loki, que como rei, torna-se autoritário e absoluto, ainda que inteligente e preciso em seus planos.

A analogia do verdadeiro poder de um rei que Odin tanto quer que os filhos entendam é grandiosa a partir do momento que Mjonir, o martelo que contém o poder de Thor, se torna a grande analogia para tal.

Para finalizar, o filme ainda transforma Thor em um mártir, algo que não só cativa, mas eterniza um herói no cinema. Percebendo que nã poderá deter as maldições de Loki em destruir o mundo dos Gigantes de Gelo, Thor decide se privar de seu amor por Jane Foster, destruindo os caminhos que ligam Asgard a outro mundos.

A ponte entre os mundos faz uma metáfora aos caminhos para se conseguir o que ama. A parir do momento que Thor a destrói, ele sacrifica seus interesses por algo maior que a própria felicidade, entendendo o verdadeiro papel de um rei.

Apesar de o espectador já saber que tal sacrifício será quebrado em Os Vingadores, é impossível não se emocionar com tal atitude, onde a perspectiva de um deus loiro fortão é substituída pela de um grande herói.
Enquanto isso, há o paralelo de Jane, que procurava respostas como cientista. Thor foi sua maior resposta, mas com a separação dos dois ela continua buscando-o, assim como o amor sempre busca continuar a conquistar a pessoa amada.

O amor por Jane Foster faz Thor desenvolver a humildade necessária para se tornar rei.


PELOS PODERES DE THOR
 
Certamente não foi fácil para Kenneth Branagh conceber o filme de Thor. Com tantas referências mitológicas e um visual tão fora do comum, o herói parecia impossível de se encaixar ao contexto dos outros Vingadores. Mas a adaptação foi tão bem feita, o herói que mais parecia longe da realidade, se tornou o mais crível de existência.

Apesar do contexto complexo, a combinação entre Asgard e a Terra foi ricamente ilustrada, trazendo o universo de Thor para o espectador comum como algo fascinante e animador para futuros filmes da franquia, seja junto ou separado do projeto da S.H.I.E.L.D.

Cheio de ideologia e contado da maneira como todo filme de super-herói deve ser contado, a produção mostra que Hulk pode até ser o mais forte, o Homem de Ferro o mais inteligente e o Capitão América o mais patrióta, mas nada supera o coração d’O Poderoso Thor.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

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Estreias da Semana - 20/04/2012



Elenco: Johnny Depp, Amber Heard, Aaron Eckhart, Giovanni Ribisi, Richard Jenkins, Amaury Nolasco, Karen Austin, Marshall Bell, Michael Rispoli, Andy Umberger, Bill Smitrovich.

Direção: Bruce Robinson

Gênero: Aventura

Duração: 110 min.

Sinopse: Paul Kemp (Depp) é um jornalista itinerante, que cansa de Nova York e viaja para Porto Rico, para escrever para um jornal. Kemp começa o hábito de beber cachaça e fica obcecado pela bela Chenault (Heard), que está noiva de um colega jornalista.


American Pie: O Reencontro (American Reunion)
 

Elenco: Alyson Hannigan, Chris Owen, Deborah Rush, Jason Biggs, Eugene Levy, Seann William Scott, Thomas Ian Nicholas, Shannon Elizabeth, Tara Reid, Chris Klein, Mena Suvari, Jennifer Coolidge.

Direção: Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg

Gênero: Comédia

Duração: 113 min.

Sinopse: Bem-vindo à reunião da Turma de 1999 da East Great Falls High. Na comédia American Pie: O Reencontro, todos os personagens de American Pie que conhecemos um pouco mais de uma década trás retornam para uma reunião do colégio. No fim de semana há muito aguardado, eles vão descobrir o que mudou, quem não mudou e que o tempo e a distância não são capazes de destruir os laços da amizade.

Era verão de 1999 quando quatro rapazes do interior do Michigan se lançaram na missão de perder a virgindade. Nos anos seguintes, Jim e Michelle se casaram, enquanto Kevin e Vicky disseram adeus. Oz e Heather se distanciaram, mas Finch ainda cobiça a mãe de Stifler. Stifler continua o mesmo de sempre. Agora, esses amigos de longa data voltaram às origens, como adultos, para lembrar - e homenagear - os adolescentes hormonais que foram.


A Perseguição (The Grey)


A Perseguição (The Grey)

Elenco: Liam Neeson, Dermot Mulroney, Nonso Anozie, Joe Anderson, Frank Grillo, Dallas Roberts, Larissa Stadnichuk, Ben Bray, James Badge Dale.

Direção: Joe Carnahan

Gênero: Ação/Drama

Duração: 112 min.

Sinopse: Ao tentar fazer uma viagem tranquila para casa, um grupo de extratores de petróleo do Alasca acaba sofrendo um acidente aéreo. Do total de 125 passageiros, apenas 8 sobrevivem. Machucados, eles tentam se recuperar quando descobrem que aquele é um local habitado por uma matilha de lobos selvagens. Considerando os humanos invasores, os animais passam a caçar lentamente os sobreviventes da queda do avião, levando-os a uma intensa luta por sobrevivência.



Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios

 

Elenco: Camila Pitanga, Gustavo Machado, Zecarlos Machado, Gero Camilo.

Direção: Beto Brant e Renato Ciasca

Gênero: Drama

Duração: 100 min.

Sinopse: Inspirado na obra homônima do escritor Marçal Aquino, o filme conta a história de um triângulo amoroso que envolve Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo de passagem pelo interior da Amazônia, a bela e instável Lavínia (Camila Pitanga) e seu marido, o pastor Ernani (Zecarlos Machado), que acredita ser possível consertar as contradições do mundo.

Flor da Neve e o Leque Secreto (Snow Flower and the Secret Fan)


Elenco: Bingbing Li, Gianna Jun, Vivian Wu, Russell Wong, Coco Chiang, Hu Qing Yun, Shi Ping Cao.

Direção: Wayne Wang

Gênero: Drama

Duração: 120 min.

Sinopse: Na China do século 19, as amigas Flor da Neve e Lírio superam a distância física por meio de uma língua secreta. Paralelamente, a trama segue Nina e Sophia, duas mulheres contemporâneas que tentam compreender a história de suas ancestrais laotong.


 Fonte: CinePop

segunda-feira, 2 de abril de 2012

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Resenha: Se enlouquecer não se apaixone







É bem bacana quando as pessoas te indicam filmes pelos quais você não dá nada, mas acaba, por fim, se surpreendendo. Faz dois meses, se não me engano, que venho protelando o assistir de Se enlouquecer não se apaixone. Motivo? Uma proposta piegas demais com atores de produções piegas demais. O que esperar de uma história onde um adolescente tímido e sem sal que tem problemas com a família, seus amigos e, claro, uma garota, vai parar na ala psiquiátrica de um hospital com pessoas que o farão ver a vida por outro ângulo e uma jovem legal e diferente? Se isso não bastou, saiba que Emma Roberts ( conhecida pela série da Nickelodeon Normal demais e outros filmes comédia romântica adolescente ), Keir Gilchrist ( conhecido por uma série do Disney Channel ) e Zach Galifianakis ( famoso ator de comédia que conquistou muitos espectadores com Se beber não case e sua sequência – os quais, inclusive, influenciaram o título nacional do filme – no original, chama-se It’s kind of a funny story – É uma história um tanto engraçada, em tradução livre -, o qual tenta chamar a atenção dos fãs da franquia e do ator ) estão no elenco principal. Sim, o filme é clichê em vários pontos e aborda alguns temas que eu previa desde a sinopse. Mas vale a pena e consegue ser original mesmo batendo numa tecla talvez já gasta. É divertido e com um nível de reflexão mínimo para você acabar com um sorriso bobo nos créditos – um sorriso não resultante das piadas.
Craig vem pensando em suicídio com as várias pressões que só a vida adolescente pode lhe proporcionar. Visando uma melhora rápida para logo pode retornar ao “normal”, ele procura um hospital a fim de se internar. O médico reluta, mas acaba cedendo, transferindo o jovem para a ala psiquiátrica, onde ele conhece muita gente doida e estranha, com as quais ele vai ter que conviver por no mínimo 5 dias. O filme mostra a rotina dos pacientes nesse lugar, um pouco dos problemas individuais de cada um ao redor do protagonista e vários flashbacks dos momentos tensos, felizes ou marcantes do rapaz. A direção é bem original. Vários efeitos são adicionados à gravação – de filme antigo, de desenho -, a câmara para, como em pause, e a narração surge de fundo em certos momentos, e muitas vezes os acontecimentos são exibidos de um modo peculiar, como se fossem retirados mesmo da cabeça do personagem. Esses detalhes tornam a produção bem interessante, além de sua história que vai cativando o espectador pouco a pouco.


Achei meio forçada a mensagem de que temos todos um pouco de loucura dentro de nós, mas o filme explora, por outro lado, que é muito importante vermos além da superfície dos que conhecemos. Não só com os meio pirados, nos quais temos de ver as qualidades por trás do estranhamento, mas também com os normais, nos quais a loucura ou a incoerência estão sempre escondidas.



Os colegas de hospital se reúnem na imaginação do Craig para cantar “Under Pressure”. Uma cena impagável!
Está aí uma comédia romântica/dramática para se aproveitar no tempo livre. Não é aquilo tudo que certos filmes nos proporcionam. Contudo, mescla muito bem um tantinho de reflexão com diversão descomprometida. Um tempero bem dosado para domingos.

O filme foi lançado aqui no Brasil direto no DVD. Não sei se é esse o motivo de eu não conseguir encontrar por nada um trailer legendado. Mas segue o vídeo sem legenda abaixo, de qualquer forma.
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