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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

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Resenha: A última música

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:
"Ela não era como as outras pessoas que conhecia. Tinha certeza de que jamais soltaria de sua mão. Seus dedos pareciam ter o encaixe perfeito nos dele - perfeitos complementos entrelaçados sem esforço algum."

Acabei de ler A última música, de Nicholas Sparks e decidi postar sobre o livro no mesmo instante. É uma verdadeira leitura deleitosa. Não conseguimos parar de ler até chegarmos à última página. Quando acabamos, fica aquela sensação de vazio, que, para mim, é substituída pela lembrança de que ainda há livros de Sparks que irei ler em breve.

Mas, enfim, vamos ao livro. Ele conta a história da jovem vegetariana de 17 anos, Ronnie, apelido de Verônica, filha do casal divorciado Steve e Kim e irmã do jovem Jonah, de 10 anos. Ronnie é uma exímia pianista, ofício que aprendeu durante a infância com seu pai por professor. Entretanto, desde que Steve saiu de casa, Ronnie se sentiu traída pessoalmente e passou, então, três anos sem falar com o pai e sem sequer ler as cartas que ele escrevia a ela. Além disso, com a saída do pai, Ronnie deixa definitivamente de tocar e compor, além de não ligar para os estudos, chegando até mesmo a cometer pequenos furtos por simples prazer. O período de silêncio entre Ronnie e Steve é rompido quando a mãe informa que ela e Jonah irão passar o verão com o pai, na Carolina do Norte.

Obviamente, a adolescente recebe a notícia com irritação e, ao chegar lá, continua evitando o pai, saindo cedo de casa e passando o dia inteiro na rua, sem dar nenhuma satisfação. Ao contrário do que ela imagina, porém, o pai não a trata com agressividade, mas com condescendência. Na sua primeira saída, à noite, passa a detestar cada vez mais o lugar onde irá ficar por meses intermináveis e, para piorar, quando ela está passando por um local onde há jogos de vôlei e decide não ficar, sem que ela perceba, um dos jogadores, de corpo malhado, loiro, esbarra nela e a derruba, fazendo com que o refrigerante que ela segurava caísse sobre si mesma. Ele pede sinceramente desculpas e ela vai embora.


Quando está tentando comprar outra camisa, visto que a sua estava horrivelmente suja, conhece Galadriel, mais conhecida como Blaze, que parece ser uma possível companhia. Em seguida, conhece Maucus, namorado de Blaze, Ted e Lance, amigos de Marcus. Eles, então, resolvem ir a uma lanchonete, onde encontram o jogador de vôlei e um amigo. Quando Marcus vê os dois, começa a provocá-los e eles iniciam uma briga que é interrompida por Ronnie aos gritos, quando ela percebe que havia uma criança que se machucara por causa da inconsequência deles. Depois de paralisada a briga, Ronnie e seus novos "amigos" saem para ir ao Bower's Point, de onde foi retirada por um policial amigo de seu pai, que obteve a informação de seu paradeiro através do jogador de vôlei que havia esbarrado em Ronnie, Will.

Depois do episódio na lanchonete, Will, que acabara recentemente seu namoro de dois anos com Ashley, uma linda e bem superficial garota, não consegue parar de pensar em Ronnie e em como ela era imprevisível e linda e aparentemente única.

Ronnie, no dia seguinte, após ter sido levada para casa pelo policial, encontra-se com Blaze, conversam empolgadas sobre coisas erradas que já fizeram e, em seguida, encontram-se com Marcus e seus amigos, e Ronnie tem a oportunidade de constatar como ele maltrata Blaze e ela fica impassível a isso. Nesse mesmo dia, à noite, há uma situação muito desagradável, pois Marcus descaradamente dá em cima de Ronnie, com Blaze um pouco à distância e, quando ele é repelido por Ronnie, sai de perto dela e diz que não quer sair com ela, dando a entender que era ela quem estava dando em cima dele. No dia seguinte, Ronnie resolve encontrá-la e explicar a situação toda. Depois de elas conversarem em uma loja de cds, onde a jovem Ronnie não consegue alcançar seu objetivo, depois de Blaze sair, Ronnie descobre, ao ouvir o sinal do alarme, que Blaze havia colocado cds e discos, que eram itens de colecionador em sua bolsa, com o propósito de vê-la sendo acusada de roubo. Galadriel sabia que Ronnie não podia ser acusada de algo do tipo devido aos crimes que cometeu em Nova York, então essa era a forma perfeita de mantê-la longe de Marcus.

A partir desse acontecimento, Ronnie, lenta e progressivamente, vai melhorando seu relacionamento com o pai, quando vê que este acredita sinceramente em sua inocência. Em uma conversa, então, Steve conta para Ronnie sobre um ninho de tartarugas que estava perto de sua casa e que eles deviam ter fé para que não fosse destruído por guaxinins. Então, ela liga para o aquário, pedindo que eles enviassem no outro dia alguém para fazer uma cerca de proteção para manter os ovos em segurança e, nesta noite, ela acampa do lado de fora da casa, ao lado do ninho para proteger os ovos. No dia seguinte, ela é acordada por Will, o jogador de vôlei, que era também mecânico e voluntário do aquário, mas ele só havia ido para demarcar o local da cerca e, no dia seguinte, apesar de Ronnie ter sido muito persistente para que a cerca fosse providenciada, ela não estava lá. Então, para compensar isso, Will resolve ir para a casa de Ronnie para se revesar com ela e proteger o ninho. Nesses momentos, eles se conhecem melhor e terminam se envolvendo.

Porém, há algumas questões que precisam ser resolvidas e que só a leitura do livro permite que se descubram as respostas: Ronnie e Will vão viver apenas um amor de verão? O que o futuro os reserva? Por que Ronnie e Jonah tiveram que passar o verão com o pai se isso nunca foi necessário antes? Por que seu pai repentinamente resolveu abandonar a família? Como Ronnie iria esclarecer o crime do qual era inocente? Por que havia uma rixa tão grande entre Will e Scott e a turma de Marcus? O que iria acontecer com Blaze? Até que ponto será recuperado o relacionamento de Ronnie com seu pai? Ela vai voltar a tocar e a compor? Enfim, as respostas a essas perguntas aparecerão com a leitura do livro, que, por sinal, é uma leitura muitíssimo recomendada.

A última música é uma das mais envolventes histórias que li nos últimos tempos, ela não é centrada numa simples história de amor entre dois adolescentes, mas sim conta a história de duas pessoas marcadas por perdas e sobrecarregadas com seus problemas, envoltas em um mundo aparentemente tranquilo, mas cheio de segredos e de disfarces e esses dois seres vão crescendo, amadurecendo e se descobrindo através do amor de um pelo outro. Simplesmente linda!!!

Além disso, acho muito positiva a forma como Sparks conta a história toda. Ela é contada em terceira pessoa e cada capítulo tem o nome de uma das personagens (Ronnie, Will, Steve e Marcus). Então, em cada capítulo, ele analisa e expõe detalhes de cada personagem, de modo que os conhecemos, ao longo da história, de modo muito profundo.

Contudo, um ponto negativo que sou obrigada a ressaltar, mas que não tem nada a ver com o conteúdo da história, diz respeito à tradução do livro para a Língua Portuguesa. Não posso ficar quieta, sendo eu uma professora de Português, para os tantos erros vistos na edição. São erros grosseiros que não deveriam acontecer, como os braço, a dia (o dia), repetição de palavras, erro de separação silábica, dentre outros, os quais não poderiam acontecer especialmente em um livro de tão expressiva qualidade. Apesar disso, como já expliquei, A última música vale sim a pena ser lido.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

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[Resenhas] Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2


Mesmo que David Yates não seja o diretor preferido de muitos dos fãs da saga do bruxinho mais famoso do mundo, ninguém pode negar: ele conseguiu produzir o final da versão cinematográfica de Harry Potter dando aos leitores e cinéfilos um belo filme, encerrando com chave de ouro a sequência de oito filmes.
“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2″ começa exatamente onde a parte 1 terminou, e mantém o clima de tensão de seu prólogo. As cenas de batalha são muito bem produzidas, e a emoção toma conta dos fãs nas cenas que definem os acontecimentos.

Em particular, apesar do tom grandioso, este é um filme de detalhes. Mesmo que falte muitas coisas (como sempre, e a expectativa do leitor sempre vai encontrar uma ausência aqui e ali, além das “licenças poéticas”), estão em pequenas e delicadas sequências curtas os grandes momentos do filme. E em uma cena grande, que vou definir apenas como “a grande cena branca” do soturno último filme da saga. Compre sua pipoca, leve seu lenço, não pisque (senão nem verá Emma Thompson), divirta-se e guarde tudo em suas lembranças.

Mesmo que David Yates não seja o diretor preferido de muitos dos fãs da saga do bruxinho mais famoso do mundo, ninguém pode negar: ele conseguiu produzir o final da versão cinematográfica de Harry Potter dando aos leitores e cinéfilos um belo filme, encerrando com chave de ouro a sequência de oito filmes.
“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2″ começa exatamente onde a parte 1 terminou, e mantém o clima de tensão de seu prólogo. As cenas de batalha são muito bem produzidas, e a emoção toma conta dos fãs nas cenas que definem os acontecimentos.

Em particular, apesar do tom grandioso, este é um filme de detalhes. Mesmo que falte muitas coisas (como sempre, e a expectativa do leitor sempre vai encontrar uma ausência aqui e ali, além das “licenças poéticas”), estão em pequenas e delicadas sequências curtas os grandes momentos do filme. E em uma cena grande, que vou definir apenas como “a grande cena branca” do soturno último filme da saga. Compre sua pipoca, leve seu lenço, não pisque (senão nem verá Emma Thompson), divirta-se e guarde tudo em suas lembranças.

sábado, 10 de dezembro de 2011

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Resenha: Alvin & Os Esquilos 3

 http://www.ambrosia.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Alvin-and-the-Chipmunks-Chipwrecked.jpg

Não há como escapar: trânsito de tirar a paciência de qualquer cristão no final das tardes de sexta ou nos domingos de manhã, praias lotadas, filas em tudo quanto é lugar… sim, são as férias de janeiro, e se você tem filhos pequenos, bom, certamente fará parte da jornada pós-festas de fim de ano e pré-corrida para as compras de material escolar  uma passada no cinema para levar os pimpolhos para assistirem algum filme (geralmente de franquia) que entrou em cartaz justamente aproveitando o período de recesso escolar. Foi com essa estratégia que Alvin & Os Esquilos (Alvin and the Chipmunks), que estreou às vésperas do natal de 2007, arrecadou mais de 217 milhões de dólares somente em solo norte americano. As aventuras dos esquilos fofinhos obviamente renderam uma continuação dois anos depois e a franquia agora chega a seu terceiro episódio.

Seguindo a lógica hollywoodiana de que um, se lograr êxito, é pouco, dois, se não der prejuízo, é bom e três é melhor ainda se ainda houver lucro, Alvin & Os Esquilos 3 (Alvin and the Chipmunks: Chipwrecked EUA/2011) não mexe em time vencedor.Para quê arriscar milhões em bilheteria?

O diretor Mike Mitchell que assinou o divertido Super Escola de Heróis e deu um final indigno à série Shrek em Shrek Para Sempre assumiu a cadeira antes ocupada por Tim Hill e Betty Thomas já com a receita de bolo em mãos: fofuras, gracinhas, canções pop do momento e algumas clássicas na vozinha dos esquilos (o que chega a irritar em algus momentos) e o roteiro, bom, isso é o de menos aqui.

Na trama os esquilos Alvin, Simon e Theodore e as esquiletes Brittany, Eleonor e Jeanette embarcam com seu “pai adotivo” Dave em um cruzeiro e, claro, aprontam todas e a pior os leva a uma ilha deserta onde lutarão pela sobrevivência enquanto Dave luta para achá-los. O roteiro inconsistente é nada mais do que mera plataforma para uma série de gracinhas e fofices que certamente agradarão as crianças entre 7 e 10 anos e entediarão os adultos que entre um cochilo e outro poderão até se divertir com algumas piadas referenciais. O elenco humano pouco acrescenta à trama, serve apenas como escada para as estrelas peludas brilharem.

Haverá uma continuação? Certamente sim, a arrecadação do primeiro fim de semana foi satisfatória embora inferior à estréia do primeiro filme, porém, o estúdio terá de torcer para que haja uma renovação dos fãs, pois a garotada que acompanhou até aqui já estará entrando na adolescência daqui a dois anos e dificilmente continuará interessada em acompanhar as aventuras de Alvin e seus companheiros.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

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Especial - Nada de meio termo com a "Saga Crepúsculo"

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Bella e Edward se amam muito e se preservam por isso
Se você está interessado em ler mais um dos milhões de textos que estão publicados internet afora, dedicando parágrafos e parágrafos descascando a “Saga Crepúsculo”, este talvez não seja seu lugar. Claro, não dá para afirmar que o filme seja algum tipo de estado da arte cinematográfica. Muito pelo contrário. Mas há que se parar um pouco para pensar sobre um fenômeno que segue arrastando multidões aos cinemas.

Se você, como eu até algumas semanas atrás, não tem ideia do que se trata a “Saga Crepúsculo”, vamos a um breve histórico:
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Eles se encaram e a câmera gira
Em “Crepúsculo”, Bella Swan (Kristen Stewart) vai passar algum tempo na casa de seu pai, em Forks, cidade que fica nas montanhas, onde está quase sempre chovendo. Ela logo começa a se enturmar e acaba chamando atenção do frio e distante Edward Cullen (Robert Pattinson). Em pouco tempo ela descobre que ele é um vampiro e que ele está obcecado nela, ou em seu sangue. Mas ele resolve se controlar, parte por cavalheirismo, parte por “vegetarianismo”, já que ele não bebe mais sangue humano. Boa parte do filme envolve a câmera girando em volta de Bella e Edward, que se olham apaixonados. Por fim, Bella quase morre, Edward se sente culpado e se afasta dela.

No segundo filme, “Lua Nova”, Bella morre de saudades de Edward e começa a ficar meio pancada por conta disso. A câmera gira muito em torno dela por isso. O afastamento de Edward é o motivo que Jacob Black (Taylor Lautner), seu amigo de infância, tinha para se aproximar. Mas ele acaba precisando se afastar dela, parte por cavalherismo, parte porque ele é um lobisomem e teme pela segurança de Bella. Ela quase morre, Jacob quase morre e Edward quase morre. Mas tudo acaba bem, com um pedido de casamento, e muita câmera girando.

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Bella e Jacob também se amam, mas é diferente
No terceiro, “Eclipse”, tudo fica acertado para que Edward transforme Bella em vampiro, mas só depois do casamento. Jacob não aceita, já que vampiros e lobisomens são inimigos naturais. Mas, para proteger Bella de uma quase morte horrenda, eles precisarão juntar suas forças. Acontece uma batalha um pouco anti-climática, se você já viu “O Senhor dos Anéis”, todo mundo quase morre e Edward e Bella resolvem que vão se casar mesmo.

O último filme, “Amanhecer”, foi dividido em duas partes. Mas mostrará Bella se casando e engravidando de Edward na lua de mel que se passa no Brasil. Ao que tudo indica o parto deixará Bella beirando a morte, o que faz com que ela necessite ser transformada em vampiro para sobreviver. A segunda parte vai focar na filha dos dois, Renesmee, que é parte humana e parte vampira, por isso tem poderes diferentes.

É incrível como uma história com tão pouco argumento faça tanto sucesso. Claro que há toda uma miríade de detalhes que os parágrafos anteriores não contemplaram. Existem várias informações envolvendo a cultura tanto dos vampiros, quanto dos lobisomens, além de dezenas de cenas de Edward e Bella sozinhos no meio do mato, apenas ficando juntos (com a câmera girando em volta).

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É bem importante que eles se beijem no meio do mato, com a câmera girando
A questão é que toda a “Saga Crepúsculo” encontra eco em um conservadorismo que vem ganhando terreno entre os jovens, especialmente do lado de cá do Atlântico. Afinal, e não se engane quanto a isso, “Crepúsculo” é um conto moral. É sobre como uma jovem precisa estar cercada de homens corajosos e respeitadores de sua honra. Ela só poderá ser ‘violada’ ou transformada em vampiro, como queira, depois de já estar devidademente casada.

Isso é sugerido através de metáforas nos dois primeiros filmes e finalmente escancarado no terceiro, quarto e quinto. Seja com Edward que precisa se segurar por conta do sangue viciante e delicioso de Bella (“uma heroína feita exatamente para mim”, chega a dizer), seja com Jacob que, ao virar homem (ou se tornar lobisomem em clara metáfora sobre a puberdade), afasta Bella por medo do que seu lado animal pode fazer com ela. Jacob chega a ser emblemático, com sua defesa da terra e da família acima de tudo. O terceiro filme chega a deixar de lado a, digamos, sutileza da metáfora ao mostrar Edward se recusando a fazer amor com Bella.

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Jacob com cara-de-cachorro-que-caiu-do-caminhão-de-mudança
A história está alinhada em um tipo de mentalidade que foi forjada pela própria Hollywood, ou, no caso brasileiro, também pelas novelas. Tanto Edward quanto Jacob são as personificações do cavaleiro de armadura. Eles são mais preocupados com a integridade, tanto física quanto da honra, de Bella do que ela própria. A insistência de Edward pelo casamento chega a ser vexaminosa para o eventual namorado enrolador que tenha sido arrastado para o cinema.

Ao mesmo tempo, Stewart, muito pela tão citada falta de expressividade, acaba sendo perfeita para a transferência das meninas que sonham em ser tratadas como Edward ou Jacob a tratam. Todos os motivos que fazem os dois se interessarem por ela são, no mínimo, metafísicos, como a característica especial de seu sangue ou, como veremos nos próximos filme, uma questão genética aleatória.

Assim fica até fácil acreditar em amor à primeira vista.
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Resenha - "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1", o começo do fim

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Finalmente, Edward e Bella irão consumar seu amor
Mesmo chegando com meia hora adiantado na sala de cinema, foi difícil conseguir um lugar para a exibição de "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1". Centenas de pré-adolescentes e suas mães, ou pós-adolescentes e seus namorados, já tinham ocupado quase todas as cadeiras. Era uma pré-estreia, à meia-noite, o que demonstra todo o engajamento das fãs (não sejamos ingênuos) da saga criada por Stephenie Meyer.

As luzes se apagam, e ouvimos gritos. A vinheta mandando desligar os celulares e apontando para as saídas de emergência roda, e ouvimos gritos. A propaganda de uma promoção ligada aos filmes da série é exibida em seguida, e ouvimos gritos. A logo da Summit, produtora dos filmes, aparece, indicando que a exibição está para começar, e ouvimos gritos. Aparece Jacob (Taylor Lautner), gritos, ele tira a camisa, gritos, entra em cena Edward (Robert Pattinson), gritos, Bella (Kristen Stewart), gritos, e assim por diante durante praticamente toda a projeção.

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As irmãs Cullen preparam a noiva
É aqui que acompanhamos Bella e Edward se casando, finalmente. Agora ela poderá perder sua virgindade, já que sua honra será mantida intacta. Ela é mulher de família, afinal. Mas os problemas do casal não acabaram. A força vampiresca de Edward pode ser letal para Bella, à medida em que ele perde o controle durante a excitação do amor. Por isso ele segue em sua abstinência pré-casamento. Mas isso logo será o menor dos problemas, já que Bella descobre estar grávida, de um híbrido humano-vampiro, o que pode custar sua vida. Ao mesmo tempo os lobos descobrem e sentem que a criança será uma ameaça para todos, obrigando Jacob e Edward a juntarem forças para proteger Bella.

Nessa altura, importa muito pouco a qualidade do filme, que será destruída pelos críticos e ignorada pelas fãs. O longa já é sucesso, não importando muito o que estiver passando na tela. Falar mal é chutar cachorro morto. Até entre algumas fãs mais ardorosas há o consenso de que as interpretações são pífias, os personagens são rasos e os diálogos são mal escritos. Até mesmo a batalha é anticlimática, com a câmera do diretor, Bill Condon, passando de um lado para o outro sem mostrar direito o que está acontecendo em cena.

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É muito amor
Mas, para as fãs, o que importa é ver Jacob e Edward abrindo mão de seus orgulhos para um ideal comum, proteger a mulher amada. Importa ver a representação visual do que significa amor à primeira vista. Ou ver Edward preferindo a morte a uma existência sem seu amor verdadeiro. Porque toda a “Saga Crepúsculo” é sobre esse tipo de sentimento. Impossível na realidade do cotidiano.
Agora, resta esperar um ano para saber como termina essa história. E não esqueça, depois dos créditos, tem uma cena extra.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

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[Resenha] O Gato de Botas – Puss in Boots

Desde que Shrek 2 foi lançado, O Gato de Botas está em produção. Inicialmente ele seria somente um spin-off do próprio Shrek 2 a ser lançado em 2008, mas devido às “condições de mercado”(seja lá o que isso signifique), o filme foi repensado e veio como uma nova história totalmente nova, pré-Shrek 2, contanto o início de tudo do bichano.

O Bichano de Botas

A história do Gato de Botas(Antonio Banderas) já começa com ele sendo um fora da lei, na qual ele é um caçador de recompensas. Então, em um saloon qualquer, ele ouve falar sobre uns feijões mágicos que estão com uma dupla de malfeitores, e resolve roubar tais feijões. Esses feijões são os mesmos de João e o pé de feijão, onde o pé de feijão cresce até o céu, revelando o castelo do gigante e o ganso(ou galinha) dos ovos de ouro. O objetivo do gato, obviamente, é o ouro.

Só que os planos do gato serão atrapalhados/modificados pela presença de dois novos personagens: Kitty Pata-Mansa(Salma Hayek), e Humpty Alexandre Dumpty(Zack Galifianakis o Alan Garner do Se Beber Não Case). Humpty Dumpty é um conhecido antigo do gato, e os dois tem uma história juntos, por isso o felino de botas não confia em Dumpty. Aliás, a história dos dois é contada em flashback, e é muito boa, arranca várias gargalhadas. Já Kitty não era conhecida, mas é a presença forte feminina – e sexy, seja o que isso signifique pra uma gata – que faz o gato ficar literalmente de quatro(piada opcional).

O filme começa muito bem, e os primeiros vinte minutos conseguem fazê-lo rir bastante, principalmente pra quem conhece gatos e seu comportamento. Isso é algo que o pessoal da Dreamworks faz muito bem: reproduzir as peculiaridades animais em tela. Depois dos vinte minutos, apesar de não ser mais tão engraçado, o filme tem uma pegada de ação muito boa(e melhor que vários filmes de ação por aí), lembrando um pouco Piratas do Caribe.

Com muitas reviravoltas, animação de primeira, e uma história bastante competente, O Gato de Botas convenceu como série separada, e acredito que um segundo filme é bem possível de ser feito. Só que, apesar de tudo, quem vai gostar mesmo são as crianças e os apreciadores de felinos. Quem não tem muito convívio com gatos pode até gostar, mas vai perder a referência em pelo menos metade das piadas. De qualquer maneira, 90 minutos de filme não é cansativo.

Informações Técnicas:
Título Original: Puss In Boots
Título no Brasil: O Gato de Botas
Direção: Chis Miller
Gênero: Animação / Aventura
Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Origem: EUA
Custo: $130 milhões

sábado, 6 de agosto de 2011

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Resenha: Piratas do Caribe 4

Pra muitos – e certamente pra mim – só o fato de ter o Capitão Jack Sparrow novamente já valia pagar o ingresso pra assistir o Piratas do Caribe 4. E digo mais, não ter o Orlando Bloom  é também Keira Knightley fez falta.

O fato é que, Piratas do Caribe 4 – Navegando Em Águas Misteriosas não é sequência dos outros, mas também não é reboot da história. É simplesmente outra história do nosso querido Jack. Uma história mais focada no capitão do Pérola Negra.


Sparrow, os ingleses e os espanhóis estão à procura da Fonte da Juventude. Claro que de alguma maneira desconhecida, Jack tem o mapa pra chegar ao local, mas acaba perdendo-o na sua fuga da condenação à forca em Londres.

Nessa fuga, reencontra Angelica(Penélope Cruz), uma mulher do seu passado e as coisas esquentam. Ela engana-o e ele acaba sendo levado para o famoso Barba Negra(Ian McShane) – o pirata que todos os outros piratas temem. E mal sabia Jack que Angelica era filha de Barba Negra.

Ainda temos o excelente Capitão Barbossa(Geoffrey Rush), que agora está trabalhando para a coroa britânica, e todos com o mesmo objetivo: chegar à fonte da Juventude.

Jack continua o mesmo: fanfarrão, beberrão, improvisador, engraçado, piadista e com todos os seus trejeitos. O pseudo-romance com Angelica funciona, mas não achei nada excepcional. O outro pseudo-romance entre um missionário e uma sereia até poderia ter sido melhor explorado, funcionaria bem.

Mas Piratas 4 não é sobre romances. Piratas 4 é sobre Jack Sparrow, é sobre piratas, aventuras, saltos impossíveis, fugas extraordinárias, mentiras, risadas e diversão. Não há cargas filosóficas, não há o que pensar: é sentar e se divertir. É um filme simples pra família assistir, sem maiores pretensões.

Informações Técnicas:
Título Original: Pirates of Caribbean: On Stranger Tides
Título no Brasil: Piratas do Caribe: Navegando Em Águas Misteriosas(ou carinhosamente, Piratas 4)
Direção: Rob Marshall
Gênero: Aventura
Duração: 137 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Origem: EUA
Grude: ★★★½☆
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