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terça-feira, 1 de maio de 2012

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Love Story por Jennifer Echols

Para Erin Blackwell, estudar escrita criativa na faculdade dos seus sonhos em Nova Iorque é mais do que uma oportunidade para conquistar suas ambições, é sua passagem para longe das lembranças trágicas que acompanham a fazenda de cavalos de sua família no Kentucky. No entanto, quando ela se recusa a estudar administração e cuidar da fazenda, sua avó decide oferecer o dinheiro da faculdade e a prometida herança de Erin ao seu lindo cavalariço, Hunter Allen. Agora Erin precisa conseguir um estágio e trabalhar até tarde em uma cafeteria para tornar seu próprio sonho realidade. Ela deveria desprezar Hunter… mas por que ele entrou de surpresa em seus pensamentos como o herói de seu último dever de casa? No dia em que ela está compartilhando a história com a turma, Hunter aparece. E entra no grupo. E depois que ele lê sobre si mesmo na história, as fantasias íntimas de Erin são dolorosamente expostas. Ela espera persuadi-lo a não revelar seu segredo para o grupo, mas Hunter prepara sua própria vingança criativa e escreve histórias sensuais que deixam a sala inteira curiosa e enchem o coração de Erin de desejo. Agora ela não está apenas imaginando o que poderia ter acontecido, está escrevendo um fim completamente novo para seu romance com Hunter... Só que essa história pode se tornar realidade.

Autora: Jennifer Echols
Editora: Pandorga
ISBN: 9788561784188
Páginas: 266
Nota: 

Generalizando, todo romance é clichê. Todo autor de romance é clichê. Toda protagonista, herói, vilão, circunstância do tempo e destino é clichê, certo? Talvez. Jennifer Echols é uma escritora que fez desse gênero seu cartão de visita, ganhou vários prêmios, vendeu vários livros e acumulou uma legião de criticas. Ela é uma autora contrastante: muita gente ama, muita gente odeia. Felizmente, estou no grupo que adora seus livros. Seus romances funcionam para mim - e nem parecem tão clichês.

A avó de Erin é uma milionária aristocrata, que desejava que a neta fizesse faculdade de administração e cuidasse da fazenda da família depois de sua morte. Porém, o sonho de Erin sempre foi ser escritora de romances, e quando decide se mudar para Nova York e cursar letras, é deserdada. Em seu lugar, a avó "adota" Hunter, o cavalariço da fazenda, financiando a faculdade na promessa que ele cuidasse da propriedade depois de formado. Erin fora apaixonada por ele, e boa parte de seus romances eram inspirados nele - mas quem se importava? Ninguém saberia. Ele não saberia - até aparecer na sua aula de Escrita Criativa. É... Erin não foi muito sutil.

O livro me encantou nas suas primeiras 50 páginas. O inicio, um pouco lento, só serviu de base para o leitor ir conhecendo e ficando cada vez mais curioso com o rumo das coisas. É impossível não ficar com vergonha por Erin quando ela precisa ler sua história na frente de Hunter, ou frustrada com o romance que vai para frente ao mesmo tempo que regrede. Comecei e terminei o livro no mesmo dia - sempre com aquele gostinho de quero mais.

A protagonista viveu seis anos com a avó, com direito a todas as mordomias de uma garota milionária e mimada. Só que Erin precisou se virar sozinha quando foi para Nova York, sem família, sem grana e sem ajuda. Ela é forte, determinada, esperta e carismática. Certo, as vezes eu ficava realmente irritada com suas decisões ilógicas, mas são compensadas pela história. Aliás, ela escreve muito bem!

Hunter não é um mocinho convencional, o que dá vários pontos a mais. Ele não é como o herói dos livros que Erin lê, muito menos das histórias que a gente tanto conhece. Ele erra e erra muito - ao mesmo tempo que ganha o coração da protagonista e das leitoras. Mas além dos dois, nenhum dos outros personagens são mais aprofundados. Colegas de faculdade, professor de Escrita Criativa ou até mesmo a avó de Erin dariam ótimos capítulos ao livro. Eu, de coração, não importaria com mais algumas páginas de Jennifer Echols.

A capa é linda, a história, a narrativa... Love Story é maravilhoso! Só achei alguns problemas na edição, mas nada que influenciasse a história além de lançar um olhar atravessado ao livro. Quem nunca leu nada da autora, esse é um bom começo. Quem já leu e gostou, divirta-se! Quem leu e não gostou, ainda dá para dar uma chance, não? Recomendo super!
Bjs,

sexta-feira, 27 de abril de 2012

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Resenha: OS VINGADORES

 http://www.caravelavirtual.com.br/wp-content/uploads/2012/04/vingadores-cartaz.jpg



OS VINGADORES (The Avengers, EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 136 min.
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Roteiro: Joss Whedon
Direção: Joss Whedon

E finalmente chega aos cinemas o mais aguardado blockbuster dos últimos anos. Talvez por ser tão aguardado, OS VINGADORES (THE AVENGERS, 2012) pode causar certo desapontamento. Afinal, muitos leitores de quadrinhos na faixa dos 20 e 30 anos sempre sonharam em ver a “materialização” dos Vingadores numa produção caprichada para o cinema. Se pensarmos que, no passado, o que havia daMarvel eram os desenhos animados do Homem-Aranha, os desenhos “desanimados” do Thor, do Homem de Ferro e do Capitão América e o seriado do Hulk, até que houve um crescimento progressivo e qualitativo no número de adaptações de filmes baseados em personagens da Marvel. Nos últimos anos, então, não houve um sequer que não tivesse pelo menos um longa baseado em um herói da “Casa das Ideias”.

Com a criação da Marvel Studios e com o ambicioso projeto de construir no cinema um universo Marvel semelhante ao dos quadrinhos e que teria como culminação o filme dos “heróis mais poderosos da Terra”, a ansiedade era generalizada entre os fãs. A contrataçãode Joss Whedon, querido em mídias diversas como os quadrinhos, com “OsSurpreendentes X-Men”; a televisão, com BUFFY, A CAÇA-VAMPIROS (1997-2003) e FIREFLY (2002-2003); e no cinema com SERENITY – A LUTA PELO AMANHà(2005), foi do agrado de todos. O problema do filme é a preocupação em amarrar todas as pontas dos anteriores e dar espaço mais ou menos igual para todos os Vingadores. Com isso, a história ficou comprometida.

Aliás, nem dá para dizer que o filme tem uma história. A fragilidadedo roteiro é um pouco compensada com os bons diálogos de Whedon, mas ainda assim não se mostra interessante ou inteligente o suficiente para fazer o filme empolgar. Tanto que os momentos mais emocionantes acontecem justamente perto do final, quando todos os Vingadores estão reunidos de fato e começa a batalha para defender a Terra de Loki e dos alienígenas. Antes disso, o público pode se divertir com as brigas entre os próprios integrantes do grupo, que serve um pouco para delimitar o grau de poder de cada um. Algumas cenas parecem forçadas para que diálogos bons aconteçam. Como quando Loki diz que tem um grande exército e Tony Stark diz: “nós temos um Hulk”.

E falando em Hulk, a boa surpresa é que ele acaba sendo não só o grande trunfo dos Vingadores, mas o grande trunfo do filme em si. Afinal, as cenas mais aplaudidas pelo público são as que envolvem o Golias Esmeralda. E é muito bom ver a reação entusiasmada da plateia nesses momentos. Chega aarrepiar, inclusive. Dos três atores que interpretaram Bruce Banner, talvez Mark Ruffalo tenha sido a melhor das escolhas, ainda que eu, particularmente, tenha gostado das duas aventuras do Hulk, inclusive o geralmente odiado filme de Ang Lee. O novo Bruce Banner segue uma tendência atual dos quadrinhos da Marvel, que é ser menos trágico e mais bem humorado. Para o bem e para o mal.

Assim, OS VINGADORES pode ser visto como um bom e barulhento filme de ação com heróis já mitológicos e outros que o novo público deve passar a gostar, caso de Viúva Negra e Gavião Arqueiro. O bom é que há toda uma série de possibilidades para que a franquia só melhore nas continuações, com mudanças que seriam bem-vindas na equipe (uma Feiticeira Escarlate, um Hank Pym, um Visão e uma Vespa fariam a festa de muitos) alargando as chances de os roteiristas ficarem livres para criar histórias mais envolventes e criativas, agora que o núcleo-base está formado.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

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RESENHA: Thor

A lenda diz uma coisa, a ciência outra, mas há pontos em que elas se confundem. A crença, a fé e a realidade dependem de pontos-de-vista onde está em jogo a inocência ou maldade.  Thor ganhou vida para completar o ciclo de produções estreladas pelos fundadores de Os Vingadores, porém a magnitude com que a história foi contada transformou ele não no quarto filme de uma saga, mas num verdadeiro épico do cinema.


DA MITOLOGIA ÀS HQ’S

Nos anos 70, quando Stan Lee vivia a efervecência de sua criatividade, a produção e o desenvolvimento de heróis da editora Marvel sempre movimentava novas alternativas de universos e idéias a serem construídas.
Num ambiente propício para se apostar em novos universos e o amparo de idéias semelhantes da sua tradicional concorrente, a DC Comics, com heróis como a Mulher Maravilha, surgiu o primeiro herói da Marvel baseado em mitologia, nascia Thor.

Como o próprio nome do herói diz, Thor foi baseado no deus nórdico do trovão, filho de Odin e uma das figuras mais carismáticas e populares de tal mitologia nos países ocidentais.

Transmutando o universo mitológico para adaptá-lo as histórias em quadrinhos, Thor virou um misto de deus e humano, onde a medida que suas histórias avançavam elementos clássicos da mitologia nórdica e as maiores tendências dos quadrinhos se fundiam e, como nas diversas HQ’s, arcos contados e recontados se tornaram comuns.

Para levar a origem do herói até os cinemas, o diretor (e de quebra ator renomado também) Kenneth Branagh colheu todos os elementos que o herói reuniu por toda a sua história e, reunindo um elenco de primeira linha, deu origem ao maior filme do Universo Marvel já produzido.

Anthony Hopkins é o Odin do cinema.

UM TROVÃO DE PRODUÇÃO

Sempre que um filme de super-heróis conta com um elenco famoso demais, a tendência é que as personalidades nele envolvidos chamem mais a atenção do que a própria história. Mas com nomes de peso como Anthony Hopkins como Odin, Natalie Portman como a cientista Jane Foster e Rene Russo como Frigg, fica dificil de apostar num roteiro fraco.

Pegando o que cada um dos três filmes anteriores a Thor tinha de melhor e dando um toque de drama e emoção que vemos em todos os filmes de Kenneth Branagh como ator, Thor não foi desenvolvido, foi lapidado.

O drama de Homem de Ferro foi aprimorado, o carisma dos personagens de O Incrível Hulk  foram mais variados e a qualidade dos efeitos especiais de Homem de Ferro 2 foram superados.

Com mais ação, mais efeitos especiais, mais personagens, mais enredo e humor na dose certa, Thor é o filme ideal para agradar fãs quadrinhos, adoradores de ficção e o público casual do cinema.

CONFRONTO ENTRE IRMÃOS

Em duas horas seria dificil com que a história original dos quadrinhos pudesse ser desenvolvida em sua totalidade, mas as adaptações para o cinema foram bem fiéis ao conceito do herói e as mudanças foram essenciais para seu bom desenvolvimento.

Como filho favorito de Odin, Thor está prestes a receber o título seu pai Odin de rei de Asgard, um dos nove mundos previstos na mitologia nórdica (a Terra, ou Midgard, é um deles), quando gigantes de gelo atacam o castelo onde é feita a cerimônia.

http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/04/thor-movie.jpg?w=472
O amadurecimento de um herói é abordada em Thor.
Dissoluto com o que aconteceu, Thor parte com Sif, os grandes três guerreiros e seu irmão Loki para vingar o acordo de paz que o rei dos reino dos gigantes de gelo, Laufey, acabara de quebrar com a invasão de Asgard.

Na verdade Thor age despeitado com situação, age com o orgulho ferido por os gigantes de gelo terem impedido sua coroação como rei. Com um invasão sem a aprovação de Odin, o deus supremo de Asgard não vê outra alternativa senão exilar o filho na Terra, onde deverá ser humilde o suficiente assumir o poder de rei.

Enquanto Thor, sem poderes, é ajudado na Terra pela cientista Jane Foster, Loki descobre que foi adotado por Odin e seu pai biológico é, na verdade, o próprio Laufey. Usurpando o posto de rei de Asgard de Odin, Loki inicia um meticuloso plano para aniquilar o irmão e invadir o reino dos gigantes de gelo, indo contra todos os preceitos que pai adotivo lhe ensinou.

A disputa de poderes, de orgulho e a volátil relação entre pai e filho é um ponto alto do filme, fazendo com que o espectador reflita, na condição humana, que de nada adianta ser deuses quando a disputa envolve a relação afetiva.

ELEMENTOS QUE CATIVAM

O universo da mitologia sempre foi fascinante e a riquesa de seus elementos é a premissa ideal para qualquer história. Em Thor, os elementos foram utilizados de maneira concreta e concisa, além de fazer a combinação ideal com elementos não apenas nórdicos, mas de todo o universo Marvel.
As referências aos outros heróis dos Vingadores são inúmeras, fazendo o fã de quadrinhos se divertir a medida que elas vão aparecendo, tendo como ponto máximo a primeira aparição de Gavião Arqueiro, um membro já recrutado pela S.H.I.E.L.D que comparilhará um lugar com os membros da super equipe da Marvel.

Loki é invejoso irmão de Thor!



Mas a riquesa de elementos não pára por aí. Cada elemento posto no filme tem a sua razão de ser, metaforizando diversas situações de comportamento, relacionamento e questões existenciais.
A medida que o filme avança e a medida que os laços existentes entre o galanteador Thor e apaixonada Jane Foster vão se estreitando o vaidoso, o arrogante e orgulhoso Thor vai amadurecendo, entendo grande parte do exílio que seu pai o obrigou a fazer.

A personalidade ascendente de Thor é confrontada pelas atitudes frias e egosistas de Loki, que como rei, torna-se autoritário e absoluto, ainda que inteligente e preciso em seus planos.

A analogia do verdadeiro poder de um rei que Odin tanto quer que os filhos entendam é grandiosa a partir do momento que Mjonir, o martelo que contém o poder de Thor, se torna a grande analogia para tal.

Para finalizar, o filme ainda transforma Thor em um mártir, algo que não só cativa, mas eterniza um herói no cinema. Percebendo que nã poderá deter as maldições de Loki em destruir o mundo dos Gigantes de Gelo, Thor decide se privar de seu amor por Jane Foster, destruindo os caminhos que ligam Asgard a outro mundos.

A ponte entre os mundos faz uma metáfora aos caminhos para se conseguir o que ama. A parir do momento que Thor a destrói, ele sacrifica seus interesses por algo maior que a própria felicidade, entendendo o verdadeiro papel de um rei.

Apesar de o espectador já saber que tal sacrifício será quebrado em Os Vingadores, é impossível não se emocionar com tal atitude, onde a perspectiva de um deus loiro fortão é substituída pela de um grande herói.
Enquanto isso, há o paralelo de Jane, que procurava respostas como cientista. Thor foi sua maior resposta, mas com a separação dos dois ela continua buscando-o, assim como o amor sempre busca continuar a conquistar a pessoa amada.

O amor por Jane Foster faz Thor desenvolver a humildade necessária para se tornar rei.


PELOS PODERES DE THOR
 
Certamente não foi fácil para Kenneth Branagh conceber o filme de Thor. Com tantas referências mitológicas e um visual tão fora do comum, o herói parecia impossível de se encaixar ao contexto dos outros Vingadores. Mas a adaptação foi tão bem feita, o herói que mais parecia longe da realidade, se tornou o mais crível de existência.

Apesar do contexto complexo, a combinação entre Asgard e a Terra foi ricamente ilustrada, trazendo o universo de Thor para o espectador comum como algo fascinante e animador para futuros filmes da franquia, seja junto ou separado do projeto da S.H.I.E.L.D.

Cheio de ideologia e contado da maneira como todo filme de super-herói deve ser contado, a produção mostra que Hulk pode até ser o mais forte, o Homem de Ferro o mais inteligente e o Capitão América o mais patrióta, mas nada supera o coração d’O Poderoso Thor.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

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Estreias da Semana - 20/04/2012



Elenco: Johnny Depp, Amber Heard, Aaron Eckhart, Giovanni Ribisi, Richard Jenkins, Amaury Nolasco, Karen Austin, Marshall Bell, Michael Rispoli, Andy Umberger, Bill Smitrovich.

Direção: Bruce Robinson

Gênero: Aventura

Duração: 110 min.

Sinopse: Paul Kemp (Depp) é um jornalista itinerante, que cansa de Nova York e viaja para Porto Rico, para escrever para um jornal. Kemp começa o hábito de beber cachaça e fica obcecado pela bela Chenault (Heard), que está noiva de um colega jornalista.


American Pie: O Reencontro (American Reunion)
 

Elenco: Alyson Hannigan, Chris Owen, Deborah Rush, Jason Biggs, Eugene Levy, Seann William Scott, Thomas Ian Nicholas, Shannon Elizabeth, Tara Reid, Chris Klein, Mena Suvari, Jennifer Coolidge.

Direção: Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg

Gênero: Comédia

Duração: 113 min.

Sinopse: Bem-vindo à reunião da Turma de 1999 da East Great Falls High. Na comédia American Pie: O Reencontro, todos os personagens de American Pie que conhecemos um pouco mais de uma década trás retornam para uma reunião do colégio. No fim de semana há muito aguardado, eles vão descobrir o que mudou, quem não mudou e que o tempo e a distância não são capazes de destruir os laços da amizade.

Era verão de 1999 quando quatro rapazes do interior do Michigan se lançaram na missão de perder a virgindade. Nos anos seguintes, Jim e Michelle se casaram, enquanto Kevin e Vicky disseram adeus. Oz e Heather se distanciaram, mas Finch ainda cobiça a mãe de Stifler. Stifler continua o mesmo de sempre. Agora, esses amigos de longa data voltaram às origens, como adultos, para lembrar - e homenagear - os adolescentes hormonais que foram.


A Perseguição (The Grey)


A Perseguição (The Grey)

Elenco: Liam Neeson, Dermot Mulroney, Nonso Anozie, Joe Anderson, Frank Grillo, Dallas Roberts, Larissa Stadnichuk, Ben Bray, James Badge Dale.

Direção: Joe Carnahan

Gênero: Ação/Drama

Duração: 112 min.

Sinopse: Ao tentar fazer uma viagem tranquila para casa, um grupo de extratores de petróleo do Alasca acaba sofrendo um acidente aéreo. Do total de 125 passageiros, apenas 8 sobrevivem. Machucados, eles tentam se recuperar quando descobrem que aquele é um local habitado por uma matilha de lobos selvagens. Considerando os humanos invasores, os animais passam a caçar lentamente os sobreviventes da queda do avião, levando-os a uma intensa luta por sobrevivência.



Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios

 

Elenco: Camila Pitanga, Gustavo Machado, Zecarlos Machado, Gero Camilo.

Direção: Beto Brant e Renato Ciasca

Gênero: Drama

Duração: 100 min.

Sinopse: Inspirado na obra homônima do escritor Marçal Aquino, o filme conta a história de um triângulo amoroso que envolve Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo de passagem pelo interior da Amazônia, a bela e instável Lavínia (Camila Pitanga) e seu marido, o pastor Ernani (Zecarlos Machado), que acredita ser possível consertar as contradições do mundo.

Flor da Neve e o Leque Secreto (Snow Flower and the Secret Fan)


Elenco: Bingbing Li, Gianna Jun, Vivian Wu, Russell Wong, Coco Chiang, Hu Qing Yun, Shi Ping Cao.

Direção: Wayne Wang

Gênero: Drama

Duração: 120 min.

Sinopse: Na China do século 19, as amigas Flor da Neve e Lírio superam a distância física por meio de uma língua secreta. Paralelamente, a trama segue Nina e Sophia, duas mulheres contemporâneas que tentam compreender a história de suas ancestrais laotong.


 Fonte: CinePop

segunda-feira, 2 de abril de 2012

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Resenha: Se enlouquecer não se apaixone







É bem bacana quando as pessoas te indicam filmes pelos quais você não dá nada, mas acaba, por fim, se surpreendendo. Faz dois meses, se não me engano, que venho protelando o assistir de Se enlouquecer não se apaixone. Motivo? Uma proposta piegas demais com atores de produções piegas demais. O que esperar de uma história onde um adolescente tímido e sem sal que tem problemas com a família, seus amigos e, claro, uma garota, vai parar na ala psiquiátrica de um hospital com pessoas que o farão ver a vida por outro ângulo e uma jovem legal e diferente? Se isso não bastou, saiba que Emma Roberts ( conhecida pela série da Nickelodeon Normal demais e outros filmes comédia romântica adolescente ), Keir Gilchrist ( conhecido por uma série do Disney Channel ) e Zach Galifianakis ( famoso ator de comédia que conquistou muitos espectadores com Se beber não case e sua sequência – os quais, inclusive, influenciaram o título nacional do filme – no original, chama-se It’s kind of a funny story – É uma história um tanto engraçada, em tradução livre -, o qual tenta chamar a atenção dos fãs da franquia e do ator ) estão no elenco principal. Sim, o filme é clichê em vários pontos e aborda alguns temas que eu previa desde a sinopse. Mas vale a pena e consegue ser original mesmo batendo numa tecla talvez já gasta. É divertido e com um nível de reflexão mínimo para você acabar com um sorriso bobo nos créditos – um sorriso não resultante das piadas.
Craig vem pensando em suicídio com as várias pressões que só a vida adolescente pode lhe proporcionar. Visando uma melhora rápida para logo pode retornar ao “normal”, ele procura um hospital a fim de se internar. O médico reluta, mas acaba cedendo, transferindo o jovem para a ala psiquiátrica, onde ele conhece muita gente doida e estranha, com as quais ele vai ter que conviver por no mínimo 5 dias. O filme mostra a rotina dos pacientes nesse lugar, um pouco dos problemas individuais de cada um ao redor do protagonista e vários flashbacks dos momentos tensos, felizes ou marcantes do rapaz. A direção é bem original. Vários efeitos são adicionados à gravação – de filme antigo, de desenho -, a câmara para, como em pause, e a narração surge de fundo em certos momentos, e muitas vezes os acontecimentos são exibidos de um modo peculiar, como se fossem retirados mesmo da cabeça do personagem. Esses detalhes tornam a produção bem interessante, além de sua história que vai cativando o espectador pouco a pouco.


Achei meio forçada a mensagem de que temos todos um pouco de loucura dentro de nós, mas o filme explora, por outro lado, que é muito importante vermos além da superfície dos que conhecemos. Não só com os meio pirados, nos quais temos de ver as qualidades por trás do estranhamento, mas também com os normais, nos quais a loucura ou a incoerência estão sempre escondidas.



Os colegas de hospital se reúnem na imaginação do Craig para cantar “Under Pressure”. Uma cena impagável!
Está aí uma comédia romântica/dramática para se aproveitar no tempo livre. Não é aquilo tudo que certos filmes nos proporcionam. Contudo, mescla muito bem um tantinho de reflexão com diversão descomprometida. Um tempero bem dosado para domingos.

O filme foi lançado aqui no Brasil direto no DVD. Não sei se é esse o motivo de eu não conseguir encontrar por nada um trailer legendado. Mas segue o vídeo sem legenda abaixo, de qualquer forma.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

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Oscar 2012

Meus amores, aconteceu ontem em Hollywood, a 84ª cerimônia do Oscar. E no post de hoje, eu trago os melhores momentos dessa linda festa para vocês. Espero que vocês gostem!


Melhor Filme: O Artista




Meryl Streep - Melhor Atriz  por "A Dama de Ferro"



Christopher Plummer -  Melhor Ator Coadjuvante por "Toda Forma de Amor"




Octavia Spencer - Melhor Atriz Coadjuvante por "Histórias Cruzadas"



Jean Dujardin - Melhor Ator  por  "O Artista"



Melhores Looks

Katy Perry



Miley Cyrus



Selena Gomez



Penélope Cruz


 Angelina Jolie



Fotos Aleatórias





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E aí meus amores, do que vocês mais gostaram no Oscar? Quem usou o melhor vestido? Vocês gostaram dos vencedores?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

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Resenha: A cidade do sol

Autor: Khaled Hosseini
Editora: Nova Fronteira
Comprar: Cultura / Submarino
Classificação:
"Acha que ele liga para você, que vai querê-la em sua casa? Acha que ele a considera sua filha? Que vai levar você até lá? Ouça bem o que vou lhe dizer. O coração de um homem é uma coisa muito, muito perversa, Mariam. Não é como o útero de uma mãe. Ele não sangra, não se estica todo para recebê-la. Sou a única pessoa que a ama. Sou tudo o que você tem no mundo, Mariam, e, quando eu tiver ido embora, não terá mais nada."


A cidade do sol já era uma leitura que queria fazer há muito tempo, desde que li o primeiro livro do autor, O caçador de pipas e, indubitavelmente, foi uma das melhores leituras que fiz nos últimos tempos. O livro A cidade do sol é uma história extremamente emocionante e, ao mesmo tempo, instrutiva, pois através da história das personagens principais, Mariam e Laila, vai-se traçando para o leitor um panorama hitórico do Afeganistão desde os anos 70 até o início do século XXI. O livro tem as suas mais de 360 páginas divididas em quatro partes dispostas através de cinquenta e um capítulos, nos quais duas histórias vão sendo contadas. Essas duas histórias já chamam atenção, pois dizem respeito a duas mulheres que viveram em um país e num tempo no qual a mulher era total e completamente desprovida de direitos e onde sua vida era decidida e definida do início ao fim pela figura do homem.
"Aprenda isso de uma vez por todas, filha: assim como uma bússula precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher a sua frente. Sempre."


A primeira parte do livro conta a história de Mariam, que nasceu em 1959, em Herat, uma das maiores cidades do Afeganistão. Porém, ela é fruto de um adultério e, portanto, ela era uma harami, resultado de uma relação ilegítima. A família de sua mãe, ao saber da gravidez, foi embora, deixando-a sozinha. Ela passou, então, a morar em uma casa de tijolo com barro e palha, a qual foi construída por Jalil, pai de Mariam, o qual a visitava uma vez por semana e recebia o amor puro e intenso da garota e críticas silenciosas de Nana, mãe de Mariam, as quais, após a saída de Jalil, viravam gritos esbravejados, através dos quais Nana tentava mostrar a filha que, na verdade, aquele que a visitava a havia abandonado.

No seu aniversário de 15 anos, Mariam pede ao pai de presente que ele a leve ao cinema juntamente com seus irmãos para que ela os conhecesse e ele se compromete a fazer isso, contudo, no dia combinado, Jalil Khan não aparece. Mariam resolve, então, ir atrás dele em Herat, mesmo sabendo que Nana desaprovaria sua decisão e, ao chegar na casa do pai, não é recebida por ninguém. Ela percebe que ele está em casa, ela o vê e vê que ele não vem recebê-la. Dorme a noite inteira na calçada em frente a casa dele e, pela manhã, o motorista a leva para casa. Quando chegam lá, eis que Mariam se depara com a imagem de Nana morta, tendo cometido suicídio.

A partir de então, conforme a mãe de Mariam havia previsto, a sua filha estava só. Ela foi recebida na casa de Jalil e, no entanto, quando menos esperava ,a proposta do pai, da qual ela foi avisada por uma de suas esposas, era a de que Mariam iria ser dada em casamento a um homem que residia em Cabul. E, mesmo contra a sua vontade, realiza-se o casamento e Mariam, aos 15 anos de idade, torna-se esposa de Rashid.

Na segunda parte do livro, vai ser contada a história de outra mulher, Laila, que nasceu em 1978, 19 anos após Mariam, época em que os soviéticos já haviam invadido o Afeganistão. Laila era uma filha bem criada. Seu pai era professor e sua mãe detentora de muita força, ao contrário do pai, o qual era o intelectual. Ele sempre dizia que a filha poderia ser o que quisesse, que tinha a intenção de que ela estudasse, se formasse, para depois pensar em casar-se.

" 'Sei que você ainda é pequena, mas quero que ouça bem o que vou lhe dizer e entenda isso desde já', disse ele. 'O casamento pode esperar; a educação, não. Você é uma menina inteligentíssima. É mesmo, de verdade. Vai poder ser o que quiser, Laila, sei disso. E também sei que, quando esta guerra terminar, o Afeganistão vai precisar de você tanto quanto de seus homens, talvez até mais. Porque uma sociedade não tem qualquer chance de sucesso se as suas mulheres não forem instruídas, Laila. Nenhuma chance' "


Laila tinha duas amigas, Giti e Hasina e um grande amigo, Tariq, o qual estava sempre com ela. Ela tinha também dois irmãos, Noor e Ahmad, os quais ela mal conhecia, pois há muitos anos eles tinham sido enviados como combatentes na guerra contra os soviéticos. Assim, a mãe de Laila se comportava como se só tivesse esses dois filhos, cujo retorno ela aguardava com muito prazer e fé. Na maior parte do tempo, Laila é que arrumava a casa e fazia as refeições junto com o pai. Num ou noutro dia, é que a sua mãe levantava-se e conversava um pouco.

Isso piora ainda mais quando eles recebem a notícia de que os dois tinham morrido em combate. A partir daí, a mãe de Laila passa a sentir várias dores e ter vários problemas, os quais são de ordem emocional e não física. Se antes, Laila era quase imperceptível aos olhos da mãe, agora ela passa a ser quase que totalmente invisível.

"Nunca deixaria sua marca no coração de mammy, como seus irmãos tinham deixado, porque aquele coração era uma espécie de praia desbotada, onde as pegadas da menina seriam sempre apagadas pelas ondas de tristeza que se erguiam e quebravam, se erguiam e se quebravam."


Em abril de 1992, quando Laila já tinha 14 anos, houve a rendição do presidente do Afeganistão, Najibullah, o qual, antes da presidência, havia sido chefe da KHAD, uma espécie de polícia secreta que ajudava os soviéticos. Ele nunca agradou o povo, pois queria passar uma imagem de bom homem, rezando numa mesquita, quando todos sabiam quantas pessoas tinham sido torturadas e mortas com sua autorização. Essa rendição representava a vitória pela qual os irmãos de Laila tinham lutado e morrido, portanto, essa notícia fez a mãe de Laila reviver, levantar-se, não vestir-se de preto, comemorar, enfim.

Entretanto, seis meses depois disso, o que se via no Afeganistão, especialmente na capital, Cabul, era guerra entre os próprios afegãos, para ver quem iria assumir o camando e quando Rabbani, antes do previsto foi eleito presidente, uma nova guerra se instalou no país, fazendo muitos fugirem e fazendo a mãe de Laila retornar ao quarto e novamente se fechar para o mundo.

A partir desses novos ataques vividos no Afeganistão, muitas pessoas começam a fugir do país e muitas mortes começam a acontecer. Enquanto o país vive essa guerra, Laila e Tarik se descobrem apaixanados e chegam a se entregar um ao outro, mesmo antes do advento do casamento. Porém, após esse momento, Tariq informa a Laila que pretende deixar o país junto com sua família como muitos outros estavam fazendo. Ele chama Laila para ir com eles, mas ela diz que não pode deixar a família, principalmente o pai.

Após a partida de Tariq, acontece o impossível para dificultar de vez a vida de Laila, a qual já estava bem difícil com a partida de seu amor. Quando finalmente a família de Laila decide fugir e estão se arrumando para isso, há um bombardeio que atinge a casa dela e a única sobrevivente é a própria Laila. Laila acorda, muito tempo depois, e se descobre na casa de seus vizinhos, Rashid e Mariam. Para permitir que Laila continuasse lá, Rashid, então, propõe que Laila se case com ele. Ela aceita o casamento, pois está grávida de Tariq e se torna a segunda esposa de Rashid aos 14 anos de idade.

Então, a partir daí, as duas últimas partes do livro vão contar como será a vida dessas duas mulheres sofridas, marcadas pela vivência em um país onde as mulheres não têm vez, que muitas vezes precisam usar burcas. Como será a convivência entre as duas? Como será a criação do filho de Tariq? Laila voltará a encontrar o seu amor? Ou será plenamente feliz com seu marido, Rashid? E Mariam conseguirá dar os filhos que Rashid gostaria de ter? Essas e outras perguntas serão respondidas paulatinamente à medida que se lê esse romance espetacular, cuja leitura é recomendadíssima, pois, além de termos uma história linda de amizade e cumplicidade, temos também uma verdadeira aula de História do Afeganistão, dada de maneira leve. Por esses e outros motivos, vale muito a pena gastar tempo para ler esse romance, do qual dificilmente nos esqueceremos.
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